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Frederico I do Sacro Império Romano-Germânico

Frederico I, também conhecido como Frederico Barbarossa, foi o Imperador Romano-Germânico de 1155 até sua morte, em 1190. Ele foi eleito Rei da Alemanha em Frankfurt em 4 de março de 1152 e coroado em Aachen cinco dias depois. Ele se tornou o Rei da Itália em 1155 e foi formalmente coroado como o monarca supremo do Império Romano-Germânico pelo Papa Adriano IV em 18 de junho de 1155. Dois anos mais tarde, o termo sacrum foi utilizado pela primeira vez para se referir ao império. Ele foi também coroado Rei da Borgonha, na cidade de Arles, em 30 de junho de 1178. Frederico recebeu o nome de Barbarossa das cidades italianas que tentou governar: Barbarossa significa "Barba Ruiva" em italiano; em alemão ele era conhecido como Kaiser Rotbart.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Vida e reinado

Primeiros anos

Frederico nasceu em meados de dezembro de 1122. Em 1147 ele se tornou duque da região de Suábia (Herzog von Schwaben) no sul da Alemanha, e logo depois fez sua primeira viagem para o leste, acompanhado pelo seu tio, o rei germânico Conrado III, na Segunda Cruzada. A expedição se provou um desastre, mas Frederico conseguiu se distinguir e ganhou a confiança do rei. Quando Conrado morreu, em fevereiro de 1152, apenas Frederico e o príncipe-bispo de Bamberg estavam no seu leito de morte. Ambos afirmaram posteriormente que Conrado, em controle total de suas capacidades mentais, deu a insígnia real para Frederico e o indicou para sucede-lo como rei, em detrimento do seu próprio filho de seis anos, o futuro duque Frederico IV da Suábia. Frederico rapidamente começou a se mover para garantir sua coroa e em Frankfurt, a 4 de março de 1152, ele foi formalmente apontado como rei germânico pelos príncipes eleitores do reino. Frederico foi então coroado Rei dos Romanos em Aachen em 9 de março de 1152. Seu pai era membro da família Hohenstaufen e sua mãe era da família Welf, consideradas as duas mais poderosas casas da Alemanha. Os Hohenstaufens eram conhecidos como Gibelinos, que é derivado do nome italianizado do castelo de Waiblingen, com seu assento em Suábia; os Welfs, em uma italianização similar, eram chamados de Guelfos.

Subida ao poder

Ansioso para restaurar a posição de poder que o Império ocupava sob os reinados de Carlos Magno e Otão o Grande, o novo rei germânico viu que restabelecer a ordem dentro da Alemanha era uma ação preliminar necessária para então forçar os direitos imperiais na Itália. Na emissão de uma ordem geral para paz, ele fez grandes concessões para os nobres. No exterior, Frederico interferiu na guerra civil dinamarquesa entre Sueno III e Valdemar I e começou as negociações com o líder do Império Bizantino, Manuel I Comneno. Foi neste período que ele conseguiu consentimento do Papa para anular seu casamento com Adelheid de Vohburgo, que não tinha lhe dado filhos, alegando consanguinidade (seu tataravô era irmão da tataravó de Adela, fazendo deles primos). Ele então tentou, sem sucesso, conseguir uma noiva entre as nobres de Constantinopla. Na sua ascensão, Frederico comunicou a notícia de sua eleição para o Papa Eugênio III, mas acabou não incluindo na carta um pedido de confirmação papal de sua coração. Em março de 1153, Frederico concluiu o Tratado de Constança com o Papa, onde ele prometeu, em retorno de sua coroação, defender o papado, não fazer paz com o rei Rogério II da Sicília ou outros inimigos da Igreja sem o consentimento de Eugene III, e ainda ajudar o Papa a reconquistar a cidade de Roma.

Primeira campanha italiana: 1154–55

Frederico lançou seis expedições militares na Itália. Na primeira, que começou em outubro de 1154, seu plano era lançar uma campanha contra os Normandos sob comando do rei Guilherme I da Sicília. Ele marchou para o sul e quase que imediatamente encontrou resistência contra a sua autoridade. Conseguindo submeter Milão, Frederico Barbarossa cercou e conquistou Tortona no começo de 1155, destruindo-a completamente. Ele então se moveu em direção a Pavia, onde recebeu a Coroa de Ferro e o título de rei da Itália. Avançando pela Bolonha e Toscana, o rei e seus exércitos rapidamente se aproximaram da cidade de Roma. Lá, o Papa Adriano IV lutava contra as forças republicanas da comuna da cidade, lideradas por Arnaldo de Bréscia, um estudante de Pedro Abelardo. Como um sinal de boa fé, Frederico dispensou os embaixadores que recebeu do Senado Romano, e as forças imperiais reprimiram os republicanos. Arnoldo foi capturado e enforcado por traição. Apesar de seus ensinamentos teológicos não ortodoxos, Arnaldo não foi acusado de heresia.

Segunda, terceira e quarta campanhas italianas: 1158–1174

A retirada de Frederico da Itália em 1155 forçou o Papa Adriano IV a fazer as pazes com Guilherme I da Sicília, dando a ele territórios que o imperador alemão via como sendo parte dos seus domínios. Isso irritou Frederico e ele ficou ainda mais irritado quando os Legados papais resolveram interpretar uma carta de Adriano para Frederico de uma maneira que parecia implicar que a coroa imperial foi um presente do Papado e que de fato o Império era na verdade um feudo papal. Irritado com as atitudes do Papa e ainda desejoso de esmagar os normandos do sul da Itália, em junho de 1158, Frederico lançou sua segunda expedição militar em solo italiano, acompanhado por Henrique o Leão e suas tropas saxãs. Ao saber disso, Milão novamente se levantou em revolta e novamente foi esmagada. A Dieta de Roncaglia estabeleceu oficiais imperiais e reformas eclesiásticas nas cidades do norte da Itália, começando assim a longa disputa com o Papa Alexandre III.

