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Malásia

Malásia é um país do Sudeste Asiático que compreende dois territórios distintos: a parte sul da península Malaia e ilhas adjacentes, e uma seção do norte da ilha de Bornéu. A península da Malásia confina a norte com a Tailândia, a leste com o mar da China Meridional, e a sul e a oeste com o estreito de Malaca, fazendo fronteiras marítimas com a Indonésia, a leste, sul e oeste, com Singapura a sul e com o Vietnã a nordeste. A Malásia Insular limita a oeste e a norte com o mar da China Meridional, a norte com o Brunei, a leste com o mar de Sulu e a sul com a Indonésia, fazendo fronteira marítima com as Filipinas a norte e a leste. A capital do país é Kuala Lumpur, sendo Putrajaia a sede do governo federal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Etimologia

O nome Malásia é uma combinação da palavra "malaio" e do sufixo greco-latino "-σία/-sia". A palavra melayu, do idioma malaio, pode derivar das palavras em tâmil malai e ur, que significam "montanha" e "cidade, terra", respectivamente. Malayadvipa era a palavra usada por comerciantes indianos antigos para se referir à península malaia. Além dessa hipóteses, a palavra melayu (ou mlayu) pode ter sido usada no antigo malaio/javanês para se referir a "acelerar ou correr de forma constante". Este termo foi criado para descrever a forte correnteza do rio Melayu, em Sumatra. O nome foi mais tarde, possivelmente, adotado pelo Reino Melayu, que existiu no século VII em Samatra.

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História

Primeiros povos

Evidências de habitação humana moderna na região da atual Malásia remontam há 40 mil anos. Acredita-se que os primeiros habitantes da Malásia Peninsular tenham sido os negritos. Os comerciantes e colonos da Índia e da China chegaram no século I, estabelecendo portos e cidades costeiras nos séculos II e III. A presença deles resultou em uma forte influência das culturas indiana e chinesa sobre as culturas locais e os povos da Península Malaia começaram a praticar religiões como o hinduísmo e o budismo. Inscrições em sânscrito surgem nos séculos IV ou V. O reino de Langkasuka surgiu por volta do século II, no norte da Península Malaia e durou até por volta do século XV. Entre os séculos VII e XIII, grande parte do sul da Península Malaia era parte do Império Serivijaia. Após a queda de Serivijaia, o Império de Majapait teve influência sobre a maior parte da península e do arquipélago malaio. O islamismo começou a se espalhar entre os malaios no século XIV. No início do século XV, Parameswara, um príncipe do antigo império Serivijaia, fundou o Sultanato de Malaca, geralmente considerado o primeiro Estado independente na área da península. A cidade de Malaca foi um importante centro comercial durante este período, atraindo o comércio de toda a região.

Colonização europeia

Em 1511, Malaca foi conquistada pelo Império Português, mas foi tomada pelos neerlandeses em 1641. Em 1786, o Império Britânico estabeleceu-se na Malásia, quando o sultão de Quedá arrendou Penão para a Companhia Britânica das Índias Orientais. Os britânicos obtiveram a cidade de Singapura em 1819 e, em 1824, assumiram o controle de Malaca após o Tratado Anglo-Neerlandês. Em 1826, os britânicos controlavam diretamente Penão, Malaca, Singapura e a ilha de Labuão, que eles estabeleceram como a colônia da coroa dos Estabelecimentos dos Estreitos. Por volta do século XX, os estados de Pahang, Selangor, Perak e Negeri Sembilan, conhecidos em conjunto como Estados Federados Malaios, tinham residentes britânicos nomeados para aconselhar os governantes locais, a quem os governantes eram obrigados a submeter-se por conta de um tratado. Os restantes cinco estados da península, conhecidos como Estados Malaios não Federados, embora não estivessem diretamente sob o domínio britânico, também aceitaram conselheiros britânicos por volta da virada do século XX. O desenvolvimento na península e no Bornéu era geralmente separado até o século XIX. Sob a administração britânica a imigração de chineses e indianos para servir como trabalhadores foi encorajada. A área atual de Sabá ficou sob controle britânico como Bornéu do Norte, quando tanto o sultão de Brunei como o sultão de Sulu transferiram seus respectivos direitos territoriais de propriedade, entre 1877 e 1878. Em 1842, Sarauaque foi cedida pelo sultão de Brunei a James Brooke, cujos sucessores a governaram como "rajás brancos" sobre um reino independente até 1946, quando então tornou-se uma colônia da coroa.

