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Acatisto

O Acatisto ou Acatisto à Mãe de Deus (Teótoco) é um hino composto em honra da Mãe de Jesus Cristo, entre os mais famosos da liturgia cristã. O serviço durante o qual o hino é cantado também é referido como "Saudações".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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História

Não há um registro fiel e definitivo sobre a autoria deste hino, nem a datação. Há várias suposições. No entanto sabe-se que o hino é de tradição das igrejas católicas orientais e que foi incluso nos Hinógrafos Eclesiásticos em 626 d.C.. Possivelmente, então, a criação e uso do Akathistos é muito anterior a esta data. Muito se tem escrito sobre sua autoria e sobre a ocasião para que o Akathistos foi composto. Todos os estudiosos concordam que é um hino escrito em honra da Santíssima Virgem e muitos deles, enganados pelo conteúdo do Prooemium, segundo um autor, sustentam a opinião de que data do ano 626, quando o Cerco de Constantinopla pelos persas milagrosamente desmoronou e a cidade foi salva. O Acatisto é um Contácio. Trata-se de uma forma poética de homilética pessoal, associada ao nome de Ciríaco, o Anacoreta e, acima de tudo de Romanos, que viveram no final do quinto e início do sexto século. Pode-se até chamar o contácio de sermão poético. Não temos nenhuma evidência, contudo, para determinar a data exata em que o contácio se desenvolveu e quando, pela primeira vez, o nome de contácio foi usado para designar o novo gênero poético.

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Estrutura

O Acatisto é formado por um introito (Rei Celeste) e 24 estâncias, sendo que em cada uma delas é narrado um episódio bíblico. O enredo se desenvolve em três partes: primeiramente (estâncias de 1 a 12), dispõe sobre nascimento e infância de Jesus Cristo (Lc 1-2; Mt 1-2), comentando a teofania, isto é, o aparecimento e a primeira revelação histórica de Deus na carne humana assumida, com os efeitos salvíficos que daí derivam. As primeiras seis estâncias do hino, são de conotação cristológica, encenam e cantam a descida do Verbo e sua manifestação às primeiras testemunhas: a Virgem Maria, São João Batista, Santa Isabel e São José. As estâncias de 6 a 12, de conotação eclesial, mostram a epifania de Deus no mundo, portadora de luz e graça para todos: os protagonistas e beneficiários os pastores, os magos, os redimidos da escravidão dos ídolos e o justo Simeão, modelo da espera de Israel. A estâncias de 13 a 24 propõem a teologia da Igreja antiga, isto é, a profissão dos Dogmas Marianos.

Primeira Estância

O mais excelso dos anjos foi enviado do Céu para dizer “Ave” à Mãe de Deus. À saudação angélica, vendo-vos nela feito homem, Senhor, em êxtase permaneceu, aclamando assim a Mãe:

Segunda Estância

Maria bem sabia ser a Virgem sagrada e a Gabriel assim dizia: “A vossa singular mensagem incompreensível à minh’alma se apresenta; de seio virginal um parto predizeis, exclamando:

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Melodia e Harmonia

Evidente que um hino datado do século V ou VI, atravessando diversas fronteiras idiomáticas, sofreu, também, muitas alterações melódicas. Possivelmente, não tenhamos, hoje, nenhum registro da melodia original. A mais próxima, talvez, seja a do rito bizantino atual. A seguir, três versões atuais:

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Fontes consultadas

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