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Açoca

Açoca, Asoca ou Axoca, também conhecido como Açocavardana ou Açoca, o Grande foi o imperador do Império Máuria que reinou entre 273 e 232 a.C. Frequentemente citado como um dos maiores imperadores da Índia, Açoca reinou sobre a maior parte do território correspondente à Índia atual depois de várias conquistas militares. Seu império estendia-se do atual Paquistão, Afeganistão e partes do Irã, a oeste, até Bengala e os atuais estados indianos de Assão, a leste, e de Maiçor, ao sul. Sua capital era em Mágada. Ele converteu-se ao budismo, abandonando a tradição védica predominante, depois de testemunhar os massacres da guerra de Calinga, que ele mesmo havia iniciado devido a seu desejo de conquista. Dedicou-se posteriormente à propagação do budismo na Ásia e estabeleceu monumentos marcando diversos lugares significativos na vida de Gautama Buda.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

Primeiros anos

Açoca era filho do imperador máuria Bindusara e de sua rainha Dharma (embora ela fosse uma brâmane ou shubhadrangi, era subestimada porque não tinha sangue real). Açoca teve vários irmãos mais velhos (todos meio-irmãos, filhos de outras esposas de Bindusara). Ele tinha apenas um irmão mais novo, Vitthashoka (um irmão muito amado da mesma mãe). Devido à sua grande inteligência e habilidades de guerreiro, dizia-se ter sido o favorito de seu avô Chandragupta Máuria. Como diz a lenda, quando Chandragupta Máuria deixou seu império por uma vida jainista, ele jogou fora sua espada. Açoca encontrou a espada e a guardou, apesar da advertência de seu avô.

Ascensão ao poder

Revelando-se um general guerreiro impecável e um político astuto, Açoca passou a comandar vários regimentos do exército máuria. Sua crescente popularidade em todo o império fez seus irmãos mais velhos desconfiarem de suas chances de serem preferidos por Bindusara para se tornarem o próximo imperador. O mais velho deles, Susima, o tradicional herdeiro ao trono, convenceu Bindusara a enviar Açoca para reprimir uma revolta em Taxila, uma cidade no distrito noroeste da região paquistanesa de Punjab, onde o príncipe Susima era o governador. Taxila era um lugar muito inconstante por causa do estado de guerra entre a população indo-grega e da má gestão do próprio Susima. Isto levou à formação de diferentes milícias, causando tumultos. Açoca consentiu e partiu para a área problemática. Quando as notícias da visita de Açoca com seu exército começaram a aparecer, ele foi saudado pelas milícias revoltantes e a rebelião terminou sem um conflito (a província revoltou-se mais uma vez durante o reinado de Açoca, mas desta vez a revolta foi esmagada com punho de ferro).

Conquista de Calinga

Enquanto a primeira parte do reinado de Açoca foi aparentemente bastante sanguinária, ele se tornou um seguidor dos ensinamentos de Buda após a conquista de Calinga, na costa leste da Índia, no estado atual de Orissa. Calinga era um estado que se orgulhava de sua soberania e democracia. Com a sua democracia parlamentar monárquica, o estado era uma completa exceção na Índia antiga, onde existia o conceito de Rajdharma (Rajdharma significa "o dever dos governantes", que era intrinsecamente entrelaçado com o conceito de bravura e darma xátria). O pretexto para o início da Guerra de Calinga (265 ou 263 a.C.) é incerto. Um dos irmãos de Susima poderia ter fugido para Calinga e encontrado refúgio oficial lá. Isto teria enfurecido Açoca imensamente. Ele foi aconselhado por seus ministros para atacar Calinga devido a este ato de traição. Açoca então pediu que Calinga lhe pagasse para manter sua supremacia. Quando eles se recusaram a qualquer pagamento, Açoca enviou um de seus generais para Calinga para fazê-los ceder.

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Fontes consultadas

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