Palmira
Palmira foi uma antiga cidade semita, situada num oásis perto da atual cidade de Tadmor, na província de Hómece, no centro da Síria, 215 km a nordeste da capital síria, Damasco. Fundada durante o Neolítico, a cidade foi documentada pela primeira vez no início do segundo milénio a.C. como uma paragem de caravanas que atravessavam o deserto Sírio. A cidade aparece nos anais dos reis assírios e é possível que seja mencionada na Bíblia hebraica. Foi incorporada no Império Selêucida (312–63 a.C.) e posteriormente no Império Romano, sob o qual prosperou.
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Palmira situa-se 215 km a nordeste de Damasco, num oásis rodeado de palmeiras, de pelo menos 20 variedades diferentes. Um pequeno uádi (riacho), o uádi Alcubur, atravessa a área, que corre desde os montes a oeste da cidade antes de desaparecer nas hortas da parte oriental do oásis. A sul do uádi há uma nascente, chamada Efqa. Plínio, o Velho descreveu a cidade na década de 70 d.C. como sendo famosa pela sua localização, riqueza das suas terras e pelas nascentes que a rodeavam e que tornavam possível a agricultura.[a] O nome nativo mais antigo — Tadmor — é semita e é registado por fontes históricas da primeira metade do 2º milénio a.C. A sua etimologia é vaga; para Albert Schultens (1686–1750) deriva de tamar, tâmara em semita,[b] uma referência às tamareiras que rodeiam a cidade.[c] O nome "Palmira" apareceu durante o início do século I d.C., nas obras de Plínio, e foi usada no mundo greco-romano. Em geral acredita-se que "Palmira" derive de "Tadmor" como uma alteração (apoiada por Schultens)[d] ou tradução da palavra grega para "palmeira" (palame), uma teoria que é apoiada por Jean Starcky.[e]
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As escavações no sítio arqueológico de Palmira revelaram evidências de um povoado neolítico perto de Efca, onde foram encontrados alguns utensílios de pedra datados de 7 500 a.C. Estudos acústicos no tel abaixo do Templo de Bel indicam vestígios de atividade de culto que remontam a 2 300 a.C.
Período primitivo
Palmira aparece nos registos históricos durante a Idade do Bronze, c. 2 000 a.C., quando Puzuristar, o Tadmoreano negociou um contrato com a colónia assíria de Cultepe, na Capadócia. Foi depois mencionada nas tábuas de Mari[f] como uma paragem para caravanas de comércio e tribos nómadas, como os suteanos. O rei Samsiadade I da Assíria passou pela área a caminho do Mediterrâneo, no início do século XVIII a.C., quando Palmira era o ponto mais oriental do Reino de Catna. A cidade é mencionada numa tábua do século XIII a.C. descoberta em Emar, onde estão registados os nomes de duas testemunhas "tadmoreanas". No início do século XI a.C., o rei assírio Tiglate-Pileser I registou a sua vitória sobre os "arameus de Tadmar".
Períodos helenístico e romano
Durante o período helenístico Palmira esteve sob o domínio dos Selêucidas entre 312 e 63 a.C. e tornou-se uma cidade próspera. Em 217 a.C., um força militar palmirena comandada por Zabdibel[g] juntou-se ao exército do rei Antíoco III na batalha de Ráfia. Em meados da era helenística Palmira, que até aí ocupava a margem sul do uádi Alcubur, começou a expandir-se para a margem norte. No final do século II a.C., os túmulos de torre do Vale Palmireno dos Túmulos e os templos da cidade, nomeadamente os de Baal-Shamin, Alate e o templo helenístico, começaram a ser construídos. Em 63 a.C., a República Romana anexou o Império Selêucida e o general romano Pompeu estabeleceu a província romana da Síria. Palmira manteve-se independente, com relações comerciais com Roma e a Pártia, mas não pertencendo a nenhuma destas potências. A inscrição mais antiga em palmireno data de cerca de 44 a.C.; Palmira era ainda um xarifado menor, que abastecia de água as caravanas que ocasionalmente usavam a rota do deserto em que a cidade se situava. Não obstante, segundo Apiano, Palmira era suficientemente rica para que Marco António enviasse uma força militar para a conquistar em 41 a.C. Os palmirenos retiraram para terras partas, a leste do Eufrates, que prepararam para defender.
