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César (cinema)

O César é o prêmio mais importante do cinema francês. A Nuit des César, como é conhecida a cerimônia, é realizada anualmente em Paris desde 1976. Os indicados ao prêmio são selecionados pelos membros de doze categorias de profissionais do cinema e apoiados pelo Ministério da Cultura francês. A cerimônia é transmitida nacionalmente pela televisão todos os anos em fevereiro. A premiação é uma iniciativa da Academia das Artes e Técnicas do Cinema, fundada em 1975.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/10/2026
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História

Imagem: Universo Produção · BY-NC-ND · Openverse

Em 1975 Georges Cravenne (1914–2009) fundou a Academia das Artes e Técnicas do Cinema com o objetivo de premiar as realizações e trabalhos artísticos mais notáveis do cinema francês, um equivalente ao Óscar norte-americano. A primeira cerimônia (Nuit des César) foi realizada em 3 de abril de 1976 sob a presidência de Jean Gabin, poucos meses antes da sua morte. O nome do prémio provém do escultor César Baldaccini, criador das estatuetas entregues aos vencedores em cada categoria. É, também, uma homenagem indireta ao ator francês Raimu, que interpretou um personagem chamado César no filme homônimo de Marcel Pagnol. O César substituiu o Étoile de cristal, um prémio concedido de 1955 a 1975. No entanto, existiram outros prémios concedidos ao cinema francês no passado, dentre eles o Grande Prémio do Cinema Francês (1934–1986), criado pelo pioneiro Louis Lumière, e as Vitórias do Cinema Francês (1946–1964).

Controvérsias

Durante a 45.ª cerimônia do César em 2020, Adèle Haenel, atriz francesa que protagonizou Portrait de la jeune fille en feu, deixou o evento quando Roman Polanski recebeu o prêmio de melhor diretor em protesto contra o fato de que notáveis abusadores sexuais na indústria cinematográfica podem receber prêmios, ao mesmo tempo em que suas vítimas são silenciadas. Polanski foi condenado por manter relações sexuais ilegais com uma garota de 13 anos na Califórnia em 1978, e também foi acusado outras vezes de estupro.

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A estatueta

Imagem: Universo Produção · BY-NC-ND · Openverse

As estatuetas do César são esculturas comprimidas de peças de metal, desenhadas em 1975 pelo escultor César Baldaccini, amigo de Georges Cravenne. Essas peças forjadas são feitas de bronze natural polido, ao contrário do Óscar, que é banhado a ouro. Este último inspirou diretamente o primeiro troféu da AATC em 1976, que era um rolo de filme fotográfico circundando uma silhueta. Em 1977, diante de uma recepção mista dos atores, Baldaccini apresentou a estatueta atual, pesando 3,5 kg e fundida na fundição Bocquel na Normandia.

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Processo de votação

Imagem: valakirka · BY-SA · Openverse

A votação para o César é feita através de duas votações pelo correio: a primeira para definir as indicações por categoria (três a cinco), e a segunda para decidir o vencedor. Os eleitores consistem em cerca de 4.000 profissionais do ramo, divididos em 12 áreas (atores, diretores, roteiristas, técnicos, produtores, distribuidores e vendedores internacionais, operadores, agentes artísticos, indústrias técnicas, diretores de elenco, assessores de imprensa e membros associados). Os critérios para votar são: ter uma carreira relativamente consistente no cinema e um patrocínio duplo na Academia. Indicados ou vencedores das edições anteriores do César estão isentos dessas formalidades. Para ajudar os eleitores, a Academia identifica a cada ano filmes lançados na França e fornece um guia das obras e dos profissionais elegíveis. Um conjunto de DVDs de produções francesas produzidas durante o ano é enviado em dezembro com o catálogo de filmes aos eleitores. Após a divulgação das indicações, no final de janeiro, os filmes indicados são exibidos em sessões especiais nos cinemas Les 3 Luxembourg no Quartier Latin, e no Le Balzac, próximo à Champs-Élysées. Todos os anos, um almoço especial ("Déjeuner des nommés aux César du cinéma") é realizado no restaurante Fouquet's na Champs-Élysées, algumas semanas antes da cerimônia.

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Lusofonia no César

Imagem: Loredana Leconte · BY-SA · Openverse

Em 20 de fevereiro de 2015 o documentário franco-ítalo-brasileiro O Sal da Terra, dirigido por Wim Wenders e Juliano Salgado foi premiado como o melhor documentário. Além disso, dois filmes brasileiros disputaram o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro: Central do Brasil (em 1999) e Aquarius (em 2017).

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Fontes consultadas

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