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Acrópole de Atenas

A Acrópole de Atenas é a mais conhecida e importante acrópole grega. Embora existam muitas outras acrópoles na Grécia, o significado da Acrópole de Atenas é tal que é comumente conhecida como A Acrópole, sem qualificação. A Acrópole era, literalmente, a “cidade alta” ; e estava presente na maioria das cidades gregas, com dupla função: como proteção contra invasores de cidades inimigas, e quase sempre eram cercadas por muralhas, e como sedes administrativas civis ou religiosas. É uma colina rochosa de topo plano que se ergue a cerca 165 metros acima do nível da cidade, em Atenas, capital da Grécia. Também é conhecida como Cecropia em homenagem ao lendário homem-cobra, Cecrops, rei de Atenas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Acrópole Micénica

Deste período foram encontrados vestígios de um palácio que possuía um megaron (μέɣαρον / μέɣαρο) ou pátio para audiências e reuniões. Não se sabe ao certo se já existia um templo dedicado a Atenas nesta época. O mégaron, um nome grego mas de provável derivação semítica, é o 'grande salão' que foi encontrado nos palácios da civilização micênica na Grécia e na Anatólia. Ficava de um lado do pátio central e em frente ao altar. Era composto por três partes: o pórtico aberto com duas colunas em antis, um vestíbulo ou antessala e a sala principal, também chamada de naos (cella). No final do Heládico IIIB (1300-1200 a. C.) a acrópole era cercada por uma imponente muralha de até 6m de espessura. Por outro lado, uma fonte encontrada na encosta norte da acrópole também pertence ao período micénico, uma vez que os achados cerâmicos no local mostram que foi construída no final do século XIII a.C. Discute-se se a entrada do contingente ateniense no catálogo de navios da Ilíada, que descreve um templo, reflete um acontecimento do período micênico ou posterior.

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Geologia

A acrópole se destaca na paisagem da Ática com seus paredões em degrau em três lados. É acessível a pé somente pelo oeste, onde é ligada à colina do areópago por uma estreita passagem. É formada por camadas de pedra calcária azul-cinzenta, muito dura mas permeável, que se apóiam sobre camadas de xisto arenoso, macio como a pedra calcaria mas impermeável. Este arranjo leva à formação de fontes de água e lapas no pé da colina, que são fatores de atração para habitação humana sobre e ao redor da colina desde a pré-história.[carece de fontes?]

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História

Presença humana

Os artefatos mais antigos datam de meados do período Neolítico, embora existam habitações documentadas na Ática do começo deste período, cerca de 6000 a.C. Na Idade do Bronze, existem poucas dúvidas que existiu um mégaro micénico no topo da colina, servindo de habitação para o potentado local seus agregados, oficinas, locais de culto e habitações comuns. O local era cercado por uma muralha chamada ciclópica (entre 4,5 e 6 metros de largura), consistindo de dois parapeitos construídos com largos blocos de pedra e agregados com uma argamassa de terra chamada emplekton. A parede segue a típica forma micénica, onde o portão era oblíquo, com um parapeito e uma torre protegendo o lado direito dos invasores, facilitando a defesa. Existiam dois acessos menores à colina pelo lado norte, consistindo de estreitas escadarias de degraus recortados na pedra. Homero deve se referir a essa época quando menciona "a sólida casa de Eritreu" (Odisseia 7.81).

Período negro

Parece que a Acrópole foi poupada da violenta destruição que aconteceu em outros palácios micénicos, já que não existe sinal de fogo ou outro tipo de destruição na qual poucos artefatos da época sobrevivem. Isto está de acordo com as lendas dóricas, de que resistiram sucessivamente aos ataques. Não se conhece muito do preciso estado das edificações na era arcaica, exceto que foi tomada na revolta de Quilon e duas vezes por Pisístrato, mais como golpes de estado do que cercos. Não obstante, parece que nessa época foi edificada uma parede com nove portões chamada ‘’Eneapylon’’, cercando a maior das fontes, chamada Clepsidra, a nordeste. Pisístrato foi quem estabeleceu um local no lado sudoeste, para o culto de Ártemis "Bauronia", culto de sua terra natal, Bauron.

Época arcaica

Sabe-se com alguma certeza que um templo considerável para Atena Polias (padroeira da cidade) foi erguido pelo meio do século VI a.C.. Este templo dórico de pedra calcária, do qual sobrevivem muitas relíquias, é referido como templo do "Barbazul", por causa de uma escultura de homens-serpente do pendimento, onde a barba era pintada de azul escuro. Se este templo substituiu outro, ou foi erguido sobre o local de um antigo altar não é conhecido ao certo. No fim do mesmo século, outro templo tinha sido construído, o Archaiios Naos ("Templo antigo"), o qual acredita-se ter sido dedicado a Atenas Partenos ("virgem") , culto que superou o do "Barbazul".

As construções de Péricles

A maior parte das construções foram erguidas pela liderança de Péricles, durante a "era de ouro" de Atenas (460 – 430 a.C.). Fídias, o grande escultor grego, e Ictino e Calícrates, dois famosos arquitetos, foram os responsáveis pela reconstrução. Durante o século V a.C., a acrópole ganhou sua forma final. Cimon e Temístocles ordenaram a reconstrução dos lados sul e norte das muralhas, e Péricles encomendou o Partenon. Em 437 a.C., Mnésciles começou o Propileu, portão monumental com colunas de mármore pentélico, parcialmente construído sobre o propileu de Pisístrato, obra terminada em 432 a.C. com duas alas. Ao mesmo tempo começaram as obras do pequeno templo jônico de Atena Nice. Depois de uma interrupção causada pela guerra do Peloponeso, foram terminados ao tempo de paz de Nícias, de 421 a 415 a.C..

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Plano geral

Planta da Acrópole De Atenas Mostrando os Principais Vestígios Arqueológicos

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Restauração

O projeto de restauração da Acrópole começou em 1975 e agora está em conclusão. O objetivo da restauração era reverter a decadência de séculos de atrito, poluição, destruição decorrente do uso militar e restaurações passadas que foram feitas de maneiras equivocadas. O projeto incluiu a coleta e identificação de todos os fragmentos de pedra (até mesmo os pequenos) da Acrópole e suas encostas e a tentativa foi feita para restaurar o máximo possível usando material original reaproveitado (anastilose), com o novo mármore do Monte Pentélico usado com moderação. Toda a restauração foi feita usando pernos de titânio e foi projetada para ser completamente reversível, caso futuros especialistas decidam mudar as coisas. Foi utilizada uma combinação de tecnologia moderna de ponta e pesquisa extensiva e reinvenção de técnicas antigas. As colunatas do Partenon, destruídas em grande parte pelo bombardeio veneziano no século XVII, foram restauradas, com muitas colunas que foram erroneamente montadas agora colocadas corretamente. O teto e o piso das Propylae foram parcialmente restaurados, com seções do telhado feitas de mármore novo e decoradas com insertos azuis e dourados, como no original. A restauração do Templo de Atena Nice foi concluída em 2010.

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Significado cultural

A cada quatro anos, os atenienses tinham um festival chamado Panateneias que rivalizava com os Jogos Olímpicos em popularidade. Durante o festival, uma procissão (que se acredita ser retratada no friso do Partenon) percorria a cidade através do Caminho Panatenaico e culminava na Acrópole. Lá, uma nova manta de lã (peplos) era colocada na estátua de Atenas Polias, no Erecteion (durante as pequenas Panateneias) ou na estátua de Athena Partenos, no Partenon (durante as Grandes Panateneias, realizadas a cada quatro anos).

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Fontes consultadas

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