Americana (São Paulo)
Americana é um município da Microrregião de Campinas, na Mesorregião de Campinas, no estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 126 quilômetros. Ocupa uma área de 133,630 quilômetros quadrados, sendo que 50,750 quilômetros quadrados estão em perímetro urbano e os 82,88 quilômetros quadrados restantes constituem a zona rural.
Séculos XVIII e XIX
Os primeiros registros sobre a ocupação do território de Americana datam do final do século XVIII quando Domingos da Costa Machado I adquiriu uma sesmaria da coroa entre os municípios de Vila de São Carlos (atual Campinas) e Vila Nova da Constituição (atual Piracicaba e posteriormente Santa Bárbara d'Oeste). Nesta região foram formadas várias fazendas e pequenas propriedades rurais, sendo as principais delas a Fazenda Salto Grande, a Machadinho e a Palmeiras. Em 1866, as terras da região começaram a ser efetivamente povoadas por imigrantes norte-americanos sulistas, que após o fim da Guerra Civil Americana se refugiaram na região. O primeiro a chegar foi o coronel William Hutchinson Norris, advogado e ex-senador pelo estado do Alabama, que se instalou em terras próximo a casa sede da Fazenda Machadinho e do Ribeirão Quilombo. Em 1867 o resto de sua família chega ao Brasil acompanhado de dezenas de outras famílias de confederados, que aqui se instalaram para refazerem suas vidas como agricultores. Estas famílias se instalaram em vários pontos da região da Vila de Santa Bárbara, trazendo novas técnicas de cultivo, como o arado e o trole, e também a espécie de melancia conhecida como "Cascavel da Geórgia".
Século XX
A pequena vila formada ao redor da estação não tinha um nome oficial. Este fato gerou um grande problema para os seus moradores, que tinham dificuldades para se corresponderem. As cartas eram destinadas a "Vila da Estação de Santa Bárbara", mas eram entregues na "Vila de Santa Bárbara", e acabavam sendo perdidas, numa época em que este era o principal, senão o único, meio de comunicação das pessoas. Em 1900, a Cia. Paulista decide mudar seu nome para Estação de "Villa Americana". Este nome foi escolhido por causa dos americanos confederados que moravam na vila. Logo a vila ficou conhecida pela consagração popular como "vila dos americanos" ou "vila americana". Em 1901, a falida Fábrica de Tecidos Carioba é arrematada em um leilão pelo Comendador alemão Franz Müller, em associação com seu irmão Hermann Theodor, e com o capitalista inglês Rawlinson.
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 133,630 km², sendo que 50,750 km² constituem a zona urbana e os 82,88 km² restantes constituem a zona rural. Situa-se a 22º44′20” de latitude sul e 47º19′51” de longitude oeste e está a uma distância de 126 quilômetros a noroeste da capital paulista. Faz divisa com os municípios de Limeira, a norte; Cosmópolis, a nordeste; Santa Bárbara d'Oeste, a oeste; Nova Odessa, a sul; e Paulínia, a leste. Americana se localiza na chamada Depressão Periférica Paulista, formação entre os planaltos ocidental e atlântico (Serra do Mar e Serra da Mantiqueira). No relevo de Americana apresenta-se a predominância de áreas com colinas amplas, tendo topos extensos e planos. Muitas delas servem como divisores de água entre dois rios ou represas. Nas vertentes configura-se um formato retilíneo, predominantemente convexo, resultando em elevações de encostas suaves e vales abertos. Essas colinas atingem picos de altitudes que variam entre 600 e 630 metros, e os rios escavam vales cuja altitude chega a valores inferiores a 550 m.
Região Metropolitana
O processo de conurbação atualmente em curso na região vem criando uma metrópole cujo centro está na cidade de Campinas, atingindo vários municípios, como Sumaré, Indaiatuba, Hortolândia, Santa Bárbara d'Oeste, Valinhos, Itatiba e Paulínia, além de Americana. A Região Metropolitana de Campinas (RMC) foi criada pela lei complementar estadual 870, de 19 de junho de 2000, e atualmente é constituída por 19 municípios, sendo a nona maior aglomeração urbana do Brasil, com 2 798 477 habitantes. É uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e representa 2,7% do Produto Interno Bruto nacional e 7,83% do produto interno bruto paulista, ou seja, cerca de 77,7 bilhões de reais por ano.
