Pesquisa · Mapa mental

Aedes albopictus

O mosquito-tigre-asiático pertence ao grupo Scutellaris do subgênero Stegomyia. É considerada a segunda espécie de culicídeos (Culicidae) em importância para o homem, como vetor do vírus da dengue, sendo superado apenas pelo Aedes aegypti (Lineu) A dengue coloca em risco a saúde de 2.5 a 3 bilhões de pessoas que habitam as regiões urbanas e suburbanas de 100 países das regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo. Conta em quarto lugar na lista 100 das espécies exóticas invasoras mais daninhas do mundo e na Lista de espécies invasoras no Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
01

Invasão de áreas alóctones

O primeiro registro de populações de Ae. albopictus estabelecidas no continente americano data de agosto de 1985. No entanto, a sua presença já havia sido assinalada em 1946, em 1971 e em 1983. PRATT e col. (1946), citados por HUGHES e PORTER (1956, p. 108), relataram que durante a ano de 1945 e início de 1946, vários navios chegaram ao porto de Los Angeles transportando materiais usados, oriundos de regiões do Pacífico. Destes, oito estavam infestados por espécies de mosquitos alóctones ao continente americano: Aedes scutellaris Walker (como Aedes scutellaris hebrideus Edwards), Ae. albopictus, Armigeres milnensis Lee (como Ar. obturbans milnensis Lee), Culex annulirostris Skuse, Culex papuensis Taylor, Toxorhynchites (Megarhinus) sp e Trypteroides quasiornata (Taylor). Naquela oportunidade, foram adotadas medidas de controle para evitar a dispersão dos mosquitos adultos e o desenvolvimento das formas imaturas que se estavam criando em pneus trazidos nas embarcações. Apesar das medidas de controle, as formas imaturas sobreviveram e foram transportadas por cerca de 40 milhas. Nesse sentido, EADS (1972) registrou a presença de larvas e pupas de Ae. albopictus em pneus que seriam comercializados em Los Angeles. Esses recipientes, após terem sido submetidos a medidas de controle, ainda continham formas imaturas de Ae. albopictus. Dessa maneira, o autor sugeriu que pneus usados representam fator de risco para a dispersão de espécies vetoras de mosquitos, considerando-os importantes, do ponto de vista da saúde pública.

02

Atuação como vetor

Imagem: Marcello Consolo · BY-NC-SA · Openverse

A capacidade de dispersão rápida dessa espécie, aliada à potencialidade para ocupar diferentes ambientes e de ser agressiva para mamíferos, induziu pesquisadores a levantarem hipótese sobre a potencialidade do Ae. albopictus atuar como vetor da febre amarela e da dengue na Américas. A participação do Ae. albopictus na transmissão dos vírus amarílico e dengue poderia modificar a epidemiologia da transmissão destas enfermidades nas Américas. O vetor A. albopictus possui um potencial perigoso, devido a sua característica, tanto para disseminação da dengue quanto para febre amarela. Apesar de não ter sido comprovado o papel transmissor dessas doenças no Brasil pelo mosquito, os cientistas defendem que sua capacidade de transmissão precisa ser investigada. Demonstrou-se, em laboratório, que populações do Brasil podem transmitir verticalmente os vírus dengue 1 e 4. Paralelamente, observou-se a existência de transmissão vertical do vírus dengue 1 na natureza, em amostras de larvas coletadas no Estado de Minas Gerais, Brasil.

03

No Brasil

Imagem: Camponotus Vagus · BY-NC-SA · Openverse

f Este mosquito foi encontrado e identificado pela primeira vez no Brasil por Ricardo Lourenço de Oliveira, em 1986, no estado do Rio de Janeiro, para confirmar, suas amostras foram enviadas para Oswaldo Paulo Forattini que publicou a descoberta em (Forattini, 1986) e ainda em 1986 este mosquito foi encontrado em Minas Gerais e São Paulo (1986 por Brito e col.), em 1988 no Espírito Santo (Consoli e Lourenço-de-Oliveira, 1994). Mesmo sendo considerado eficiente vetor natural de dengue nas regiões rurais, suburbanas e urbanas da Ásia, o papel de Aedes albopictus como vetor natural de dengue no Brasil ainda não foi confirmado até o momento. Amostras de populações desse mosquito obtidas no Brasil mostraram-se, experimentalmente, serem susceptível aos vírus da dengue e febre amarela, e com capacidade de transmitir o vírus dengue tanto horizontalmente quanto verticalmente (Miller & Ballinger 1988, Johnson et al. 2002, Lourenço-de-Oliveira et al. 2003, Castro et al. 2004). No Brasil, sua presença e densidade não coincidem com as do dengue e apenas uma larva desse mosquito foi achada infectada na natureza com o soro tipo 1 da dengue no Brasil (Serufo et al., 1993).

04

Em Portugal

Imagem: Marcello Consolo · BY-NC-SA · Openverse

Em 2013 foram confirmados centenas de casos de chicungunha em Itália e de dengue na Croácia e em França. Existe uma grande atenção a este vector, uma vez que foi identificada a sua presença na zona de Barcelona nesse mesmo ano, tendo sido reportado em comunicado oficial pela Direcção Geral da Saúde, pela primeira vez no ano de 2017 a presença deste vector na região Norte de Portugal.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Saiba mais — fontes confiáveis na web

Continue pesquisando