Independência

Na Segunda Guerra Mundial, o exército do Império do Japão invadiu e ocupou Malásia britânica, Bornéu do Norte, Sarauaque e Singapura por mais de três anos. Durante este período, tensões étnicas foram levantadas e o nacionalismo cresceu. O apoio popular para a independência aumentou após Malaya ser reconquistada pelas Forças Aliadas. Os planos britânicos no pós-guerra de unir a administração de Malaya sob uma única colônia da coroa chamada de União Malaia teve forte oposição dos malaios, que se opunham ao enfraquecimento dos governantes locais e à concessão de cidadania para chineses. A União Malaia, criada em 1946 e que consistia de todas as possessões britânicas na península malaia, com excepção de Singapura, foi rapidamente dissolvida e substituída pela Federação da Malásia, que restaurou a autonomia dos governantes dos estados malaios sob domínio britânico. Durante esta época, os rebeldes, em sua maioria chineses, sob a liderança do Partido Comunista da Malásia, começaram operações de guerrilha destinadas a expulsar os britânicos de Malaya. O levante malaio ocorreu entre 1948 e 1960 e envolveu uma campanha anti-insurgência por tropas da Commonwealth na Malásia. A repressão foi muito severa e levou a inúmeras atrocidades. Após isto, um plano foi posto em prática para criar uma federação malaia com as colônias da coroa do Bornéu do Norte (que aderiu como Sabá), Sarauaque e Singapura. A data proposta para a criação da federação foi 31 agosto de 1963, no entanto a data foi adiada para 16 de setembro de 1963 devido à oposição de Sukarno, da Indonésia, e do Partido Povos Unidos de Sarauaque.

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Geografia

A Malásia é o 67.º maior país por área territorial total, com uma área de 329 847 km2. A nação malaia tem fronteiras terrestres com a Tailândia a oeste e com a Indonésia e Brunei a leste. O país está ligado com Singapura por uma ponte. O país também tem fronteiras marítimas com o Vietnã e as Filipinas. As fronteiras terrestres são definidas em grande parte por características geológicas, tais como os rios Perlis e Golok e o Canal Pagalayan, enquanto algumas das fronteiras marítimas ainda estão em disputa. Brunei forma o que é quase um enclave no território da Malásia, sendo que o estado de Sarauaque divide o pequeno país em duas partes. A Malásia é o único país com território no continente asiático e no arquipélago malaio. Tanjung Piai, localizado no sul do estado de Johor, é o extremo sul da Ásia continental. O Estreito de Malaca, situado entre Samatra e a península da Malásia, é uma das vias mais importantes no comércio global, por onde passa 40% do comércio do mundo.

Biodiversidade

A Malásia assinou a Convenção sobre Diversidade Biológica, no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 1993 e tornou-se uma parte da convenção em 24 de junho de 1994. O país posteriormente produziu uma Estratégia de Biodiversidade e Plano de Ação Nacional, que foi recebida pela convenção em 16 de abril de 1998. O país é considerado megadiverso, com um elevado número de espécies e altos níveis de endemismo. Estima-se que o território da Malásia contenha 20% das espécies animais do planeta. Os altos níveis de endemismo são encontrados nas diversas florestas das montanhas de Bornéu, onde as espécies são isoladas uma da outra por uma floresta de várzea.

