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Arquidiocese de Salzburgo

A Arquidiocese de Salzburgo é uma arquidiocese da Igreja Católica na Áustria. Foi criada em 543 ou 698 e elevada em 20 de abril de 798. Acompanha o seu título o de Primaz da Germânia, por ser a mais antiga diocese da região. Possui hoje uma jurisdição de 208 paróquias, atendidas por 234 sacerdotes seculares e 82 regulares, com uma população de 513.126 católicos, ou seja, 75,1% do total da população em 2004.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

Abade-Bispado (século IV – ca. 482)

Cerca de 450, a Vida de São Severino relata que Salzburgo (na época, conhecida como Juvavo) possuía duas igrejas e um mosteiro. Muito pouco se sabe do primeiro bispado, e São Máximo é o único abade-bispo conhecido pelo nome. Um discípulo de São Severino, que foi martirizado na retirada de Nórica também é conhecido. Salzburgo foi destruída pouco depois de 482 e com ela o bispado, seis anos antes da partida das legiões romanas da região.

Bispado (ca. 543/698 – 798)

São Ruperto, bispo de Worms, e chamado de "o Apóstolo da Baviera e Caríntia", veio mais tarde para a região e restabelecer a diocese depois de erguer uma igreja em Wallersee e encontrar as ruínas de Salzburgo cobertas por amoreiras silvestres. Não se sabe se ele chegou por volta de 543 durante o governo de Teodão I ou cerca de 698, quando a Baviera foi conquistada pelos Francos. Em todo caso, não foi depois de 700 que a civilização cristã ressurgiu na região. A catedral-mosteiro foi nomeada em homenagem a São Pedro e a sobrinha de Ruperto, Erentruda fundou o convento de freiras em Nomberga. São Bonifácio completou os trabalhos de São Ruperto, Salzburgo foi colocada sob a jurisdição do Arcebispado de Mogúncia. São Bonifácio discordava em quase tudo com o bispo São Virgílio, embora São Virgílio tenha começado o livro valioso Confraternitatum Liber, ou o Livro de Confraria de São Pedro.

Arcebispado (798–1060)

Arno gozava do respeito do rei franco Carlos Magno, que atribuiu-lhe o território missionário entre os rios Danúbio, Rába, e Drava, que havia sido recentemente conquistado dos Ávaros. Monastérios foram fundados e toda a Caríntia foi aos poucos sendo cristianizada. Quando Arno foi a Roma tratar de negócios para Carlos Magno em 798, o Papa Leão III nomeou-o arcebispo sobre os outros bispos da Baviera (Frisinga, Passau, Ratisbona e Säben). Quando a disputa sobre a fronteira eclesiástica entre Salzburgo e Aquileia eclodiu, Carlos Magno declarou ser o rio Drava a fronteira. Arno iniciou também a reprodução de 150 volumes da corte de Carlos Magno, dando início a mais antiga biblioteca da Áustria.

Era da Investidura (1060–1213)

Na era iniciada com o Papa Gregório VII, a Igreja Católica entrou num período de santificação e justiça na Igreja. O primeiro arcebispo da era foi Gebardo, que durante a Questão das investiduras permaneceu ao lado do Papa. Gebardo, portanto, ficou nove anos no exílio, e foi autorizado a regressar pouco antes da sua morte e foi enterrado em Admont. Seu sucessor Tiemão esteve preso por cinco anos, e sofreu uma morte terrível em 1102. Após o rei Henrique IV ter abdicado, Conrado I de Abensberga foi eleito arcebispo. Conrado viveu no exílio até a Calistine Concordata de 1122. Conrado passou os anos restantes de seu episcopado melhorando a vida religiosa da arquidiocese.

Príncipe-Bispado (1213–1803)

O arcebispo Eberardo II de Ratisbona tornou-se príncipe do Império em 1213, e criou três novas sedes: Chiemsee (1216), Seckau (1218) e Lavant (1225). Em 1241, no Conselho de Ratisbona, ele denunciou o Papa Gregório IX, como sendo "o homem da perdição, a quem eles chamam de anticristo que, na sua extravagante vanglória diz, eu sou Deus, eu não posso errar". Ele argumentou que os dez reinos com os quais o anticristo estava envolvido eram: o "turco, grego, egípcio, africano, espanhol, francês, inglês, alemão, siciliano e italiano, que agora ocupam as províncias de Roma". Ele declarou que o papado era o "chifre pequeno" de Daniel 7:8: Um chifre pequeno cresceu com olhos e uma boca que falava grandes coisas, que é a redução de três desses reinos - ou seja, Sicília, Itália e Alemanha - para subserviência, é perseguir o povo de Cristo e os santos de Deus com intolerável oposição, é confundir coisas humanas e divinas, e estar a tentar coisas inexprimíveis, execráveis.

Arquidiocese (1803 até hoje)

Em 1803, Salzburgo foi secularizado como o Eleitorado de Salzburgo pelo ex-Grão-Duque Fernando III da Toscana (irmão do imperador Francisco II), que perdeu o seu trono. Em 1805 passou para o domínio da Áustria e em 1809, para o da Baviera, que fechou a Universidade de Salzburgo, proibiu que os mosteiros aceitassem noviços, e proibiu romarias e procissões. O Congresso de Viena devolveu Salzburgo para os austríacos, em 1814, e a vida eclesiástica foi novamente normalizada pelo arcebispo Augustus John Gruber Joseph (governou entre 1823-1835). A arquidiocese foi restabelecida em 1818, sem poder temporal.

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Fontes consultadas

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