Anos finais

O sentimento antialemão começou a crescer na região da Lombardia, culminando na restauração de Milão em 1169. Em 1174, Frederico Barbarossa fez sua quinta expedição à Itália. Se opondo a ele estava a pró-papa Liga Lombarda, que já havia se erguido contra ele no passado (mas agora era apoiada por Veneza, Sicília e Constantinopla). As cidades do norte da Itália eram muito ricas devido ao comércio, representando uma transição do feudalismo medieval. Enquanto o feudalismo no resto do continente havia permanecido forte social e economicamente, em termos políticos estava em declínio na época de Frederico Barbarossa. Quando as tropas das cidades italianas nortenhas derrotaram as forças imperiais alemães em Alexandria, em 1175, o mundo europeu ficou em choque. Com a recusa de Henrique o Leão de levar ajuda à Itália, a campanha imperial terminou em fracasso. Frederico foi derrotado de novo, desta vez mais decisivamente, na Batalha de Legnano (perto de Milão), em 29 de maio de 1176, onde ele foi ferido e presumido como morto por algum tempo. Esta batalha marcou o começo do fim da reivindicação de Frederico sobre todo o império. Assim ele não teve outra alternativa a não ser negociar a paz com Alexandre III e a Liga Lombarda. Na Paz de Anagni de 1176, Frederico reconheceu Alexandre como papa e na Paz de Veneza de 1177, Frederico e Alexandre se reconciliaram.

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Lenda

Frederico é o tema de muitas lendas, assim como outras figuras lendárias da Idade Média, como Artur ou Brân, o Abençoado. As lendas dizem que ele não morreu, mas está apenas dormindo com seus cavaleiros em uma caverna nas montanhas Kyffhäuser em Turíngia ou em Untersberg na Baviera, e quando os corvos deixarem de voar ao redor da montanha ele levantará e restaurará a Alemanha a sua antiga glória. De acordo com essa história, sua barba ruiva cresceu através da mesa na qual ele se senta. Seus olhos estão meio abertos enquanto dorme, mas agora e sempre ele ergue suas mãos e manda um garoto para ver se os corvos já pararam de voar. Para ganhar apoio no nascimento do Império Alemão no século XIX, foi construído o Monumento de Kyffhäuser, onde foi declarado que o imperador Guilherme I da Alemanha era a reencarnação de Frederico; sua dedicação de 1896 aconteceu no dia 18 de junho, o mesmo dia da coroação de Frederico Barbarossa.

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Frederico e o código Justiniano

As cidades do norte da Itália foram ficando cada vez mais ricas devido ao comércio, o que levou ao retorno da discussão a respeito da reintrodução do Código Justiniano, um sistema judicial latino que foi extinto alguns séculos antes. Estudiosos legais renovaram sua aplicação. Especula-se que o Papa Gregório VII pessoalmente encorajou o estado de direito justiniano e mandou fazer uma cópia do código. O historiador Norman Cantor descreveu o Código Justiniano como "o maior código legal já criado". Ele prevê a lei do Estado como um reflexo da lei moral natural natural (como era visto pelos homens no sistema justiniano), o princípio de racionalidade no universo. No período em que Frederico ascendeu ao trono, este sistema legal já estava bem estabelecido em ambos os lados dos Alpes. Ele foi o primeiro a utilizar a disponibilidade da nova classe de advogados. A lei civil permitiu que Frederico usasse esses advogados para administrar seu reino de uma maneira lógica e consistente. Também forneceu uma a estrutura para legitimar sua reivindicação para governar a Alemanha e o norte da Itália. Nos tempos antigos de Henrique V e Henrique VI, a reivindicação do direito divino dos reis havia sido severamente minado pela Questão das Investiduras. A Igreja Católica venceu a discussão na cabeça dos homens comuns. Não havia direito divino para o rei alemão também controlar a igreja ao nomear os bispos e os papas. A instituição do Código Justiniano foi usada, talvez sem escrúpulos, por Frederico para abrir caminho para sua alegação ao poder divino.

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Líder carismático

Historiadores comparam Frederico a Henrique II da Inglaterra. Ambos eram considerados como os grandes e carismáticos líderes do seu tempo. Ambos possuíam uma combinação rara de qualidades que os destacavam entre os seus contemporâneos: longevidade, grande ambição, habilidades organizacionais e destreza no campo de batalha. Ambos eram considerados bonitos e muito corteses, sem parecer afeminado ou afetado. Ambos chegaram ao poder no começo da vida adulta. Ambos aprendiam rápido, sem serem considerados intelectuais impraticáveis, sendo bastante pragmáticos. Ambos se viram no controle de novas instituições legais que foram usadas criativamente para governar. Tanto Henrique quanto Frederico eram vistos como suficiente e formalmente devotos aos ensinamentos da Igreja Católica, sem serem movidos pelo extremo da espiritualidade visto nos grandes santos do século XII. Em fazer decisões finais, cada um baseada apenas em seu julgamento, e ambos estavam interessados em conquistar o máximo de poderes que pudessem.

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Descendência

O primeiro casamento de Frederico, com Adelaide de Vohburg, não produziu nenhum filho e foi anulado. Do seu segundo casamento, com Beatriz da Borgonha, ele teve os seguintes filhos(as):

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Fontes consultadas

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