Clima

Em torno das duas metades da Malásia há várias ilhas, sendo a maior Banggi. O clima local é equatorial e caracteriza-se pelas monções anuais sudoeste (abril a outubro) e nordeste (outubro a fevereiro). Junho, julho e agosto são os meses mais secos do ano. A temperatura é quente, no geral, pela proximidade com a Linha do Equador, oscilando entre 20 °C e 30 °C, mas moderada pela presença dos oceanos ao redor, e também varia em função da altitude, em que se podem observar médias de 22 °C durante o dia e 15 °C à noite. A umidade é geralmente alta, girando em torno de 90%, e a precipitação média anual é de 2 500 mm.[carece de fontes?] Os climas da península e da parte oriental diferem, sendo que o clima na península é diretamente afetado pelo vento do continente, ao contrário do clima mais marítimo do Oriente. Os climas locais podem ser divididos em três regiões: montanhas, planícies e costeiro. A mudança climática é susceptível de afetar os níveis do mar e as chuvas, aumentando os riscos de inundação e levando a secas.

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Demografia

Segundo o censo 2020, a população da Malásia era de 32 447 385 habitantes, o que classifica o país como 42.º mais populoso do mundo. A população malaia é composta por muitos grupos étnicos. Em 2010, os cidadãos malaios, dos quais 69,9% eram bumiputera, compunham 91,8% da população. De acordo com a definição constitucional, os malaios são muçulmanos que praticam os costumes e a cultura malaia. Desempenham um papel dominante politicamente. O estatuto de bumiputera também é concedido a certos povos indígenas não malaios, como tais, khmers, chames e os nativos de Sabá e Sarauaque. Os bumiputera não malaios constituem mais de metade da população de Sarauaque e mais de dois terços da população de Sabá. Existem também grupos aborígenes em muito menor número na península, onde são conhecidos coletivamente como Orang Asli. As leis sobre a quem pode ser atribuído o estatuto bumiputera variam entre os estados malaios.

Religiões

A Constituição da Malásia garante a liberdade de religião, ao mesmo tempo que declara o islamismo a religião oficial. De acordo com o Recenseamento da População e Habitação de 2020, etnia e crenças religiosas estão altamente correlacionados. Aproximadamente 63,5% da população é adepta do islamismo, 18,7% pratica o budismo, seguida do cristianismo (9,1%), do hinduísmo (6,1%) e do confucionismo, taoísmo e outras religiões tradicionais chinesas, com 0,9%. Cerca de 1.8% da população declararam não ter nenhuma filiação religiosa. A escola de jurisprudência do islamismo sunita de Shafi é o ramo dominante do islamismo na Malásia. Ainda conforme a constituição malaia, nesta está definido estritamente o que é um "cidadão malaio", considerando-se aqueles que são muçulmanos, falam o idioma malaio regularmente, praticam costumes malaios e vivem ou têm antepassados de Brunei, Malásia e Singapura.

Línguas

A língua oficial da Malásia é o malaio. A terminologia, de acordo com a política do governo, é Bahasa Malaysia (literalmente "língua malásia") mas a legislação continua a referir-se à língua oficial como Bahasa Melayu (literalmente "língua malaia"). Historicamente, o inglês era a língua administrativa de facto, com o malaio tornando-se a língua predominante após os motins raciais de 1969. O inglês continua a ser uma segunda língua ativa, com seu uso permitido para determinados fins oficiais nos termos da Lei Nacional de Línguas, de 1967, e serve como meio de instrução para a matemática e as ciências em todas as escolas públicas. O inglês na Malásia é amplamente utilizado na área dos negócios, juntamente com o Manglish, que é uma forma coloquial do inglês com o malaio, com influências do chinês e do tâmil. O governo desencoraja o uso do malaio não padrão, mas não tem poder para emitir compostos ou multas para aqueles que fazem o uso impróprio do malaio em suas propagandas.

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Governo e política

A Malásia é uma monarquia eletiva constitucional federal. O sistema de governo é modelado a partir do sistema parlamentar de Westminster, um legado do domínio colonial britânico. O chefe de Estado é o Yang di-Pertuan Agong, comumente referido como o rei. O rei é eleito para um mandato de cinco anos por entre os nove governantes hereditários dos estados malaios; os outros quatro estados, que têm governadores titulares, não participam da seleção. Por acordo informal o cargo é alternado sistematicamente entre os nove e tem sido mantido por Ibrahim Ismail de Johor desde 31 de janeiro de 2024. O papel do rei tem sido em grande parte cerimonial desde mudanças na constituição de 1994. O poder legislativo é dividido entre os legislativos federais e estaduais. O parlamento federal bicameral consiste na câmara baixa, a Câmara dos Representantes, e a câmara alta, o Senado. Os 222 representantes da Câmara dos Representantes são eleitos para um mandato máximo de cinco anos a partir de círculos uninominais. Todos os 70 senadores mantêm mandatos de três anos; 26 são eleitos pelas 13 assembleias estaduais e os restantes 44 são nomeados pelo rei, após recomendação do primeiro-ministro. O parlamento segue um sistema multipartidário e desde a independência da Malásia tem sido governada por uma coalizão multipartidária conhecida como Barisan Nasional (Frente Nacional).

Relações internacionais

Um membro fundador da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), o país participa de várias organizações internacionais, como as Nações Unidas, a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), o D-8 e o Movimento dos Países Não Alinhados (MNA). O governo malaio presidiu a ASEAN, a OIC e a NAM no passado. Uma ex-colônia britânica, é também um membro da Commonwealth. A cidade de Kuala Lumpur foi o local da primeira Cúpula do Leste Asiático em 2005. A política externa da Malásia é oficialmente baseada no princípio da neutralidade e em manter relações pacíficas com todos os países, independentemente de seu sistema político. O governo atribui uma alta prioridade para a segurança e a estabilidade do Sudeste Asiático e procura desenvolver relações com os outros países da região. Historicamente, o governo tem tentado retratar a Malásia como uma nação islâmica progressista, enquanto reforça as relações com outros Estados islâmicos. Um forte princípio da política da Malásia é a soberania nacional e o direito de um país para controlar seus assuntos internos.

Forças armadas

As Forças Armadas da Malásia têm três ramos: a Marinha Real da Malásia, o Exército da Malásia e a Força Aérea Real da Malásia. No país não há serviço militar obrigatório e a idade exigida para o serviço militar voluntário é de 18 anos. Os militares usam 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) malaio e empregam 1,23% da mão de obra local. Atualmente, a Malásia está passando por um grande programa para expandir e modernizar todos os três ramos das suas forças armadas. Os Cinco Acordos de Força de Defesa são uma iniciativa regional de segurança que está em vigor há quase 40 anos. Trata-se de exercícios militares conjuntos realizados entre os militares de Malásia, Singapura, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido. Os exercícios conjuntos foram feitos com Brunei, Indonésia e Estados Unidos. Malásia, Filipinas e Tailândia fizeram um acordo para sediar exercícios das forças de segurança conjuntos para garantir a sua fronteira marítima e enfrentar questões como a imigração ilegal e o contrabando. Há temores de que a agitação nas áreas muçulmanas de Mindanau, Filipinas e sul da Tailândia possam se espalhar para a Malásia.

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Subdivisões

A Malásia é uma federação de 13 estados e três territórios federais. Estes são divididos entre duas regiões, com 11 estados e dois territórios federais na Malásia Peninsular e os outros dois estados e um território federal, na Malásia Oriental. Cada estado é dividido em distritos, que são então divididas em mukim. Em Sabá e Sarauaque os distritos são agrupados em divisões. A governança dos estados é dividida entre o os governos federal e estadual, com diferentes poderes reservados para cada um deles, sendo que o governo federal tem administração direta dos territórios federais. A administração de nível inferior é realizada pelas autoridades locais, que incluem conselhos de cidades, conselhos distritais e conselhos municipais, embora órgãos estatutários autônomos possam ser criadas pelos governos federal e estadual para lidar com determinadas tarefas. Há 144 autoridades locais, que consistem em 11 prefeituras, 33 câmaras municipais e 97 conselhos distritais.

