Maria Adelaide Amaral
Maria Adelaide Almeida Santos do Amaral OMC é uma renomada dramaturga, escritora, roteirista e jornalista luso-brasileira, conhecida por suas diversas obras para teatro e televisão, com destaque para minisséries.
Pontos-chave
- Nasceu em Portugal em 1942 e emigrou para o Brasil em 1954.
- Formou-se em jornalismo e trabalhou na Editora Abril.
- Iniciou sua carreira televisiva em 1979 e se consolidou como autora de novelas.
- Foi eleita para a Academia Paulista de Letras em 2019.
- Recebeu inúmeros prêmios por sua contribuição às artes cênicas e literárias.
Nascida em Alfena, Portugal, em 1 de julho de 1942, Maria Adelaide Amaral mudou-se para o Brasil com sua família em 1954, estabelecendo-se em São Paulo. Na capital paulista, formou-se em jornalismo pela Escola de Comunicações da Fundação Cásper Líbero. Trabalhou por dezesseis anos na Editora Abril, período em que também começou a escrever suas primeiras peças teatrais.
Carreira
Entrou na televisão em 1979, a convite do autor Lauro César Muniz para colaborar na novela Os Gigantes. No entanto, foi apenas em 1990 que co-escreveu a telenovela Meu Bem, Meu Mal, com o veterano Cassiano Gabus Mendes que passa a dedicar sua carreira como novelista. Estreou sua primeira telenovela como autora titular: o remake de Anjo Mau, exibido em 1997 e dirigido por Denise Saraceni. Desde 18 de agosto de 1997 (1997 -08-18)[update], é agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Mérito. Em 2002, Maria Adelaide chegou a escrever a novela A Dança da Vida, que iria ser a sucessora de A Padroeira. No entanto, a telenovela foi proibida pela Justiça de ir ao ar, às vésperas do início das gravações, devido aos temas políticos; a emissora resolveu cancelá-la (já que fora ano eleitoral) e pediu a Emanuel Jacobina, ex-autor de Malhação, para escrever uma história substituta, que seria a novela Coração de Estudante.
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Sua entrada na televisão ocorreu em 1979, a convite de Lauro César Muniz para colaborar na novela 'Os Gigantes'. Contudo, foi em 1990 que co-escreveu a telenovela 'Meu Bem, Meu Mal' com Cassiano Gabus Mendes, marcando sua dedicação à carreira de novelista. Sua estreia como autora titular de telenovela aconteceu com o remake de 'Anjo Mau', em 1997, sob a direção de Denise Saraceni. Em 2002, Maria Adelaide escreveu 'A Dança da Vida', que seria a sucessora de 'A Padroeira', mas a novela foi proibida pela Justiça de ir ao ar às vésperas das gravações devido a temas políticos. A emissora optou por cancelá-la em ano eleitoral e solicitou a Emanuel Jacobina a criação de uma história substituta, que resultou na novela 'Coração de Estudante'. Além de sua obra para a televisão, Maria Adelaide é tradutora de peças de dramaturgos estrangeiros renomados como Samuel Beckett e Ingmar Bergman.
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Em 2019, Maria Adelaide Amaral foi eleita para a Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira nº 35, que tem como patrono Antonio de Godoi Moreira da Costa, sucedendo o poeta Paulo Bomfim. Sua posse oficial ocorreu em março de 2020.
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Maria Adelaide Amaral é agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Mérito desde 18 de agosto de 1997. Sua carreira foi amplamente reconhecida com diversos prêmios, incluindo o Troféu Molière de Melhor Autor Nacional (1978, 1983, 1984, 1994), o prêmio de Melhor Autor da Associação de Críticos de Arte (1978, 1996), o prêmio Ziembinsky de Melhor Autor (1978), o prêmio de Melhor Autor da APETESP (1984), o prêmio Mambembe de Melhor Autor (1984, 1994), o prêmio Shell (1994, 1995), o prêmio Sharp (1998) e o prêmio APCA (2001, 2003), entre outros. Em 1986, recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Romance Nacional por seu livro 'Luisa'.