Hidrografia
A bacia hidrográfica do rio Piracicaba, bacia que Americana e região estão localizadas, estende-se por uma área de 12.531 km², abrangendo o sudeste do estado de São Paulo e extremo sul de Minas Gerais e sendo a principal fonte de extração de água para consumo na Região Metropolitana de Campinas. O Piracicaba é formado em Americana, no bairro Salto Grande, pela confluência dos rios Atibaia e Jaguari, seguindo seu curso em direção leste-oeste. Em Americana ainda há outros cursos d'água, como o Ribeirão Quilombo, tendo na cidade os córregos afluentes: Pylles, do Parque, do Gallo, Cachoeira e Angélica, e diversas lagoas e represas, dentre as quais a Lagoa do Aeroporto, Lagoa do Instituto de Zootecnia e Lagoa da Fazenda Angélica. Segundo o Instituto Geográfico e Cartográfico, a área ocupada por represas e lagoas é de 9,3 km², sendo 8,7 km² da Represa de Salto Grande.
Clima
O clima de Americana é tropical de altitude, do tipo Cwa segundo Köppen, com chuvas concentradas nos meses de verão, com pico em janeiro, e temperatura média do mês mais quente superior a 22 °C. No inverno, quando ocorre a estação seca e a frequência de chuvas diminui, é comum que os índices de umidade relativa do ar fiquem baixos, especialmente durante o período vespertino, podendo haver registros próximos ou mesmo abaixo de 20%. A baixa umidade, associada ao desmatamento e ao lançamento de poluentes na atmosfera, contribui para prejudicar ainda a qualidade do ar na cidade. Porém, é também no inverno que se registram as temperaturas mais baixas do ano, principalmente durante a passagem de massas de ar de origem polar sobre o centro-sul do Brasil. Em alguns dias, ocorre frio intenso, com mínimas por vezes abaixo de 10 °C e sensação térmica ainda menor. Já no verão, época mais quente, há a formação de chuvas convectivas, associadas ao calor e à umidade, por vezes de forte intensidade e curta duração, gerando alagamentos em partes da cidade, e ainda acompanhadas de descargas elétricas.
Ecologia e meio ambiente
A maior parte da vegetação original que possuía na cidade, a Mata Atlântica, foi devastada. Assim como outros 13 municípios da Região Metropolitana de Campinas, o município sofre um grave estresse ambiental, sendo que Americana, juntamente com Campinas e Artur Nogueira, é considerada como uma das áreas mais sujeitas a enchentes e assoreamentos e conta com menos de 5% de cobertura vegetal. Para tentar reverter este quadro, vários projetos foram e estão sendo realizados e planejados, como a construção de corredores ecológicos. Também há vários projetos ambientais para combater a destruição das matas ciliares localizadas às margens dos rios Atibaia e Piracicaba, que contam com um elevado índice de poluição de suas águas. Atualmente são importantes áreas de preservação em Americana são o Parque Ecológico Cid Almeida Franco e o Jardim Botânico. O Parque Ecológico conta com uma área de 120 mil m², sendo um dos principais zoológicos da RMC, onde os animais mantidos em cativeiro são usados na realização de trabalhos de educação ambiental que visam combater a extinção de espécies nativas. Anexo ao zoológico está o Horto Municipal, onde são manejadas e cultivadas as mudas de árvores e arbustos que abastecem as praças e jardins da cidade.
Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 210 701 habitantes, sendo o 34º mais populoso do estado e o terceiro mais populoso da Região Metropolitana de Campinas, apresentando uma densidade populacional de 1 572,75 habitantes por km². Segundo o censo de 2010, 103 200 habitantes eram homens e 107 501 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 209 117 habitantes viviam na zona urbana e 984 na zona rural.
