Pesquisa · Mapa mental

Ada Rogato

Ada Rogato foi uma pioneira da aviação no Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
01

Histórico

Ada era filha do casal de imigrantes italianos Maria Rosa Greco e Guglielmo "Guilherme" Rogato, ambos naturais de San Marco Argentano, na Calábria. Seu pai abandonou a família na década de 1930 para formar nova família em Alagoas, onde consolidou a carreira de fotógrafo e cineasta. Com sua segunda companheira teve mais uma filha, a médica Flavia Rogato. Ada Recebeu dos pais a mesma educação dada à maioria das moças de classe média da época, para torná-las "prendadas" — além do colégio, aulas de piano e pintura —, mas a ambição ia além: queria aprender a voar. E não abandonou a meta mesmo quando os pais se separaram e ela teve de ajudar a mãe não só nas atividades domésticas como em bordados e trabalhos artesanais para se sustentar. Conseguiu juntar dinheiro suficiente para as aulas que lhe possibilitaram tirar em 1935 o primeiro brevê feminino de voo a vela e, no ano seguinte, a primeira licença concedida a uma mulher pelo Aeroclube de São Paulo para pilotar avião. Um curso de paraquedismo feito no Campo de Marte em 1941 lhe garantiu o primeiro certificado de paraquedista concedido a uma brasileira.

Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, realizou demonstrações de paraquedismo na Baía de Guanabara, um salto noturno e 213 voos voluntários de patrulhamento aéreo pelo litoral paulista voando em aeronaves de pequeno porte. Conforme o reconhecimento crescia, a imprensa paulista e nacional a apelidava de Milionária do ar, Gaivota solitária, Pássaro solitário.

02

Reconhecimento

Discreta e persistente no preparo dos voos, Ada agia da mesma forma na vida particular. Mulher solteira e sem filhos, trabalhava para viver como funcionária pública estadual. Começou em 1940 como escriturária no Instituto Biológico, vinculado à Secretaria da Agricultura, e aposentou-se em 1980, como chefe de seção técnica da Secretaria de Esportes e Turismo. Nos anos 1950, foi redatora de aviação da Revista dos Aviadores e também da revista Velocidade. A personalidade modesta, no entanto, não a impediu de merecer da imprensa nacional e internacional inúmeros títulos pelas proezas, tais como "Milionária do Ar", "Águia Paulista", "Rainha dos Céus do Brasil" e "Gaivota Solitária" (imprensa brasileira, anos 1950); e da revista chilena Margarita ganhou o apelido de "Condor dos Andes". Entre centenas de troféus e condecorações, foi a primeira aviadora a receber no Brasil a Comenda Nacional do Mérito Aeronáutico, no grau de Cavaleiro, e ainda as Asas da Força Aérea Brasileira e o título de Piloto Honoris Causa da FAB; também no grau de Cavaleiro, recebeu na Bolívia a Condor dos Andes; no Chile, foi condecorada com a Bernardo O’Higgins no grau de Oficial e na Colômbia com as Asas da Força Aérea Colombiana, primeira entregue no país a uma aviadora. Em 1954, recebeu da Federação Aeronáutica Internacional, sediada na França, o diploma Paul Tissandier por seus méritos na aviação.

03

Feitos notáveis

Imagem: Ricardo Reis from Lisboa, Portugal · BY-SA · Openverse

Quando o paraquedismo como atividade esportiva começava a ganhar os primeiros adeptos no Brasil, a audaciosa Ada se tornou campeã da modalidade - brasileira em 1943 e paulista em 1948, ano em que também iniciou as atividades como piloto agrícola; e aproveitou seu reide de 1950 por quatro países sul-americanos para demonstrações em paraquedas, tornando-se assim a primeira mulher a saltar no Paraguai e no Chile.

04

Homenagens

Imagem: MARCO AURÉLIO ESPARZ… · BY-SA · Openverse

Em vida, Ada Rogato foi amplamente reconhecida e homenageada pelo talento, coragem, ousadia e pioneirismo. Em 1984 foi lançado o filme de curta metragem Folguedos no Firmamento (direção: Regina Rheda), sobre os feitos de Ada Rogato; esse filme foi exibido durante 5 anos em cinemas de todo o Brasil. Poucos anos após a morte de Ada Rogato, o Museu da Aeronáutica foi fechado e o acervo se dispersou ao ser removido do espaço que ocupava no Parque Ibirapuera (São Paulo). Algumas referências públicas à brava piloto estão em uma praça na cidade de São Paulo e em uma rua de Ribeirão Preto (SP) que levam seu nome. Atualmente o "Cessna 140-A Brasil" encontra-se exposto ao público no Museu TAM, localizado em São Carlos-SP. Outro registro histórico em homenagem à heroína brasileira foi prestado em 1951: ao bater o recorde de voo solo, ao percorrer os 51.064 quilômetros entre e a Terra do Fogo e o Alasca, em apenas 326 horas, foi homenageada com a cachaça a Voadora.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando