Voo Aero Trasporti Italiani 460
O Voo Aero Trasporti Italiani 460 era um voo entre Milão-Linate ao aeroporto de Colônia-Bonn, operado pela companhia aérea italiana ATI, do grupo Alitalia, com um ATR-42-312, prefixo I-ATRH, onde em 15 de outubro de 1987, às 19.28 CET, caiu nas montanhas de Como, em Conca di Crezzo, na zona de Lasnigo, causando 37 vítimas: 3 tripulantes e 34 passageiros. O acidente também é conhecido como o acidente de Conca Crezzo.
A aeronave, da preifxo I-ATRH "Verona ", era um ATR 42-312 e realizou seu primeiro voo para Toulouse em 24 de abril de 1987. Foi entregue à ATI Aero Trasporti Italiani em 14 de maio de 1987, equipado com dois turboélices Pratt & Whitney Canada PW 120 com helicés Hamilton Standard de 4 pás.
O avião decolou do aeroporto de Milão-Linate com destino ao aeroporto de Colônia-Bonn às 19h13, com 53 minutos de atraso devido ao tráfego aéreo e ao mau tempo. Após cerca de quinze minutos o avião subia a uma altitude de 14.700 pés, no modo IAS, a uma velocidade constante de 133 nós, quando iniciou um movimento de rotação para a direita e esquerda: 41° para a direita, 100° para a esquerda, novamente 105° à direita e 135° à esquerda. O ATR 42 também fez três mudanças anômalas na atitude para baixo, falhando em recuperar a altitude necessária. O avião caiu com a proa em direção ao solo ao longo das encostas da montanha a cerca de 700 m de altitude, após uma descida descontrolada. As unidades de investigações de Carabineiros da província de Como e da Força Aérea Italiana mostraram que as condições meteorológicas provocaram a formação de gelo nas asas do ATR 42. A tripulação não conseguiu entender que o gelo e a baixa velocidade estagnariam o avião, algumas manobras para recuperar a velocidade e possivelmente um problema de gerenciamento de compensação fizeram com que o avião mirasse no solo até que colidisse montanha. O acidente de Conca di Crezzo tornou-se um estudo de caso sobre os riscos causados pela formação de gelo nas asas de aeronaves.