Indicadores socioeconômicos
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Americana é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,840, sendo o 19º maior de todo o estado de São Paulo (em 645 municípios); o 23 de toda Região Sudeste do Brasil (em 1666) e o 69° de todo Brasil (entre 5 507). A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e acima com os da média nacional segundo o PNUD. Segundo o IBGE, no ano de 2003 o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,40, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. Naquele ano, a incidência da pobreza, medida pelo IBGE, era de 10,69%, o limite inferior da incidência de pobreza era de 6,92%, o superior era de 14,46% e a incidência da pobreza subjetiva era de 7,76%. De 1991 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 13,0%. Em 2010, 92,0% da população vivia acima da linha da pobreza, 5,3% encontrava-se na linha da pobreza e 2,6% estava abaixo.
Composição étnica
Em 2022, segundo dados do Censo IBGE daquele ano, a população americanense era composta por 167 758 brancos (70,71%), 56 832 pardos (23,96%), 10 855 pretos (4,58%), 1 568 amarelos (0,66%) e 215 indígenas (0,09%). Essas características étnicas se devem às influências dos imigrantes que chegaram à cidade na época de seu desenvolvimento, onde Americana sofreu declarada influência de portugueses, americanos, alemães, árabes e outros, porém, apesar de ter representantes de todos estes povos, a origem da população atual é predominantemente italiana, em virtude dos colonos que se fixaram na terra, desde o século XIX. A imigração norte americana na cidade teve início em 1865, e marcou o desenvolvimento da agricultura, especialmente na área do cultivo do algodão, além do crescimento na prestação de serviços em educação e atividades médicas. Os italianos (1887) colaboraram no desenvolvimento da lavoura e na indústria têxtil, além de construírem a primeira igreja do município. Ainda destacam-se os imigrantes alemães, com sua mão de obra especializada tanto no campo quanto nas indústrias. A família Müller foi a responsável pela criação da Fábrica de Tecidos Carioba, que foi a primeira grande indústria americanense e que abriu caminho para o desenvolvimento deste setor na cidade.
Religião
Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, mórmon, e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população de americanense está composta por: católicos (62,2%), protestantes (28,0%), pessoas sem religião (6,5%), espíritas (3,1%), e outros (0,20%) umbandistas, budistas e judeus. De acordo com o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 54,02% católicos, 29,45% evangélicos ou protestantes, 2,96% espíritas, 0,95% umbanda ou candomblecistas, 0,01% religiões tradicionais, 5,52% outras religiões, 6,99% irreligiosos, 0% desconhecidos e 0,11% não declarados.
A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo. Em novembro de 2020 foi eleito prefeito o candidato Chico Sardelli (PV), assumindo o cargo antes ocupado por Omar Najar (PMDB). Chico Sardelli se elegeu com 40.014 (36,19% dos votos válidos). Concorreram com ele Maria Giovana (PDT) que obteve 29.562 votos (26,74%) e Rafael Macris (PSDB) com 19.573 votos (17,7%). Sardelli ainda se reelegeu para um segundo mandato em outubro de 2024. O Poder legislativo é constituído pela câmara, composta por dezenove vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição) e está composta da seguinte forma: uma cadeira do Cidadania, duas cadeiras do Partido Democrático Trabalhista (PDT), três cadeiras do Partido Verde (PV), duas cadeiras do Republicanos, uma cadeira do Partido Social Liberal (PSL), uma cadeira do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), três cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), uma cadeira do Partido Renovação Democrática (PRD), uma cadeira do Podemos, duas cadeiras do Partido Liberal (PL), uma cadeira do Avante e uma cadeira do Partido dos Trabalhadores (PT).
Subdivisões
O município atualmente é dividido em 10 Áreas de Planejamento (AP) através do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI), oficializado pela Lei Municipal nº 4.597 de 1º de fevereiro de 2008. A cidade é formada por 300 bairros, sendo que em outubro de 1998 o mais populoso era o Antônio Zanaga.