Califado árabe
Palmira foi anexada pelo Califado Ortodoxo depois de ter sido tomada em 634 pelo general muçulmano Calide ibne Alualide, que conquistou a cidade depois de uma marcha de 18 dias através do deserto Sírio desde a Mesopotâmia. Nesse tempo Palmira limitava-se ao Campo de Diocleciano e passou a fazer parte da província de Hómece. Palmira passou por um período de alguma prosperidade enquanto esteve sob o Califado Omíada e a sua população aumentou. Os Omíadas usaram parte do Templo de Bel como mesquita e como a cidade era uma paragem chave na rota comercial entre o Oriente e o Ocidente construíram um grande soco (mercado). Durante esse período, Palmira foi um reduto da tribo dos calbitas. Depois de ter perdido a guerra civil no califado entre Maruane II e Ibraim ibne Alualide, o contendedor omíada apoiante do segundo, Solimão ibne Hixame, procurou refúgio junto dos calbitas em Palmira, mas acabaria por aliar-se a Maruane em 744. Palmira continuou a opor-se a Maruane até à rendição do líder dos calbitas, Alabraxe Alcalbi, em 745. Nesse mesmo ano Maruane mandou demolir as muralhas de Palmira.
Período mameluco
Palmira foi usada como refúgio pelo neto de Almujaide, Axerafe Muça, que se aliou com o Ilcanato mongol, então governado por Hulagu Cã, e fugiu depois da derrota dos mongóis frente aos Mamelucos em 1260, na Batalha de Aim Jalute. Axerafe pediu depois perdão a Qutuz, sultão mameluco do Cairo. O perdão foi concedido e Axerafe tornou-se vassalo dos Mamelucos. Axerafe Muça morreu em 1263 sem deixar herdeiros, pelo que o Emirado de Hómece passou a ser governado diretamente pelos Mamelucos. O clã Alfadle, um ramo da tribo dos taiítas, declarou a sua lealdade aos Mamelucos e em 1284 o príncipe Muana ibne Issa do clã Alfadle foi nomeado senhor de Palmira pelo sultão Calavuno. Em 1293, Muana foi preso pelo sultão Axerafe Calil, tendo sido libertado dois anos depois pelo sultão Quitebuga, que também lhe restaurou os títulos. Muana declarou-se depois leal a Oljaitu do Ilcanato, em 1312. O sultão mameluco Anácer Maomé destituiu-o e substituiu-o pelo seu irmão Alfadle. Muana foi perdoado e recuperou o cargo em 1317, mas em 1320 ele e a sua tribo foram expulsos devido a ter continuado a relacionar-se com o Ilcanato. Foi substituído pelo líder tribal Maomé ibne Abi Becre.
Período otomano e seguintes
A Síria foi integrada no Império Otomano em 1516 e Palmira passou a fazer parte do Eialete de Damasco, como centro do sanjaque de Saliana.[t] Durante o período otomano, Palmira era uma pequena aldeia que ocupava o pátio do Templo de Bel. Depois de 1568, os otomanos nomearam o príncipe libanês Ali ibne Muça Harfuxe, do clã Harfuxe, como governador do sanjaque de Palmira, que foi destituído em 1584 por traição. Em 1630, Palmira ficou sob a autoridade de outro príncipe libanês, Facradim II, que renovou o castelo de Xircu II, que passou a ser conhecido como Castelo de Facradim Almaani (Qalʿat Ibn Maʿn). Fakhr-al-Din caiu em desgraça junto dos otomanos em 1633 e perdeu o controlo da aldeia, que permaneceu um sanjaque separado até ter sido integrado no sanjaque de Zor em 1857. Em 1867 a aldeia tornou-se a base de uma guarnição otomana ali colocada para controlar os beduínos.
