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Padre do Balão

Adelir Antônio de Carli, mais conhecido como Padre do Balão, foi um sacerdote católico brasileiro e ativista pelos direitos humanos, falecido após um acidente durante um voo que realizava amarrado a balões cheios de gás hélio. Adelir, um paraquedista experiente, fez o exercício com o objetivo de arrecadar dinheiro para financiar uma área de descanso espiritual para caminhoneiros na cidade portuária de Paranaguá, no estado do Paraná.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Vida pregressa

Adelir Antônio de Carli nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 8 de fevereiro de 1967. Ainda pequeno, presenciou a separação dos pais (Aurélio de Carli e Salete Gundalin), indo viver com a mãe no Paraguai. Aos 15 anos de idade, após o falecimento da mãe por câncer na garganta, Adelir de Carli retornou ao Brasil, reaproximando-se do pai (que, na época, estava vivendo em Eldorado, Mato Grosso do Sul). Tornou-se borracheiro com ele, mas não gostou do trabalho. Logo em seguida, tornou-se frentista num posto de gasolina de um tio. Além de trabalhar no posto, pintava toalhas como fonte de renda extra. Posteriormente, estudou no seminário em Paranaguá, no estado do Paraná. Após ordenado, começou a atuar como padre na pequena cidade de Ampére, no sudoeste do estado.

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Ativismo pelos direitos humanos

Em 2006, como padre na diocese de Paranaguá, ficou conhecido ao denunciar a violação dos direitos humanos contra moradores de rua, torturados por agentes da segurança pública desta cidade. Tais denúncias resultaram na prisão de quatro guardas municipais e do secretário municipal de segurança pública, enquanto outros três guardas ficaram foragidos.

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Voos com balões de gás

Tentativas anteriores de voos com balões

O objetivo do sacerdote era quebrar o recorde de voo de 19 horas em balões de gás hélio e alcançar um novo recorde mundial. Sua primeira tentativa foi em 13 de janeiro de 2008, durante a qual Adelir completou com sucesso um voo de quatro horas da cidade de Ampére, no estado do Paraná, até San Antonio, na província de Misiones, Argentina, percorrendo uma distância total de 25 quilômetros. Usando 600 balões, o sacerdote voou a uma altitude de 5 300 metros.

Última tentativa, desaparecimento e morte

Adelir realizou seu derradeiro voo com balões para arrecadar fundos para a Pastoral Rodoviária, um projeto de prestação de serviços a caminhoneiros que trafegavam na região do Porto de Paranaguá. O projeto previa a evangelização de caminhoneiros que trafegavam pela BR-277 e a criação de um espaço, com mais de 100 quartos, para os trabalhadores. Em 20 de abril de 2008, após decolar em uma cadeira presa a 1 000 balões, Adelir conseguiu atingir uma altitude de 6 000 metros antes de perder o contato com as autoridades. As condições climáticas desfavoráveis e a falta de planejamento técnico para o voo o teriam desviado de sua suposta rota para Dourados, no Mato Grosso do Sul, e o levaram à costa do estado de Santa Catarina.

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Reconhecimento

Em 2008, Adelir de Carli recebeu o Prêmio Darwin, "concedido" a pessoas que sofreram mortes causadas por erros absurdos. Entretanto, o site do prêmio declarou: "O padre Antônio estava corajosamente arrecadando dinheiro para uma causa nobre. O Darwin Awards saúda esses heroicos pioneiros em voos de balão!". Adelir é referenciado jocosamente na canção "Balada Louca", da dupla Munhoz & Mariano, com o verso "DJ mais louco que o padre do balão".

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Fontes consultadas

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