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Adocionismo

O Adocionismo, algumas vezes chamado de monarquianismo dinâmico, é uma visão teológica não trinitária do cristianismo primitivo, que professa que Jesus nasceu humano, tornando-se posteriormente divino por ocasião do seu batismo, ponto em que foi adotado como filho de Deus.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Descrição

Esta é uma das duas manifestações do monarquianismo; a outra é o modalismo (sabelianismo), que trata o "Pai" e o "Filho" como dois modos de uma mesma divindade. O adocionismo entende que Cristo, como Deus, foi feito Filho de Deus pela geração e pela natureza, mas Cristo, como homem, é o Filho de Deus apenas pela adoção e graça, dispensada no momento de seu batismo. Desse modo, nega a preexistência de Cristo e, embora afirme explicitamente sua divindade subsequente aos eventos de sua vida, muitos trinitaristas clássicos afirmam que a doutrina a nega implicitamente ao negar a constante união hipostática do Logos eterno com a natureza humana de Jesus. No adocionismo, Jesus é atualmente divino, circunstância que ocorre desde sua adoção, embora ele não seja igual ao Pai, pois "meu Pai é maior do que eu" (João 14,28) e, como tal, é uma espécie de subordinacionismo. Muitas adocionistas negavam o nascimento virginal de Jesus.

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Adocionismo espanhol

No final do século VIII, surgiu na Espanha, uma segundo onda de adocionismo, liderada por Elipando, Arcebispo de Toledo; e Félix, Bispo de Urgel, que vivia nas planícies do sopé dos Pirenéus. O adocionismo hispânico declarava que Cristo como filho de Deus era gerado, mas como humano ele seria adotado. Alcuíno, líder intelectual da corte de Carlos Magno foi chamado a refutar ambos os bispos. Contra Félix, ele escreveu: O monge espanhol Beato de Liébana, junto o bispo Etério de Osma, combateram o adocionismo, fortemente defendido por Elipando. O credo foi condenado pelo Segundo Concílio Ecumênico, em Niceia (em 787). Nos anos 794 e 799, os papas Adriano I e Leão III, condenaram o adocionismo como heresia nos sínodos de Francoforte e Roma, respectivamente.

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Neo-adocionismo

Uma terceira onda se deu com o "Neo-adocionismo" de Pedro Abelardo, no século XII. Posteriormente, vários modificaram as teses adocionistas no século XIV. João Duns Escoto (1300) e Durando de Saint-Pourçain (1320) admitiram o termo Filius adoptivus, num sentido qualificado. Em mais recentes tempos, o Jesuíta Vasquez e os luteranos G. Calisto e Walch, defenderam os adocionistas como essencialmente ortodoxos.

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Psilantropismo

Psilantropismo foi um termo utilizado na cristologia do século XIX e que se sobrepõe ao conceito anterior do adocionismo, acreditando que Jesus era meramente humano e filho de José.

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Fontes consultadas

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