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Aelita

Aelita (título em Portugal) ou Aelita, a Rainha de Marte (título no Brasil) é um filme mudo soviético de ficção científica de 1924, livremente baseado no romance homónimo de Alexei Tolstoy, e dirigido por Yakov Protazanov. Foi o primeiro filme soviético de ficção científica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Sinopse

Imagem: striatic · BY · Openverse

A história tem lugar entre 1921 e 1923, após o final da Guerra Civil Russa e o início da Nova Política Económica. O filme começa com misteriosos sinais de rádio oriundos de Marte sendo captados em todo o mundo. Los e Spiridonov, dois engenheiros moscovitas, estão entre aqueles que recebem as mensagens. Los começa a fantasiar sobre a sua origem, ao mesmo tempo que Aelita, filha de Tuskub, regente de Marte, usa um telescópio para espiar a vida na Terra e se foca nele. Los começa a preencher os sonhos de Aelita, enquanto que este fica obcecado com a mensagem e fantasia com Aelita. O casamento de Los com a sua mulher Natasha desmorona-se devido à crescente obcecação deste com as mensagens, e Los acaba aceitando um trabalho no leste da Rússia, afastando-se de casa por algum tempo. Quando regressa, dispara sobre Natasha durante um acesso de ciúmes, acreditando que esta lhe tinha sido infiel com Ehrlich, um aristocrata trapaceiro.

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Receção e crítica

Aelita foi um grande êxito entre o público. A primeira exibição do filme, em 30 de setembro de 1924, foi precedida por uma campanha publicitária nos jornais Pravda e Kinogazeta, e a fachada do cinema foi decorada com imagens gigantes de Aelita e Tuskub, colunas iluminadas e formas geométricas semelhantes à decoração marciana do filme. A procura por bilhetes não teve precedentes, e o próprio Protazanov se viu impedido de estar presente na estreia devido às multidões. No entanto, foi muito criticado pelos críticos oficiais do regime, que questionaram a dedicação do filme à Revolução e o facto de se afastar demasiado do romance de Tolstoy, e o próprio Tolstoy se mostrou desapontado com este. Em 1925, Protazanov recebeu um prémio por Aelita numa exposição internacional de artes decorativas e industriais realizada em Paris.

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Influência

Imagem: gato-gato-gato · BY-NC-ND · Openverse

Embora a ficção científica não se tenha imediatamente afirmado enquanto género cinematográfico na União Soviética, Aelita teve um impacto importante fora do país. Os seus enormes cenários, radical guarda-roupa e visão distópica de uma sociedade futurista influenciaram o filme Metrópolis (1927) de Fritz Lang, e o uso do sonho no enredo, tão criticado na época, tornar-se-ia num efeito psicológico padrão no cinema Ocidental durante a década de 1940, sendo atualmente tão comum que é considerado um cliché. O tratamento dado por Protazanov ao romance de Tolstoy viria ainda a ser imitado em outros filmes de ficção científica soviéticos, como Stalker (1979) de Andrei Tarkovski e Dni zatmeniya (1989) de Alexandr Sokurov, que também foram despojados dos elementos de ficção científica dos romances em que se baseiam para se focar mais na moral terrena e em questões filosóficas.

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Fontes consultadas

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