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Hipófise

Hipófise é uma glândula endócrina com cerca de 1 cm de diâmetro alojada na sela túrcica ou fossa hipofisária do osso esfenoide na base do cérebro. Está localizada abaixo do hipotálamo e posteriormente ao quiasma óptico, sendo ligada ao hipotálamo pela haste pedúnculo hipofisário ou infundíbulo, é envolvida pela dura-máter. A hipófise é considerada uma "glândula mestra", pois secreta hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas, sendo grande parte de suas funções reguladas pelo hipotálamo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Anatomia e fisiologia

Hipófise posterior (neuro-hipófise)

O lobo posterior é conectado à parte do cérebro chamada de hipotálamo através do infundíbulo. A neurohipófise não produz nenhum hormônio apenas armazena os secretados pelo hipotálamo, e estes hormônios são então transportados pelos axônios das células nervosas em direção à hipófise posterior. Os hormônios secretados pela hipófise posterior são

Hipófise anterior (Adeno - hipófise)

O lado anterior é derivado do ectoderma oral e é composto de epitélio glandular. Através da conexão vascular da hipófise anterior com o hipotálamo, o hipotálamo integra sinais estimulatórios e inibitórios centrais e periféricos para os cinco tipos fenotipicamente distintos de células da hipófise. Os hormônios hipotalâmicos viajam até o lobo anterior por um sistema especial de capilares, chamados de vasos portais hipotalâmico-hipofisários. Também existe uma interação entre os hormônios do hipotálamo, por exemplo, o TRH induz a secreção de prolactina. Pars distalis também conhecida com adeno-hipofise, composta por celulas cromófilas, cujas acidofilas são produtoras de GH e prolactina e as basófilas são produtoras de FSH,LH,TSH e ACTH.

Funções

Os hormônios tróficos ou trópicos atuam sobre outras glândulas endócrinas regulando suas secreções. O sistema nervoso central manifesta seu controle sobre a hipófise através do hipotálamo via ligações nervosas ou substâncias parecidas com hormônios conhecidas como fatores de liberação no sexo. Os hormônios tróficos são classificados em:

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Células e funções

Neurohipófise

Herring bodies são as terminações nervosas do neurônio de origem hipotalâmica.

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Vascularização

As artérias para a hipófise são as artérias hipofisárias superiores, ramos da carótida interna ou da artéria comunicante posterior, e as artérias hipofisárias inferiores, ramos da carótida interna mas atravessam o seio cavernoso. Os ramos das artérias superiores abastecem a haste e as partes adjacentes do lobo anterior. Os ramos das artérias inferiores suprem o lobo posterior. A suplência sanguínea da parte distal é feita sobretudo através de veias de um sistema porta. O sangue dos capilares da parte tuberal e adjacências da haste drena para as veias, que descem ai longo do infundíbulo e terminam em numerosos capilares sinusoídes da parte distal. As veias da hipófise são as veias hipofisárias laterais que drenam para os seios cavernosos e intercavernosos. Nervos: A parte distal não tem inervação específica. Fibras do gânglio cervical superior do sistema simpático têm sido seguidas ao longo dos vasos sanguíneos, mas não foram associadas as células glandulares. A neuro - hopófise recebe fibras dos núcloes supra - ópticos e paraventrincular do hipotálamo. Grânulos osmiofilos análogos de neurossecreção são encontrados nas células deste núcleos e em seus prolongamentos, que se dirigem em direção caudal para o lobo posterior e constituem o feixe hipotalâmico - hipofisário.

Sistema Porta-Hipofisário

As secreções da hipófise são controladas por sinais hormonais ou nervosos provenientes do hipotálamo. A secreção do lobo posterior da hipófise é controlada por sinais nervosos que se originam no hipotálamo e terminam na neuro - hipófise. Em contraste, pois a secreção pelo lobo anterior da hipófise é controlada por hormônios denominados hormônios ou fatores hipotalâmicos de liberação ou inibição secretados pelo próprio hipotálamo e, posteriormente, transportados até a adeno - hipófise por meio de pequenos vasos sanguíneos, conhecidos como vasos porta hipotalâmicos - hipofisários. Na adeno- hipófise, esses hormônios de liberação e inibição atuam sobre as células glandulares, controlando sua secreção.

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Patologia

Há, igualmente, indicações no sentido de que distúrbios na hipófise (especialmente no eixo hipotálamo-hipofisário) possam estar interligados à Síndrome do Ovário Policístico.

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Malformações congênitas

Imagem: Bárbara Gomes de Oliveira · BY-SA · Openverse

As malformações congênitas são consequências de erros durante a formação do indivíduo, sendo assim, qualquer alteração nesse processo de desenvolvimento pode desencadear uma malformação, com consequências para vida pós-natal. A hipófise se desenvolve a partir do crescimento superior do ectoderma do estomodeu (que corresponde ao teto nasofaríngeo, no adulto), o divertículo hipofisário, que forma a adeno-hipófise, e um crescimento inferior do ectoderma do diencéfalo, o divertículo neuro-hipofisário que forma a neuro-hipófise. As malformações congênitas desta glândula são raras. São exemplos: a duplicação da hipófise (19 casos citados na literatura) e a Síndrome de Interrupção do Pedúnculo Hipofisário (SIPH) (com cerca de 1000 casos citados até julho de 2010). A duplicação da hipófise pode ser resultado da duplicação da placa pré-cordal (indica o local da boca e é um importante organizador da região da cabeça) e da porção anterior rostral da notocorda, causando duplicação do ectordema presente no teto do estomodeu e que, portanto, contribuirá para formação da hipófise. As pessoas portadoras dessa alteração frequentemente apresentam puberdade precoce e achados associados como malformações faciais (fenda palatina, hipertelorismo, micrografia, malformações de língua e de mandíbula, massas nas cavidades nasal, bucal ou na faringe - incluindo teratomas -, implantação do cabelo em "V" e implantação baixa das orelhas) e alterações intracranianas e espinhais (lipoma inter-hemisférico, agenesia do corpo caloso, ausência dos bulbos olfatórios, ausência do septo pelúcido, hipoplasia do vermis ou de todo o cerebelo, hidrocefalia, tálamos fundidos, anomalias do polígono de Willis, espinhas bífidas, diplomielia, mielomeningocele e tumores congênitos, como lipomas, teratomas).

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Fontes consultadas

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