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Polaridade (química)

Polaridade, em Química, refere-se a moléculas que apresentam momento de dipolo elétrico, o qual é influenciado pela separação das cargas elétricas e também possuem contribuição de pares de elétrons isolados. Moléculas polares interagem principalmente por forças intermoleculares como dipolos-dipolos ou ligações de hidrogênio. A polaridade molecular depende da diferença de eletronegatividade entre os átomos, assim como a geometria molecular. As ligações de uma molécula podem gerar vetores por causa da diferença de eletronegatividade entre elementos, deslocando pares de elétrons. A geometria da molécula influencia na disposição desses vetores, tendo a possibilidade de se cancelarem ou não. Quando a soma dos vetores se anula, dizemos que o momento de dipolo é igual a zero e a molécula é apolar. Por outro lado, quando o momento de dipolo é diferente de zero, os vetores não se cancelam, resultando em uma molécula polar. Exemplificando, a molécula de água é polar pelo fato de que o oxigênio não compartilha todos os elétrons com o hidrogênio, caracterizando a presença de um par de elétrons desemparelhados. Isso se deve porque os elétrons se concentram mais sobre átomo de Oxigênio, uma vez que ele é muito mais eletronegativo do que os de hidrogênio. Outro exemplo é o metano que é considerado apolar porque o carbono compartilha os elétrons quase uniformemente com os hidrogênios, uma vez que a diferença de eletronegatividade é pouca. Polaridade influi em uma série de propriedades físicas e químicas como tensão superficial, solubilidade, ponto de fusão e ponto de ebulição.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Teoria

Elétrons não são sempre compartilhados igualmente entre dois átomos que estão fazendo ligações covalentes. No caso de átomos de elementos distintos, geralmente um átomo exerce mais força de atração em uma nuvem eletrônica do que outro. Essa força de atração é denominada eletronegatividade e mensura a atração que os átomos exercem sobre os elétrons. Os compartilhamentos desiguais dos elétrons das ligações químicas causam a formação de um dipolo (separação em cargas parciais positivas e negativas) . Cargas parciais são escritas como δ+ (delta mais) e δ-; (delta menos). Átomos com altas eletronegatividades — assim como flúor, oxigênio, e nitrogênio — exercem um deslocamento muito forte de elétrons das ligações para si próprios quando ligados a átomos com baixas eletronegatividades – como hidrogênio e carbono — podendo acarretar desta forma um compartilhamento desigual entre os átomos e formando polos na molécula.

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Polaridade das moléculas

É importante observar que a polaridade é relativa, ou seja, uma molécula é “mais polar” ou “mais apolar” do que outra de referência.

Moléculas polares

Um dos exemplos mais comuns de moléculas polares é a de açúcar, mais exatamente a sacarose, que é uma variedade de açúcar. Açúcares têm muitos grupos oxigênio-hidrogênio (OH) e por isso são muito polares. Quando comparamos substâncias polares e apolares de massas molares parecidas, as moléculas polares em geral têm um ponto de ebulição mais alto, isso se dá pelo fato de haver uma interação dipolo-dipolo entre as moléculas polares. Nas ligações de hidrogênio esse efeito é observado. Pelo fato da natureza da molécula de água ser bastante polar, substâncias polares podem ser dissolvidas nela.

Moléculas apolares

A molécula pode ser apolar por dois motivos: as polaridades das ligações são quase nulas (quando há um compartilhamento igual dos elétrons entre diferentes átomos) ou porque as ligações polares estão dispostas na molécula de tal forma que os vetores polaridade se anulam. Exemplos mais comuns de compostos apolares são as gorduras, óleos e gasolina. Portanto, moléculas apolares são insolúveis em água à temperatura ambiente. Contudo, muitos solventes orgânicos apolares, assim como a terebintina, podem dissolver substâncias apolares.

Moléculas híbridas

Surfactantes reduzem a tensão superficial se adsorvendo na interface água-óleo. Esses compostos podem auxiliar na formação de emulsões estáveis ou misturas de óleos com água. A boa interação com substâncias polares e apolares se dá pelos tipos de forças intermoleculares envolvidas e por questões energéticas como a entropia.

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