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Adalberão de Laon

Adalberão de Laon (em francês: Adalbéron de Laon; também chamado Ascelin foi um bispo e poeta francês. Foi bispo de Laon de 977 a 1030, pertenceu à casa de Ardenas e era filho de Régnier, conde de Bastogne, filho de Gozlin, conde de Bidgau e Methingau, filho do conde palatino Wigerico da Lotaríngia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Biografia

Educação

Adalberão iniciou seus estudos em Gorze, e de 969 a 974 foi aluno, em Reims, de Gerbert d'Aurillac, o futuro Papa Silvestre II e esteve no capítulo da catedral de Metz.

Episcopado

Lotário, o rei carolíngio da França, nomeou-o bispo de Laon em 16 de janeiro de 977, após a morte de Roricon, morto em 20 de dezembro de 976. Em 1 de abril de 977, seu tio, o arcebispo Adalberão de Reims, consagrou-o como bispo na catedral de Laon. Logo após sua ascensão à sede episcopal, circularam rumores de que ele estava tendo um caso com a rainha Ema da Itália, esposa de Lotário. Para descobrir a verdade, seu tio, o arcebispo de Reims, convocou um sínodo, que finalmente inocentou a rainha e o bispo Ascelin. O irmão do rei Lotário, Carlos da Baixa Lorena, que havia incentivado esses rumores, foi exilado.

Apoio de Hugo Capeto

Entretanto, após a morte de Lotário e de seu filho Luís V, ele ficou do lado de seu tio, o arcebispo Adalberão de Reims, como um dos arquitetos da mudança de dinastia. No Domingo de Ramos, 29 de março ou na Quinta-feira Santa, 2 de abril de 991, ele entregou Carlos de Lorena, o último representante e herdeiro legítimo da dinastia carolíngia, a Hugo Capeto, rei dos francos. Na primavera de 993, o conde Eudo I de Blois, decepcionado por Hugo Capeto e seu filho terem se recusado a conferir-lhe o título de duque dos francos, imaginou, em parceria com Adalberão de Laon, capturá-los durante uma reunião planejada em Metz com o imperador Otão III III e colocar Luís, filho de Carlos da Baixa Lorena, no trono. Eudo I de Blois se tornaria duque dos francos e Adalberão bispo de Reims. Hugo Capeto e seu filho alertados frustraram essa tentativa e Adalberão foi deposto no Sínodo de Pavia em 998.

Os Poemas para o rei Roberto e a tripartição

Adalberão foi o autor de um poema satírico, Carmen ad Rotbertum regem, escrito entre 1027 e 1030, na forma de um diálogo dedicado a Roberto II da França, no qual argumentava contra a reforma episcopal e monástica contemporânea (como as Reformas cluníacas). Ele demonstrou sua aversão a Odilo, abade de Cluny, e seus seguidores, e sua objeção a pessoas de origem humilde serem nomeadas bispos. As versões incluem: Foi um dos primeiros antes de Gérard de Cambrai, a formular o antigo princípio político da separação dos três poderes, ou tripartição, à imagem da Cidade de Deus de Santo Agostinho. A teoria das ordines dividia a sociedade conforme as funções de cada um: os oratores (aqueles que rezam, monges, padres), os pugnatores ou bellatores (aqueles que lutam, somente 1 a 2% da população) e os laboratores (aqueles que trabalham ou, mais precisamente, que cultivam a terra, a grande maioria dos camponeses).

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Fontes consultadas

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