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Pedro Adão e Silva

Pedro Adão e Silva é sociólogo, docente universitário, comentador político e político português. Foi militante do Partido Socialista (PS), passando entretanto a independente, e foi Ministro da Cultura no XXIII Governo Constitucional da República Portuguesa. Foi também comissário executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/10/2026
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Biografia

Imagem: Somos Bibliotecas · BY · Openverse

Juventude e formação

Nasceu em Lisboa, em 12 de maio de 1974. É neto de Armando Adão e Silva, fundador do MUD e oposicionista ao regime do Estado Novo. Pedro Adão e Silva é licenciado em Sociologia pelo ISCTE-IUL (1997) e doutorado em Ciências Sociais e Políticas pelo Instituto Universitário Europeu (2009). Docente académico do ISCTE, é especializado em políticas públicas e políticas sociais e investigador do CIES.

Militância no Partido Socialista

Num perfil traçado em 2021, a revista Visão recordava que Pedro Adão e Silva começou a militar no PS aos 18 anos. Foi membro do Secretariado Nacional do partido, sob a liderança de Eduardo Ferro Rodrigues, mais tarde viria a desfiliar-se do partido, tornando-se independente.

Comissão de comemoração dos 50 do 25 de abril de 1974

Foi a escolha de António Costa para definir o programa das comemorações do meio século da Revolução. De acordo com a resolução do Conselho de Ministros, o comissário executivo das comemorações teria uma remuneração de 3745,26 euros e 780,36 euros em despesas de representação, equiparado a diretor-geral da Administração Pública. Surgiram inúmeras criticas pela sua nomeação, Partido Social Democrata (PSD), CDS – Partido Popular (CDS-PP), Chega (CH), Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e Iniciativa liberal (IL) foram os partidos que mais criticaram a escolha. Foi criticado por André Ventura por "receber um salário mensal de 4600 euros para um evento que dura apenas um dia" e Inês Sousa Real afirmou ser "incompreensível" os montantes exigidos por Adão e Silva, que podem chegar até aos 4525 euros por mês e a uma equipa de 12 pessoas.

Carreira governativa

No dia 30 de março de 2022, tomou posse como Ministro da Cultura. Enquanto ministro da Cultura, o Orçamento do setor aumentou significativamente, o que foi sentido nomeadamente nos concursos de apoio às artes e no reforço do fundo de apoio ao cinema e turismo; denunciou o protocolo de comodato existente com o comendador Joe Berardo - o que tornou possível a abertura do MAC-CCB -; integrou a Coleção Ellipse na Coleção de Arte Contemporânea do Estado; determinou que os diretores-artísticos dos Teatros Nacionais passassem a ser escolhidos por concurso público internacional e levou a cabo uma reorganização orgânica da área dos museus e do património, o que levou à criação do Património Cultural, I.P. (que sedeou no Porto) e à empresa pública, Museus e Monumentos de Portugal. A revisão profunda do regime de mecenato que foi preparada durante o seu mandato acabaria por ser chumbada pelo Parlamento, já na legislatura seguinte, durante o Governo presidido por Luís Montenegro.

Presença nos media

É habitual a sua presença em vários meios de comunicação:

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Fontes consultadas

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