Adam Weishaupt
Adam Weishaupt, foi um professor de Direito Canónico na Universidade de Ingolstadt, famoso por fundar a "Ordem dos Perfeitos" mais conhecida como Illuminati. Ensinava que existia uma iluminação racional, fora e acima da fé, acessível a qualquer pessoa, e poderia levar a uma maior perfeição.
Imagem: Manuel León Moreno · BY-NC-ND · Openverse
Adam Weishaupt nasceu em 6 de fevereiro de 1748 em Ingolstadt no condado da Baviera. Seu pai era Johann Georg Weishaupt (1717-1753) que morreu quando ele tinha cinco anos de idade. Após a morte de seu pai, ele ficou sob a tutela de seu padrinho, Johann Adam Freiherr von Ickstatt que, como seu pai, era um professor de direito na Universidade de Ingolstadt, diretor de um colégio jesuíta e membro do Conselho Privado. Ickstatt era um defensor da filosofia de Christian Wolff e do Iluminismo, e influenciou o jovem Weishaupt com o seu racionalismo. Weishaupt começou sua educação formal na idade de sete anos em uma escola jesuíta. Estudou direito, economia, política, história e correntes como o gnosticismo e a filosofia da Maçonaria recente. Mais tarde, se matriculou na Universidade de Ingolstadt e formou-se em 1768 aos 20 anos de idade com um doutorado de direito. Alguns autores defendem que no ano de 1771 conheceu um comerciante dinamarquês chamado Franz Kolmer, que o introduziu às práticas mágicas do Egito com areia e as doutrinas maniqueístas anti-religiosas, provocando na mente do jovem Weishaupt um espírito anarquista e de pouca tolerância para a religião.
Fundador dos Illuminati
Ao mesmo tempo, porém, quando não estava a fim de fazer o jogo e abusar das sociedades secretas, eu planejava fazer uso dessa mania humana para um objetivo real e digno, para o benefício das pessoas. Eu queria fazer o que os chefes das autoridades eclesiásticas e seculares deveriam ter feito, em virtude de seus cargos … Decidido a fundar sua própria ordem, em 1 de maio de 1776, Weishaupt a nomeou a "Ordem dos Perfectibilistas" adotando o codinome de "Irmão Spartacus", alegando ser um libertador da consciência humana, arrebatando o homem de dogmas e religiões que os escravizavam. Embora a Ordem não fosse igualitária ou democrática, sua missão era a abolição de todos os governos monárquicos e religiões de Estado na Europa e suas colônias.
Exílio
Recebeu o apoio do duque Ernesto II de Saxe-Gota-Altemburgo (1745-1804), e viveu em Gota escrevendo uma série de obras sobre o Iluminismo, incluindo Um histórico completo da perseguição dos Illuminati da Baviera (1785), Uma imagem do Iluminismo (1786), Um pedido de desculpas para os Illuminati (1786), e Sistema melhorado de Luzes (1787). Adam Weishaupt morreu em Gota em 18 de Novembro de 1830, renegando sua fé católica em seu leito de morte.
Provavelmente a figura de Adam Weishaupt esta junto com as de Hiram Abiff e de Jacques DeMolay (famoso mártir da Ordem dos Cavaleiros Templários), uma das três mais representativas na história das sociedades secretas. Adam Weishaupt foi um dos primeiros maçons a abordar questões religiosas e políticas dentro das lojas, razão lhe rendeu muitos inimigos dentro da Maçonaria, incluindo os mais altos organismos internacionais maçônicos de então. Talvez esse fato seja a causa de que seu nome não aparecer na lista das grandes celebridades que fizeram parte desta sociedade. Mas sempre tendo ao seu lado seu melhor amigo e também membro maçon do 33º grau, Domenico Bernardo Zilotti. Weishaupt é visto de diferentes perspectivas pelos historiadores, alguns argumentam que era uma pessoa obstinada que carecia de faculdades mentais, outros que criou sua sociedade para salvar a sua cadeira, enquanto alguns vêem como uma pessoa que amava os jesuítas e queria que a sobrevivência destes pelos Illuminati. No entanto, é considerado por muitos, com ou sem razão, como um dos fundadores da conspiração maçônica que lançou as bases dos movimentos políticos que levaram à origem da independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e a emancipação em muitas colônias europeias. Da mesma forma, Weishaupt é considerado como um dos maiores expoentes do ateísmo, e, de acordo com o escritor John Robinson, como o autor da maior conspiração de todos os tempos.


