Argila
A argila é definida principalmente pelo tamanho de suas partículas, sendo classicamente considerada como minerais com diâmetro inferior a 2 micrômetros (µm). Essa medida tem origem nos estudos petrográficos do século XIX, onde a microscopia óptica limitava a distinção de partículas a esse tamanho. Atualmente, a definição de argila varia conforme a área de estudo: na geotecnia, foca-se no comportamento mecânico, considerando argilas partículas menores que 4 µm; já na mineralogia, o termo se refere a um grupo específico de minerais, os filossilicatos, conhecidos como argilominerais.
Pontos-chave
- Argila é definida por tamanho de partícula (< 2 µm classicamente, < 4 µm em geotecnia).
- Na mineralogia, argila refere-se a minerais filossilicatos hidratados.
- Origina-se da alteração química e física de rochas, depositando-se em locais de baixa energia.
- Pode se transformar em rochas sedimentares como folhelhos e argilitos.
- Possui diversos usos, desde materiais de construção até componentes eletrônicos.
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A argila, formada pela alteração de rochas como as feldspáticas, é frequentemente encontrada perto de rios, formando barrancos. Apresenta-se em várias cores e é composta por minerais filossilicáticos hidratados de baixa cristalinidade e dimensões muito pequenas (menores que 1/256 mm ou 4 µm). Exemplos incluem caolinita, esmectita e illitas. Esses minerais são geralmente estáveis nas condições da superfície terrestre. No solo, a fração argila, conhecida popularmente como barro ou lama, inclui esses minerais, além de hidróxidos coloidais e outros componentes. Estudos em latossolos de Minas Gerais e Espírito Santo demonstraram que a mineralogia da fração argila influencia suas propriedades físicas e estruturais.
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A argila surge da desagregação de rochas feldspáticas, seja por processos químicos (água, ácido carbônico) ou físicos (erosão, vulcanismo), que fragmentam o material em partículas minúsculas. As jazidas de argila geralmente se formam por deposição aluvial: as partículas mais leves (inferiores a 2 µm) são transportadas pela água e depositadas onde a corrente perde força. Essas são as argilas secundárias. A argila primária permanece no local de origem, como no caso das jazidas de caulino. Por um processo inverso, a litificação, a argila pode se tornar rocha sedimentar. Quando desidratada e compactada, forma rochas clásticas finas (lutitos ou pelitos), como os folhelhos (estratificados) e argilitos (pouca ou nenhuma estratificação).
Na classificação granulométrica, a argila representa as partículas de menor tamanho. A classificação USCS (Sistema Unificado de Classificação de Solos), comum na engenharia, define o limite máximo para areia em 4,75 mm e para silte e argila em 0,075 mm.
Dispersão de Argilas
As argilas são componentes minerais das partículas físicas do solo, juntamente com o silte e a areia. Para determinar a proporção de cada um desses componentes em uma amostra de solo, é necessário separá-los. Essa separação, especialmente da argila, é realizada através de um processo chamado dispersão de argilas.
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A argila possui uma vasta gama de utilizações, incluindo aplicações medicinais. Sua plasticidade quando úmida e sua notável dureza após cozimento a temperaturas superiores a 800 °C a tornam um material essencial na cerâmica. Com ela, são produzidos desde itens básicos como tijolos, blocos e telhas, até componentes tecnológicos avançados, como semicondutores utilizados em computadores.


