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Dânaca

Dânaca foi uma pequena moeda de prata do Império Aquemênida que equivalia ao óbolo grego e circulou entre os gregos orientais. Mais tarde viria a ser utilizada pelos gregos em outros metais. O gramático do século II Júlio Pólux dá o nome como danikê, danakê ou danikon e diz que foi uma moeda persa, mas pelo tempo de Pólux essa acepção é um anacronismo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Uso habitual

A dânaca é uma das moedas que serviram como o chamado óbolo de Caronte, que era colocado sobre ou na boca de um defunto para pagar o barqueiro que carregaria as almas através do rio que dividia o mundo dos vivos daquele dos mortos. O óbolo de Caronte é, por vezes, especificadamente chamado naulo (em grego: ναῦλον; romaniz.: naulon; em latim: naulum; lit. "taxa do barco"). O lexicógrafo da era cristã Hesíquio de Alexandria dá "o óbolo para o morto" como um dos significados de δανάκη, e a Suda define a dânaca como uma moeda tradicionalmente sepultada com o morto para pagamento do barqueiro para cruzar o rio Aqueronte. Nas fontes literárias, a pequenez da denominação foi tomada como um lembrete que a morte é um equalizador de ricos e pobres. Embora o óbolo de Caronte é geralmente reconhecido como helênico, a arqueologia indica que o rito da colocação de uma moeda na boca do defunto era praticada também durante o Império Parta e mesmo Sassânida na região do atual Irã. A moeda, contudo, era costumeiramente um dracma. Em sua entrada sobre a dânaca, Hesíquio afirma que a moeda era mencionada por Heráclides de Cime em seu trabalho perdido Pérsica de cerca de 530 a.C., situando seu uso (talvez erroneamente) no Império Aquemênida.[a]

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Contexto funerário

Dânacas de ouro são frequentemente encontradas em túmulos. Em um cemitério tessálio do século IV a.C., uma dânaca de ouro fora colocada sobre os lábios de uma mulher, presumivelmente de sua parafernália religiosa por ser uma iniciada nos Mistérios Órficos ou Dionisíacos. A moeda fora estampada com uma cabeça de Górgona. Em investigações arqueológicas na Grécia desde meados de 1990, dânacas tenderam a ser encontradas em cemitérios. Em uma necrópole de Hefaisteia, em Lemnos, que começou a ser explorada em 1995, dentre os vários achados situados em túmulos não saqueados há dânacas de ouro. No final dos anos 1990, um cemitério ao norte da Grécia produziu objetos datáveis de meatos do século IV ao começo do III a.C., incluindo enócoas, unguentários, uma grinalda com finas folhas de ouro (por vezes associadas à religião órfica), uma dânaca de ouro e um óbolo de prata com uma Pégaso alado. Uma dânaca de ouro de Geta datando de 199-200 d.C. esta entre os objetos - incluindo cacos, ossos de animais e conchas, e moedas de bronze - recuperados de um poço no centro de um cemitério na Macedônia Central. O poço foi cercado por uma piso pavimentado e abrigado por uma estrutura de pedra. Pensa-se à deposição seguiram refeições funerárias e oferendas ao morto.

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Uso posterior

A palavra "dânaca" continuou em uso na Idade Média como o árabe daneq, o persa dangh ou daneh e o sânscrito pós-clássico tanka. O nome tem sido associado à tangka de prata da Índia, que tinha o mesmo peso.

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Fontes consultadas

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