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James Balfour (juiz)

James Balfour, Lorde Pittendreich foi um escritor jurídico, juiz e político escocês.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
01

David Beaton

Filho de Michael Balfour de Montquhanny, em Fife, foi educado para o sacerdócio e adotou o ramo legal da profissão clerical, como era comum na Escócia neste período. Tendo participado com seus irmãos, David e Gilbert, da conspiração para o assassinato do cardeal Beaton, Balfour compartilhou o destino dos demais conspiradores, que, na rendição do Castelo de St. Andrews, em junho de 1547, para os franceses, foram autorizados a salvar suas vidas em troca de serviços nas galés. John Knox, seu companheiro de prisão na mesma galé, considerou Balfour um renegado e o denunciou como um blasfemo manifesto por sua deserção do grupo de reformadores da Igreja da Escócia, registra sua libertação em 1549. O arcebispo John Spottiswoode, uma autoridade menos adversa a Balfour, afirma que tal libertação se deveu ao fato de ele ter renunciado ao protestantismo. Logo após sua libertação, Balfour tornou-se arcediago de Lothian e juiz principal do tribunal consistorial do arcebispo de St. Andrews. Continuou por alguns anos apoiando a política de Maria de Guise e depois se juntou aos Lordes da Congregação, um grupo de nobres protestantes que se opuseram ao casamento da jovem Maria da Escócia, com o Delfim de França (que posteriormente se tornaria Francisco II), foi admitido em seus conselhos, mas traiu seus planos. Foi recompensado com a nomeação para o curato de Flisk, em Fife.

02

Rizzio e Lorde Darnley

Com outros partidários do Conde de Bothwell e o próprio Conde, é dito que Balfour fugiu do Palácio de Holyrood na noite do assassinato do secretário particular da Rainha Maria, David Rizzio. O Lord Clerk Register, James MacGill, foi privado desse cargo por sua participação na conspiração do assassinato, e Balfour foi nomeado para o seu lugar. Os boatos, apoiados neste caso por evidências prováveis, atribuíram a Balfour a parte infame de ter ligação com o assassinato de Henrique Stuart, Lorde Darnley, por ter providenciado sua hospedagem em uma casa de um de seus irmãos, em Kirk o' Field, onde o crime ocorreu. Embora ele não estivesse presente, de acordo com as confissões dos perpetradores, ele foi acusado de cumplicidade pelos bilhetes ou cartazes colocados nos muros de Edimburgo imediatamente após o crime. Sua nomeação, durante o curto período de poder do Conde de Bothwell, para o cargo incompatível de um advogado, de governador do Castelo de Edimburgo; sua atuação como comissário no processo de divórcio da senhora Bothwell contra seu marido e, como Lord Clerk Register no registro de consentimento de Maria no contrato de casamento com Bothwell, não deixaram dúvidas de que ele foi um instrumento útil e pronto nas mãos do chefe assassino, e recebeu sua recompensa.

03

Regência de Lennox e Morton

Durante a regência de Moray, Balfour foi suspeito de intrigar com os adeptos da rainha enquanto pertencia ostensivamente ao grupo do regente e foi privado do cargo de presidente do Tribunal de Sessão em 1568. Pouco antes da morte de Moray, Balfour foi preso, acusado pelo Conde de Lennox, por sua participação no assassinato de Henrique Stuart, Lorde Darnley; mas um suborno pago a Wood, secretário do regente, obteve sua libertação sem julgamento e, apesar de perder a presidência do Tribunal de Sessão, manteve o recebimento de donativos do priorado de Pittenweem. Após Lennox assumir a regência de seu neto, Jaime VI, Balfour teve todos os seus bens confiscados em 30 de agosto de 1571, mas no ano seguinte, fez um acordo com o novo regente, Jaime Douglas, 4º Conde de Morton, abandonou seus companheiros do lado da rainha, William Maitland de Lethington e William Kirkcaldy de Grange, e negociou a pacificação de Perth em 1573.

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Balfour's Practicks

Com sua esposa Margaret, herdeira de Michael Balfour, de Burleigh, ele teve três filhas e seis filhos, o mais velho deles, Michael Balfour, recebeu o título de Lorde Balfour of Burleigh em 1606. Balfour parece ter sido um advogado e é louvado por seu contemporâneo, Henryson, por sua participação na comissão de 1566 para a consolidação das leis. Algumas partes da compilação, publicadas em 1774 a partir de um manuscrito na Advocates Library, foram tiradas da coleção provavelmente feita por ele em conexão com esta comissão. Mas as referências especiais ao Livro de Balfour (Liber de Balfour) e o fato de que houve uma comissão subsequente convocada por Morton em 1574, na qual, apesar de ser membro, seu exílio na França não pode ter admitido sua liderança, priva-o, na opinião das melhores autoridades, da reivindicação da autoria de todo o manuscrito, que desafortunadamente foi publicado sob o seu nome, e é conhecido como Balfour's Practicks, o primeiro livro de texto da lei escocesa.

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