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Saudação romana

A saudação romana é uma saudação em que o braço é levantado para a frente, com a palma da mão para baixo. O braço pode ficar paralelo ao chão ou não — por vezes com o braço mais ou menos erguido. Apesar do nome do gesto, desconhece-se se os romanos o usavam como cortesia militar; a interpretação atual como uma "saudação" parece ter surgido recentemente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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História

Imagens posteriores

Supõe-se que a saudação tenha surgido na República Romana. Não se sabe se saudações como uma cortesia militar existiam na cultura romana. Entretanto, existem imagens que mostram gestos similares existentes na era imperial. Estes descrevem os líderes romanos que comandam suas tropas (cenas do "adlocutio") geralmente com seu braço levantado em um gesto retórico. Em algumas imagens, tropas são descritas também com os braços levantados, sugerindo possivelmente a aclamação do líder. Diversas cenas aparecem na Coluna de Trajano. A associação do gesto com a cultura republicana romana parece ter emergido no século XVIII na França com movimentos revolucionários antimonárquicos. Diversas pinturas no estilo neoclássico descrevem os heróis romanos que adotam variações do gesto. A mais famosa e influente destas pinturas é O Juramento dos Horácios (1784) de Jacques-Louis David, que ilustra uma garantia da lealdade à república romana. Na pintura O Juramento da corte de tênis (1792) os participantes levantam seus braços em juramento para criar uma constituição nova. Depois que o governo republicano foi substituído pelo regime imperial de Napoleão Bonaparte, David usou o gesto nas imagens de Napoleão recebendo a aclamação e a lealdade de seus soldados.

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Gestos de saudação da Roma Antiga

O gesto moderno consiste em estender rigidamente o braço direito frontalmente e levantá-lo cerca de 135 graus em relação ao eixo vertical do corpo, com a palma da mão virada para baixo e os dedos esticados e a tocarem-se. Segundo uma lenda pseudo-histórica, esta saudação baseava-se num antigo costume romano. No entanto, esta descrição não se encontra na literatura romana e nunca é mencionada pelos antigos historiadores romanos. Nenhuma obra de arte romana exibe uma saudação deste tipo. O gesto do braço ou da mão direita levantada na cultura romana e noutras culturas antigas que existe na literatura e na arte sobreviventes tinha geralmente uma função significativamente diferente e nunca é idêntico à saudação moderna com o braço esticado. A mão direita (Lat. dextera, dextra; gr. δεξιά – dexia) era comummente utilizada na Antiguidade em gestos simbólicos de uma promessa de confiança, amizade ou lealdade. A exemplo, Cícero relata que Octávio fez um juramento a Júlio César enquanto estendia a mão direita: "Pois, apesar de este miúdo ter educadamente repreendido o António, mais tarde na presença de outros, ainda assim precisamos de aguardar pelo resultado. Mas que discurso! Fez o seu juramento com as palavras: "para que eu possa alcançar as honras do meu pai" e ao mesmo tempo aponta a mão direita em direção à estátua. Eu serei salvo, ó Deus!"

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De juramento à saudação

Estas imagens posteriores do gesto não são realmente saudações, mas sim juramentos. Era com esta função que a saudação de Bellamy foi adotada nos Estados Unidos em 1892 como parte da garantia de fidelidade. No início, os participantes dobravam seu braço direito, com à mão de encontro à testa, como em uma saudação convencional das forças armadas. O braço deve então "ser estendido graciosamente, com a palma para cima, para a bandeira." Gestos similares foram adotados em outras partes no final do século XIX entre vários movimentos maciços. Atualmente nos Estados Unidos, nos juramentos legais e nos juramentos governamentais, o braço é dobrado no cotovelo, com palma para frente, carregando uma semelhança com a saudação romana. Quando o gesto do juramento se transformou em uma saudação quase-militar, embora aparece neste papel em algumas pinturas de sendo a mais famosa o ave Caesar morituri te salutant (salve César, que estão a ponto de morrer saudando você) de Jean-Léon Gérôme de 1859. Ao mesmo tempo a pesquisa por Agostinho Thierry nos rituais germânicos conduziu à reivindicação que tais gestos estivessem associados com os povos arianos antigos. A ideologia nórdica, que foi abraçada mais tarde pelos nazistas, reivindicou que as bases principais das culturas gregas e romanas tinham se originado dos povos germânicos, que tinham migrado para o sul. Por consequência discutiu-se que o gesto era nórdico originalmente, expressando na aclamação de um líder.

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Uso no pós-guerra

A associação com nazismo e o fascismo foi tão forte que o uso da saudação é rara desde o fim da Segunda Guerra Mundial, tendo sido inclusivamente proibida na Alemanha, exceto com um caráter didático. Porém existem diversas exceções: no México e na República da China (Taiwan), a saudação é ainda usada em juramentos e inaugurações. Em Portugal a saudação ainda hoje é usada pelos militares ao prestarem o seu juramento à bandeira nacional, quando terminam com êxito a primeira fase da instrução militar. Formados em frente ao mais alto símbolo da soberania nacional, os militares em sentido e sintonia, levantam o braço direito apontados à bandeira, podendo ou não estar com o braço paralelo ao chão, e fazem o seu juramento. A força paramilitar Hezbollah frequentemente utiliza o gesto durante suas paradas militares e cerimônias de graduação ou comemoração. Em 2005, o jogador de futebol italiano Paolo Di Canio usou o gesto em várias ocasiões, expressando sua admiração por Benito Mussolini.

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Usos na ficção

A saudação aparece em dramas da ficção científica, sugerindo geralmente características romanas fascistas ou imperiais em culturas imaginárias. Como no jogo de vídeo-game, Mega Man X4, onde uma organização militar imaginária, conhecida como Repliforce, pode ser vista fazendo a saudação romana. Na animação japonesa Excel Saga, as heroínas principais são vistas frequentemente cumprimentando seus superiores com uma saudação romana, seguida de "Heil".

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Fontes consultadas

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