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Economia

A Malásia é uma economia de mercado relativamente aberta, orientada pelo Estado e recentemente industrializada. O Estado desempenha um papel importante, mas em declínio, ao guiar a atividade econômica através de planos macroeconômicos. A Malásia teve um dos melhores desempenhos econômicos da Ásia, visto que seu PIB cresceu em média 6,5 por cento ao ano entre 1957 e 2005. Em 2014, o PIB (PPC) foi de cerca de 746,821 bilhões* de dólares, a terceira maior economia da ASEAN e a 28.ª maior do mundo. Viktor Shvets, o diretor-gerente do Credit Suisse, disse que "a Malásia tem todos os ingredientes certos para se tornar uma nação desenvolvida". O comércio internacional, facilitado pela rota marítima adjacente ao estreito de Malaca, e a manufatura são os setores-chave da economia. A Malásia é um país exportador de recursos naturais e agrícolas e o gás natural é um grande produto de exportação (foi o 9º maior exportador de gás do mundo em 2015). Em 2018, o país era o 2º maior produtor do mundo de óleo de palma e o 7º maior de borracha natural. Na mineração, em 2019, o país era o 11º maior produtor mundial de manganês, o 11º maior produtor mundial de estanho, e o 12º maior produtor mundial de bauxita. A Malásia tinha a 24ª indústria mais valiosa do mundo (US$ 78,1 bilhões), de acordo com a lista de 2019 do Banco Mundial. Neste ano o país foi o 23ª maior produtor de veículos do mundo (571 mil unidades), o 35ª maior produtor de aço (4 milhões de toneladas), e o 8º maior produtor mundial de óleo de coco. A manufatura tem uma grande influência na economia do país, embora a estrutura econômica da Malásia tenha afastado esse tipo de atividade econômica.

Turismo

Em um esforço para diversificar a economia e torná-la menos dependente das exportações, o governo tem pressionado para aumentar o setor de turismo no país. Como resultado, o turismo tornou-se a terceira maior fonte de divisas da Malásia, embora seja ameaçado pelos efeitos negativos do crescimento da economia industrial, como grandes quantidades de poluição do ar e da água, juntamente com o desmatamento que afetam as atividades turísticas. O setor do turismo esteve sob alguma pressão em 2014, quando a transportadora nacional Malaysia Airlines teve um de seus aviões desaparecido em março, enquanto outro foi derrubado por um míssil sobre a Ucrânia em julho, o que resultou na morte de um total de 537 passageiros e tripulantes. O estado da companhia aérea, que tinha sido rentável por três anos, levou o governo em agosto de 2014 a nacionalizar a empresa, ao comprar os 30% que ainda não possuía.

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Infraestrutura

A infraestrutura da Malásia é uma das mais desenvolvidas da Ásia. A sua rede de telecomunicações é a segunda maior do Sudeste Asiático, atrás apenas de Singapura, com 4,7 milhões de assinantes de telefonia fixa e mais de 30 milhões de assinantes de celulares. A país tem sete portos internacionais, sendo o principal o Porto de Klang. Há 200 parques industriais, juntamente com parques especializados, como o Parque Tecnológico Malásia e Parque de Alta Tecnologia Kulim. A água doce está disponível para mais de 95 por cento da população. Durante o período colonial, o desenvolvimento estava concentrado principalmente em cidades economicamente poderosas. Embora as áreas rurais tenham sido foco de grande desenvolvimento, elas ainda ficam atrás de áreas como a costa oeste da península da Malásia. A rede de telecomunicações, embora forte em áreas urbanas, é menos disponível para a população rural.

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Cultura

A Malásia tem uma sociedade multiétnica, multicultural e multilíngue. A cultura original da área resultou de tribos nativas que habitavam o território junto com os malaios. Influência substancial existe das culturas chinesa e indiana, que remonta a quando o comércio exterior começou na região. Outras influências culturais incluem a persa, a árabe e a britânica. Devido à estrutura do governo, juntamente com a teoria do contrato social, tem havido assimilação cultural mínima das minorias étnicas. Em 1971, o governo criou uma "Política Nacional de Cultura", que define a cultura da Malásia. Ele afirmou que a cultura do país deve basear-se na cultura dos povos nativos da Malásia, que podem incorporar elementos adequados de outras culturas e que o islamismo deve desempenhar um papel nela. Também promoveu a língua malaia acima das outras. Esta intervenção do governo na cultura tem causado ressentimento entre os não malaios que sentem que a sua liberdade cultural foi diminuída. Associações chinesas e indianas apresentaram memorandos para o governo, acusando-o de formular uma política de cultura antidemocrática.