O Produto Interno Bruto (PIB) de Americana é o quarto maior da Região Metropolitana de Campinas, o vigésimo maior do estado de São Paulo e o 75 de todo o país. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2009, o PIB do município era de R$ 6 126 171 mil. 754 640 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita é de R$ 29 850,41 e em 2000 o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda era de 0,801, sendo que o do Brasil naquele ano era de 0,723. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, 9 991 unidades locais e 9 704 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes. 90 551 trabalhadores eram classificados como pessoal ocupado total e 76 959 categorizavam-se em pessoal ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 1 676 124 reais e o salário médio mensal de todo município era de 3,6 salários mínimos. A principal fonte econômica está centrada no setor terciário, com seus diversos segmentos de comércio e prestação de serviços de várias áreas, como na educação e saúde. Em seguida destaca-se o setor secundário, com complexos industriais de grande porte.
Saúde
Em 2009, o município possuía 80 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 24 deles públicos e 56 privados. Neles a cidade possuía 664 leitos para internação, sendo que 127 estão nos públicos e os 537 restantes estão nos privados. O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi foi construído em 1982, sendo atualmente um dos mais importantes hospitais da região, dispondo de 110 leitos de internação. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, há 14 Unidades Básicas de Saúde (UBS's) e nove unidades do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) e os munícipes são atendidos pelas duas Unidades de Atendimento Domiciliar (UAD), que fornecem atenção integral em domicílio.
Educação
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Americana era, no ano de 2009, de 5,5; valor acima ao das escolas municipais e estaduais de todo o Brasil, que é de 4,0%. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,928 (classificado como muito elevado), enquanto o do Brasil é 0,849. O município contava, em 2009, com aproximadamente 42 671 matrículas e 157 escolas nas redes públicas e particulares. Segundo o IBGE naquele mesmo ano, 38 escolas pertenciam à rede estadual. Dentre as municipais, eram duas escolas de ensino fundamental (EMEF), 31 Escolas de Ensino Infantil (EMEIs), quatro Centros Integrados de Educação Pública, um centro Atendimento Integrado à Comunidade (CAIC), doze creches e quatro Casas da Criança (ensino infantil integrado).
Transportes
Por não possuir rios em abundância, o município não possui tradição no transporte hidroviário. Americana também é cortada, no centro, por uma ferrovia, a Linha Tronco da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro. A Estação de Americana foi inaugurada pela 27 de agosto de 1875, sendo que funcionou como terminal de passageiros até 2001, quando a ferrovia foi fechada para o transporte de passageiros. Atualmente a estação é utilizada como centro cultural e museu. Por via terrestre, o município possui fácil acesso às rodovias Anhanguera, dos Bandeirantes, Dom Pedro I e Luiz de Queiroz, além de estar ligado às rodovias de importância estadual e até nacional através de rodovias vicinais pavimentadas e com pista dupla.
Habitação, serviços e comunicação
No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 67 640 domicílios particulares, sendo 59 484 casas, 7 540 apartamentos, 502 casas de vilas ou em condomínios e 114 cômodos ou cortiços. Dos 67 640 domicílios totais, 45 650 eram imóveis próprios, sendo 39 285 próprios já quitados, 6 365 em aquisição e 17 492 alugados; 4 379 imóveis foram cedidos, sendo 421 por empregador e 3 958 cedidos de outra maneira. 119 foram ocupados de outra forma. Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Naquele ano, 97% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 99% das moradias possuíam coleta de lixo e 98% das residências possuíam escoadouro sanitário.
Segurança pública e criminalidade
Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é presente em Americana. Em 2009, a taxa de homicídios no município foi de 5,4 para cada 100 mil habitantes, ficando no 266° lugar a nível estadual e no 2311° lugar a nível nacional. O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 4,4, sendo o 155° a nível estadual e o 1381° a nível nacional. Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 21,6 para cada 100 mil habitantes, ficando no 131° a nível estadual e no 975° lugar a nível nacional. Para tentar reduzir esses índices, são realizados diversos projetos no combate à criminalidade, como a realização de projetos com foco na prevenção às drogas, que visa combater o uso de entorpecentes, prática que, cada vez mais, vem se disseminando principalmente entre os jovens, sendo que é uma das principais causas de ocorrências de crimes. Por força da Constituição Federal do Brasil, Americana possui também uma Guarda Municipal (GAMA), responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município, criada pela Lei Municipal nº 596, de 10 de julho de 1964.
