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Adoxaceae

Adoxaceae é uma pequena família de plantas com flores da ordem Dipsacales, composta por 4-5 gêneros e cerca de 220 espécies, predominantemente encontradas no Hemisfério Norte. Esta família inclui os sabugueiros, cujas espécies são cultivadas e possuem grande importância etnobotânica em diversas regiões da Eurásia.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 27/07/2026

Pontos-chave

  • Adoxaceae é uma pequena família de plantas com flores da ordem Dipsacales, com 4-5 gêneros e cerca de 220 espécies.
  • A família tem distribuição majoritária no Hemisfério Norte e inclui os sabugueiros, com importância etnobotânica.
  • Caracteriza-se por folhas opostas, flores pequenas em inflorescências cimosas e frutos tipo baga ou drupa.
  • Inicialmente, seus gêneros foram classificados em Caprifoliaceae, mas dados moleculares e morfológicos os realocaram para Adoxaceae.
  • Os gêneros Sambucus e Viburnum são amplamente cultivados como ornamentais e têm usos medicinais e culinários.
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Características e Gêneros da Adoxaceae

As espécies da família Adoxaceae são reconhecidas por suas folhas opostas e dentadas, flores pequenas com 5 (raramente 4) pétalas, agrupadas em inflorescências cimosas, e frutos do tipo baga ou drupa. Morfologicamente, apresentam semelhanças com Cornaceae. Historicamente, antes da biologia molecular, todos os gêneros de Adoxaceae eram classificados em Caprifoliaceae. O gênero Adoxa foi o primeiro a ser movido, seguido por Sambucus e Viburnum, após análises morfológicas e bioquímicas que confirmaram sua inclusão na família. Sinadoxa foi adicionado com base em comparações moleculares com Adoxa, e alguns autores consideram a existência de um gênero monotípico adicional, Tetradoxa.

Importância Econômica e Usos

Algumas espécies dos gêneros Viburnum e Sambucus (sabugueiro) são amplamente cultivadas por seu valor ornamental. Seus frutos são utilizados na culinária para o preparo de geleias e licores. Além disso, muitas espécies de Adoxaceae são reconhecidas por suas propriedades medicinais, sendo empregadas em diversas práticas etnobotânicas.

Distribuição

A família é amplamente distribuída pelas regiões temperadas do hemisfério norte, estando representada na América do Norte por Viburnum, Sambucus e Adoxa. No entanto estende-se pela África, América do Sul, Malésia, Austrália e Nova Zelândia, especialmente em regiões montanhosas. No Brasil, a família não é endémica, sendo que dos 4-5 géneros, apenas 2 são têm ocorrência natural no Brasil, Sambucus e Viburnum, e três espécies. Destas, duas são nativas (Sambucus australis e Viburnum tinoides) e uma é exótica naturalizada (Sambucus nigra). Tem como distribuição geográfica confirmada a região Norte (Acre e Rondônia), Nordeste (Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). Os domínios fitogeográficos de sua ocorrência são Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica; mais específico nos tipos de vegetação área antrópica, floresta estacional decidual, floresta ombrófila (= floresta pluvial) e restinga.

Importância económica

Algumas espécies de Viburnum e de Sambucus (sabugueiro) são amplamente cultivadas como ornamentais, e os frutos podem ser utilizados para o preparo de geleias e licores. Além disso, muitas espécies também apresentam importância medicinal.

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Filogenia e Sistemática da Adoxaceae

A família Adoxaceae, antes restrita à espécie Adoxa moschatellina, agora inclui os gêneros Sambucus e Viburnum, que eram parte de Caprifoliaceae. Dados moleculares e morfológicos confirmaram a monofilia de Adoxaceae, com Viburnum (Opuloideae) sendo o grupo irmão de Sambucus + Adoxa e táxons relacionados (Adoxoideae). A sistemática moderna, baseada em análises de sequenciamento genético, agrupou esses gêneros em uma família monofilética, Adoxaceae, conforme os sistemas APG III e APG IV.

Filogenia: Relações Evolutivas

Em classificações mais antigas, a família Adoxaceae era composta apenas pela espécie Adoxa moschatellina (a moscatelina). Os gêneros Sambucus (que inclui os sabugueiros) e Viburnum eram tradicionalmente alocados na família Caprifoliaceae. No entanto, evidências moleculares recentes demonstraram que esses gêneros estão mais apropriadamente posicionados dentro de Adoxaceae. A monofilia da família Adoxaceae é fortemente suportada tanto por características morfológicas quanto por análises de sequências de DNA. Dentro da família, Viburnum (subfamília Opuloideae) é considerado o grupo irmão de um clado que engloba Sambucus, Adoxa e táxons afins (subfamília Adoxoideae). Este último clado se caracteriza por folhas compostas, perfurações simples nos elementos de vaso, anteras extrosas e um megagametófito com desenvolvimento do tipo adoxa. A monofilia do extenso e diversificado gênero Viburnum é sustentada por um desenvolvimento peculiar do gineceu, onde dois carpelos são abortivos e o único óvulo funcional é deslocado, desenvolvendo-se em um dos lóculos estéreis. A ausência de nectários no gênero Sambucus tem sido sugerida como uma condição derivada, mas também pode representar a condição ancestral dentro da ordem Dipsacales.

Sistemática: Classificação Taxonômica

A família Adoxaceae foi formalmente proposta em 1839 por Ernst Heinrich Friedrich Meyer em sua obra 'Preussens Pflanzengattungen'. O gênero tipo da família é Adoxa L. Os sinônimos taxonômicos para Adoxaceae E.Mey. incluem Sambucaceae Batsch ex Borkh. e Viburnaceae Raf. Análises de sequenciamento genético revelaram que os gêneros Adoxa e Sinadoxa, juntamente com Sambucus e Viburnum (anteriormente em Caprifoliaceae), compartilham um ancestral comum, formando um clado monofilético. Em consequência, esse agrupamento foi reconhecido como uma família monofilética, Adoxaceae, nos sistemas de classificação filogenética das angiospermas, como o APG III e, mais recentemente, o APG IV.

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Fontes consultadas

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