Belas Artes

A arte tradicional da Malásia foi centrada principalmente nas áreas de tecelagem e ourivesaria. Esta arte varia em cada região, de cestas artesanais em áreas rurais, para a prataria, presente nos tribunais malaios. Obras de arte comuns incluem elementos ornamentais, tais como o kris e artefatos produzidos com noz de areca, além de tecidos como o batik e o songket. Indígenas do leste do país são conhecidos por suas máscaras de madeira. Cada grupo étnico tem artes distintas umas das outras, com pouca sobreposição entre elas. No entanto, a arte malaia mostra alguma influência do norte da Índia, devido à influência histórica daquela sobre a região.

Culinária

A culinária da Malásia reflete a composição multiétnica de sua população. Muitas culturas do interior do país e de regiões vizinhas têm influenciado fortemente a gastronomia. Grande parte da influência vem das culinárias chinesa, indiana, tailandesa, javanesa e das culturas de Samatra, em grande parte devido ao país ser parte da antiga rota das especiarias. A culinária é muito semelhante à de Singapura e Brunei, e também tem semelhança com a culinária filipina. As diferentes regiões do país têm pratos variado, e, muitas vezes, determinados pratos típicos são diferentes dos pratos originais.

Mídia

Os principais jornais da Malásia são de propriedade dos partidos do governo e políticos da coalizão governista, embora alguns dos principais partidos da oposição também têm os seus próprios periódicos, que são vendidos abertamente ao lado de jornais regulares. Existe uma divisão entre os meios de comunicação nas duas metades do país. Acredita-se que a mídia peninsular dê baixa prioridade às notícias do Oriente, e muitas vezes trata os estados orientais como colônias da península. Os meios de comunicação têm sido responsabilizados por aumentar a tensão entre a Indonésia e Malásia, dando aos malaios uma má imagem dos indonésios. O país tem jornais nos idiomas malaios, inglês, chinês e tâmil.

Feriados

Um notável número de feriados e festas podem ser encontrados no calendário malaio ao longo do ano. Alguns são de caráter federal e outros são adotados apenas por alguns estados. Alguns festivais são promovidos por determinados grupos étnicos ou religiosos, e o principal feriado de cada grupo principal foi declarado como feriado público. O feriado nacional de maior destaque é o Hari Merdeka (Dia da Independência) em 31 de agosto, em comemoração à independência da Federação da Malásia, em 1957. Em 16 de setembro, posteriormente, comemora-se a federação, ocorrida em 1963. Outros feriados nacionais notáveis são o Dia do Trabalhador (1 de maio) e o aniversário do rei (primeira semana de junho).

Esportes

Os esportes mais populares na Malásia são o futebol, o badminton, o hóquei em campo, os lawn bowls, o tênis, o squash, as artes marciais, o hipismo e o iatismo. O futebol é o esporte mais praticado e o país está atualmente estudando a possibilidade de licitação como um anfitrião para a Copa do Mundo FIFA de 2034. Jogos de badminton atraem milhares de espectadores, e desde 1948, a Malásia tem sido um dos quatro países que detêm a Thomas Cup, o troféu de badminton. A Federação da Malásia de Lawn Bowls foi registrada em 1997. O squash foi trazido para o país por membros do exército britânico, com a primeira competição sendo realizada em 1939. A Associação de Squash da Malásia foi criada em 25 de junho de 1972. A Malásia propôs um campeonato de futebol no Sudeste Asiático. A seleção masculina de hóquei em campo é tida como a 13.ª melhor do mundo desde junho de 2014. O país sediou a Copa do Mundo de Hóquei Masculino, hospedado no Estádio Merdeka, em Kuala Lumpur. O país também tem o seu próprio circuito de Fórmula 1, o Circuito Internacional de Sepang. Ele percorre 310 408 km e realizou seu primeiro grande prêmio em 1999.

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Fontes consultadas

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