A responsável pelo setor cultural de Americana é a Secretaria de Cultura e Turismo, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Está vinculada ao Gabinete do Prefeito, integra a administração pública indireta do município e possui autonomia administrativa e financeira, assegurada, especialmente, por dotações orçamentárias, patrimônio próprio, aplicação de suas receitas e assinatura de contratos e convênios com outras instituições.
Artes e espaços culturais
No cenário teatral de Americana, destacam-se os serviços disponibilizados pelos órgãos culturais municipais. O Teatro de Arena Elis Regina foi construído em 1981. Permaneceu abandonado por vários anos, até que em 2000 iniciaram-se obras de reforma, que por motivos financeiros só foram concluídas quatro anos depois, sendo reinaugurado em 22 de setembro de 2004. A intenção dos engenheiros com o projeto de remodulação do teatro era dar a ideia de um circo, um local de espetáculos alegre e de múltiplas atividades. O Teatro Municipal de Americana (Teatro Municipal Lulu Benencase) foi inaugurado no ano de 1988, ocupando o prédio do antigo "Cine Brasil", que por décadas foi um dos principais pontos de encontro dos jovens americanenses. Desde sua inauguração tem abrigado grandes apresentações culturais como espetáculos e festivais de teatro, dança e música, além de atividades de cunho social e projetos de valorização das artes por artistas da cidade e região. Localizada na antiga casa da Família Müller, a Casa de Cultura, vinculada à Secretaria de Educação e Cultura, tem como objetivo fomentar a produção cultural, oferecendo à população um espaço de lazer e atividades. Por várias décadas o bairro foi o centro da atividade têxtil, até que em meados de 1940 o setor começou a se difundir em Villa Americana.
Turismo
Além dos atrativos da área artística de Americana, alguns ainda destacam-se atrativos naturais e urbanísticos. Tais como: O Portal da cidade, inaugurado em janeiro de 2009 e estando situado na entrada na cidade vindo da Rodovia Anhanguera, foi encomendada pela prefeitura municipal ao escultor curitibano Luiz Gagliastri que a desenhou visando representar o tema "princesa tecelã", uma vez que este é o apelido oficial do município. O Portal contem um grande arco, que antes sustentado por dois gigantes nus, sendo um homem e uma mulher, ambos pintados em cor de laranja. Segundo o artista, a sua obra é repleta de simbolismos representando a história do município, tais como os mapas dos Estados Unidos e da Itália, representando as imigrações norte-americana e italiana, a lua, representando o surgimento da nova cidade, e o arco, símbolo da passagem de vilarejo para cidade. Dentre as igrejas, destaca-se a Igreja Matriz de Santo Antônio, que tem 30 metros de largura, 80 metros de comprimento, 22 metros de altura na nave central, 50 metros de cúpula e 42 metros de piso. Foi inaugurada em 1900, antes da fundação da cidade, e construída em estilo neoclássico. Outro atrativo é o Observatório Municipal de Americana, que é equipado com a segunda maior luneta do estado de São Paulo e permite o acesso da população à observação astronômica.
Esporte
No futebol a cidade está representada pelo Rio Branco Esporte Clube, fundado em 4 de agosto de 1913. O Rio Branco disputava a série A1 do Campeonato Paulista desde 1992 até ser rebaixado em 2007. Em 2009, retornou para a Série A1 do Campeonato Paulista, mas em 2010, novamente foi rebaixado. Seu estádio é o Estádio Municipal Décio Vitta, que foi inaugurado em maio de 1977 e atualmente conta com capacidade para cerca de 15 mil pessoas. Além do Rio Branco ainda há outros times menores, não profissionais, com sede na cidade, como o Flamengo Futebol Clube. Americana ainda possui uma diversidade de espaços que possibilitam a prática de outros esportes, tais como o Clube do Bosque, o Iate Clube de Americana, a Sociedade Recreativa Dançante dos Veteranos e o Velódromo, que está situado no Conjunto Poliesportivo "Airton Senna da Silva", ocupando uma área de 34.742m² e tendo pista com dimensão oficial de 333 metros.
Feriados
Em Americana há apenas um feriado municipal, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. O feriado municipal é o dia do padroeiro municipal, Santo Antônio, comemorado no dia 13 de junho. De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais de cunho religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.


