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Adem

Adem (ou Áden), uma cidade estratégica no Iêmen, a 170 km a leste do estreito de Babelmândebe, possui um porto natural em uma cratera vulcânica, formando uma península. Este porto, Front Bay, foi usado desde o Reino de Auçã (séculos VII-V a.C.). O porto moderno fica no lado oposto da península. Em 2017, sua população era de 1.760.923, incluindo muitos refugiados de guerra. Atualmente, Adem está sob o controle do Conselho de Transição do Sul.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 27/06/2026

Pontos-chave

  • Adem é uma cidade iemenita com um porto natural em uma cratera vulcânica, conectada por um istmo.
  • Sua localização estratégica a tornou um ponto cobiçado e um centro comercial histórico entre a Índia e a Europa.
  • O porto foi utilizado desde o antigo Reino de Auçã e foi crucial para o comércio do Mar Vermelho.
  • Adem esteve sob domínio britânico de 1839 a 1967, tornando-se uma Colônia da Coroa e base militar.
  • A cidade foi capital do Iêmen do Sul e tem sido palco de conflitos e ataques terroristas, incluindo o ataque ao USS Cole.
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A Rica História de Adem

Adem, devido à sua localização estratégica, sempre foi um ponto cobiçado por diversas potências ao longo da história, desde a antiguidade até os conflitos contemporâneos, moldando sua identidade e desenvolvimento.

Adem na Antiguidade

A posição privilegiada do porto de Adem na rota marítima entre Índia e Europa fez dela um objeto de desejo para muitos governantes. Conhecida como Arábia Félix no século I a.C., funcionava como um ponto de baldeação para o comércio do Mar Vermelho. No entanto, sua importância diminuiu temporariamente no século I, quando novas técnicas de navegação permitiram a travessia direta para a Índia, conforme descrito no Périplo do Mar Eritreu. Essa obra a descreve como um 'vilarejo praiano', uma boa descrição da cidade de Crater antes de sua expansão. Naquela época, Adem era mais uma ilha, pois o istmo que a conecta à terra firme ainda não estava tão desenvolvido.

Adem na Idade Média

Apesar da capacidade da civilização pré-islâmica de Himiar em construir grandes estruturas, como visto em Maribe e outras localidades no Iêmen e Hadramaute, há poucas evidências de fortificações em Adem nesse período. É possível que torres de vigia tenham existido e sido destruídas. Contudo, historiadores árabes como Ibn al Mojawir e Abu Makhramah atribuem a primeira fortificação de Adem à Beni Zuree'a. O objetivo era duplo: defender-se de forças hostis e controlar o fluxo de bens para garantir as contas públicas, impedindo o contrabando. Inicialmente frágil, essa fortificação começou a ser reconstruída de forma mais sólida após 1175.

O Domínio Britânico em Adem

Em 19 de janeiro de 1839, a Companhia Britânica da Índia Oriental desembarcou fuzileiros navais em Adem para combater ataques piratas a transportes britânicos com destino à Índia. A localização do porto, equidistante do Canal de Suez, Bombaim e Zanzibar (importantes possessões do Império Britânico), era estratégica. Adem, tradicionalmente um ponto de parada para reabastecimento de água para marinheiros, tornou-se essencial para o reabastecimento de carvão e água de caldeira em meados do século XIX, recebendo um terminal carvoeiro em Steamer Point. Adem permaneceu sob controle britânico até 1967. Governada como parte da Índia Britânica até 1º de abril de 1937, tornou-se então a Colônia de Adem, uma colônia da Coroa britânica. Essa mudança governamental levou à substituição das rúpias indianas por xelins da África Oriental. O interior de Adem e Hadramaute também foram frouxamente unidos aos britânicos como o Protetorado de Adem, supervisionado da cidade.

Federação do Sul da Arábia e a Emergência de Adem

Após a perda do Canal de Suez em 1956, Adem se tornou a principal base britânica na região. A crescente influência geopolítica do vizinho Iêmen do Norte levou os britânicos a tentar unir gradualmente os diversos estados da região, preparando-os para a independência. Em 18 de janeiro de 1963, a Colônia de Adem foi incorporada à Federação dos Emirados Árabes do Sul como Estado de Adem (contra a vontade da maioria da população da cidade), e a federação foi renomeada como Federação da Arábia do Sul (FAS). Uma rebelião contra o domínio britânico, conhecida como 'Emergência de Adem', começou em 10 de dezembro de 1963, com um ataque a granadas da Frente Nacional de Libertação (FNL) contra o Alto Comissariado Britânico, resultando em uma morte e cinquenta feridos, levando à declaração de 'estado de emergência'.

Independência e Unificação Iemenita

Adem tornou-se a capital da recém-formada República Popular do Iêmen do Sul, posteriormente renomeada para República Democrática Popular do Iêmen em 1970. Com a unificação do Iêmen setentrional e meridional em 1990, Adem perdeu seu status de capital nacional, mas manteve-se como capital do Governorado de Adem, abrangendo uma área similar à antiga Colônia de Adem. Em 21 de maio de 1994, Adem serviu brevemente como centro da separatista República Democrática do Iêmen, mas foi reocupada pelas tropas da República do Iêmen em 7 de julho de 1994.

Ações Terroristas e Conflitos Recentes

Em 29 de dezembro de 1992, a Al Qaeda realizou seu primeiro ataque terrorista em Adem, detonando uma bomba no Gold Mihor Hotel, onde militares norte-americanos estavam em trânsito para a Operação 'Restore Hope' na Somália, resultando na morte de um iemenita e um turista austríaco. Membros da Al Qaeda tentaram explodir o USS The Sullivans no porto de Adem como parte de seus planos para o ano 2000, mas o bote com explosivos afundou. Em 12 de outubro do mesmo ano, a organização terrorista conseguiu atacar o USS Cole, causando graves danos à embarcação. Mais recentemente, em abril de 2015, a Arábia Saudita e seus aliados realizaram ataques aéreos contra militantes houthis após o avanço destes sobre Adem.

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