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Tapirus

Tapirus é o único gênero da família Tapiridae da ordem Perissodactyla. Habita o continente americano e o Sudeste Asiático, sendo conhecidos popularmente por anta ou tapir. São os maiores mamíferos dos Neotrópicos. Também são os únicos mamíferos neotropicais da ordem Perissodactyla, os ungulados de dedos ímpares. Atualmente, são conhecidas cinco espécies viventes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Etimologia

"Anta" originou-se do termo árabe lamta. Também são conhecidos pelo nome tupi tapir, derivado do original tapi'ira.

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Taxonomia e evolução

O gênero Tapirus foi descrito por Mathurin Jacques Brisson, em 1762. Antes disso, Linnaeus havia considerado as espécies do gênero dentro de Hippopotamus. A família Tapiridae só foi descrita por John Edward Gray em 1821. A espécie tipo considerada, Tapirus terrestris, incluía Tapirus pinchaque. Tapirus bairdii já foi classificado em um gênero a parte, Tapirella, e Tapirus indicus em Acrocodia. Atualmente, todas estão incluídas no gênero Tapirus. Os primeiros tapirídes, tais como Heptodon, apareceram no Eoceno. Eram muito parecidos com as espécies atuais, mas tinham metade do tamanho e careciam da probóscide. Os primeiros tapirídeos verdadeiros surgiram no Oligoceno. No Mioceno, o até então Miotapirus era indistinguível do atual Tapirus. Tapirídeos asiáticos e americanos divergiram há entre 20 a 30 milhões de anos: os ancestrais das antas migraram para a América do Sul há cerca de 3 milhões de anos, como parte do Grande Intercâmbio Americano. Por muito tempo, as antas eram comuns na América do Norte, se extinguindo há cerca de 10000 anos. T. merriami, T. veroensis, T. copei, e T. californicus se tornaram extintos na América do Norte no Pleistoceno. O "tapir-gigante" Megatapirus sobreviveu até há cerca de 4000 anos, na China.

Espécies viventes

São conhecidas cinco espécies do gênero, sendo que uma quinta espécie foi descrita em 2013. Belize, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, El Salvador (extinta) Indonésia (ilha de Sumatra), Malásia, Myanmar, Tailândia Bolívia (extinta), Colômbia, Equador, Peru, Venezuela (extinta) Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela

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Características

A anta chega a pesar trezentos quilogramas. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pelos, que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma frequentemente banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas. Herbívora monogástrica seletiva, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasto. Pode ser vista se alimentando até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. Passa quase dez horas por dia forrageando em busca de alimento. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar. De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.

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Uso pelo homem

A carne da anta é comestível pelo ser humano.<[carece de fontes?] Sua pele também pode ser usada como couro (os índios brasileiros, até a chegada dos portugueses, costumavam fabricar escudos feitos com o couro da anta).

Criação

Atualmente, existem iniciativas isoladas de criação de anta pelo ser humano (criadouros conservacionistas, hotéis fazendas e resorts).

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Fontes consultadas

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