Adalberto Alves
José Adalberto Coelho Alves ComL é um poeta, pensador, escritor, ensaísta, arabista, historiador, conferencista e jurista português.
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Adalberto Alves nasceu e foi criado em Lisboa, apesar das ligações afectivas ao Minho (S. Miguel de Fontoura), terra de seu pai, e ao Alentejo (Beja), terra de sua mãe, lugares onde passava férias na juventude. Embora de origens modestas, seus pais António Alves e Ana das Dores Coelho Alves proporcionaram-lhe os meios de, após os estudos secundários no Liceu Nacional de Camões, ingressar na Universidade Clássica de Lisboa, onde se licenciou em Direito. Em 1967 casa com Maria Adelaide de Freitas Barroso, também ela advogada, tendo nascido desse casamento, as filhas Ana e Inês, das quais tem quatro netos: João, Vera, Carolina e Vicente. Desde muito cedo, os seus interesses centraram-se em áreas diversas como, por exemplo, a Música, as Ciências Naturais, a Poesia, o Cinema e a Filosofia, onde procurou abrir caminho com desiguais resultados. Na Música, depois de breve iniciação nos estudos de violino, com Adolf Clandé, no Conservatório Nacional, passou à Guitarra clássica, com António Vinagre na Escola de Guitarra de Duarte Costa. Mais tarde foi tenor-solista em vários coros, nomeadamente no da Academia de Amadores de Música, sob a direcção de Fernando Lopes-Graça, para quem escreveu o libreto de uma ópera, "D. Sebastião", que este deixou apenas esboçada. Escreveu também as letras para um projectado último disco de Amália, sobre música de Alain Oulman que, por doença da artista, já não chegou a ser gravado.
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Como naturalista, tem participado, além da observação própria, como membro em instituições como Grupo Lobo, Liga para a Protecção da Natureza e “Associação Portuguesa para o Direito do Ambiente”. Começa a escrever poesia com 13 anos de idade. No Cinema, frequenta um curso de iniciação à realização ministrado por António da Cunha Telles. Em princípio dos anos 80 desperta o seu interesse pela Civilização Árabe e inicia na Universidade Nova de Lisboa, o estudo da respectiva língua, não mais deixando de trabalhar e investigar nesse campo, a par das suas restantes actividades. Uma vez licenciado em Direito, ingressa, alguns anos depois nos quadros do Banco Pinto & Sotto Mayor, onde virá a desempenhar funções de Director no departamento dos Serviços Jurídicos. Como advogado chega a representar os interesses do Estado Português em tribunais da África do Sul e intervém em alguns processos judiciais de repercussão pública, nomeadamente patrocinando presos políticos durante o regime do Estado Novo.Trabalho Poético e Divulgação da Cultura Árabe
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A sua obra tem exercido influência em criadores de diversos domínios, tais como escritores, artistas plásticos, dramaturgos, compositores, cineastas e encenadores nacionais e estrangeiros. Por exemplo, o romancista espanhol Pedro Plasencia dedicou-lhe a novela El tiempo de los cerezos: Memorias andalusíes de Ibn Ammar de Silves (2004), inspirada na obra de Adalberto Alves. No âmbito da música popular, transcriações poéticas ou poemas seus foram musicados por Janita Salomé, Eduardo Ramos, Pedro Jóia e Ricardo Ribeiro. No âmbito da música erudita, José Luís Tinoco dedicou-lhe a cantata Os Viajantes da Noite produzida para o Festival de Música do Estoril, com 1.ª audição absoluta em 12 de Julho de 2012, e Andreia Pinto-Correia dedicou-lhe Xántara, com primeira audição absoluta em Portugal, em 12 de Abril de 2013, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. Sobre o seu Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa, que o autor viria a declarar não ser um trabalho para público académico, este teve uma recepção mista; se por um lado se valorizou a validade da defesa da frequência de arabismos na língua portuguesa superior àquilo que habitualmente é apontado, a obra recebeu várias críticas negativas em relação à validade científica da recolha feita, em particular pela falta de observação de princípios básicos de etimologia, colocando em causa a sua credibilidade, a despeito das críticas do próprio Adalberto Alves a "falsificadas etimologias".