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No seu auge, durante o reinado de Zenóbia, Palmira tinha mais de 200 mil residentes. Os seus habitantes mais antigos foram amoritas, no início do segundo milénio a.C. e no fim desse milénio há registos de que a área era habitado por arameus. No final do primeiro milénio a.C. instalaram-se árabes na área. Os soldados palmirenos de Zabdibel que ajudaram os Selêucidas na batalha de Ráfia (217 a.C.) foram descritos como árabes. Os novos habitantes foram assimilados pelos mais antigos, falavam a sua língua e formaram um segmento significativo da aristocracia. A cidade também teve uma comunidade judaica; na necrópole de Bete-Searim, no sul da Galileia, foram descobertas inscrições em palmireno que atestam o enterro de judeus de Palmira. Quando a cidade foi conquistada pelo Califado Ortodoxo em 634, era habitada por cristãos árabes. Durante o período omíada, a maioria dos habitantes eram da tribo Banu Calbe. Durante o século XII, Benjamim de Tudela registou a existência de dois mil judeus em Palmira, mas depois da invasão de Tamerlão foi uma pequena aldeia onde viviam 30 ou 40 famílias árabes. No início do século XX tinha cerca de seis mil habitantes.
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Palmira tinha uma cultura distinta, influenciada pelas culturas grega e romana, mas baseada em tradições semitas locais.[ad] A extensão da influência grega na cultura de Palmira é tema de debate entre os estudiosos. De acordo com a tradição académica, as práticas gregas dos palmirenos constituíam uma camada superficial sobre uma essência local. O senado de Palmira era um exemplo disso — apesar de ter sido descrito em textos gregos como uma bulé (uma instituição política grega), a reunião de líderes tribais mais velhos não eleitos fazia parte de uma tradição do Médio Oriente. Alguns académicos, como Fergus Millar, vêm a cultura de Palmira como uma fusão entre tradições locais e greco-romanas. Além da influência ocidental, a cultura persa também influenciou as classes altas de Palmira, nomeadamente o gosto pela caça, a arte, vestuário, cerimónias da corte e táticas militares. Sem grandes bibliotecas ou centros de publicação, Palmira não teve a vida intelectual característica de outras cidades orientais como Edessa ou Antioquia. Não obstante Zenóbia tenha aberto a sua corte a académicos, o único intelectual palmireno notável documentado foi o filósofo Cássio Longino. Palmira tinha uma grande ágora,[ae] mas ao contrário das ágoras gregas, que eram espaços públicos de reunião onde havia edifícios públicos, a ágora de Palmira assemelhava-se mais a um caravançarai do que a um centro da vida pública.
Arte e arquitetura
Embora a arte de Palmira esteja relacionada com a da Grécia, tinha um estilo distinto, único na região do Médio Eufrates, A escultura está bem representada na forma de bustos em relevo que selam as aberturas dos compartimentos fúnebres.Os bustos enfatizavam a roupa, joias e uma representação frontal da pessoal retratada, características que podem ser consideradas como precursoras da arte bizantina. Para Mikhail Rostovtzeff (1870–1952), a arte de Palmira foi influenciada pela arte da Pártia. No entanto, a origem da representação frontal que carateriza as artes palmirena e parta é um tema controverso — Daniel Schlumberger (1904–1972) sugeriu que a origem era parta, mas para Michael Avi-Yonah (1904–1974) foi uma tradição local síria que influenciou a arte parta.
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Desde o início da sua história até ao século I d.C. Palmira foi apenas um xarifado sem grande importância, mas no século I a.C. começou a desenvolver-se uma identidade palmirena. Durante a primeira metade do século I d.C., Palmira incorporou algumas instituições políticas das pólis gregas; o conceito de cidadania (demos) aparece numa inscrição datada de 10 d.C., que descreve os palmirenos como uma comunidade; outra inscrição, de 74 d.C., menciona a bulé (senado) da cidade. O papel político das tribos em Palmira é um tema debatido entre os historiadores. Durante o século I, aparentemente o governo era controlado por quatro tesoureiros, um de cada uma das tribos, mas a sua função passou a ser cerimonial no século seguinte, estando o poder nas mãos do conselho. O conselho ou assembleia (ou bulé) de Palmira era constituído por algumas centenas de membros[ag] da elite local (como os cidadãos mais velhos ou os líderes das famílias ou clãs mais ricos), representando toda a população. Era encabeçado por um presidente e administrava os assuntos civis, como supervisão dos serviços e obras públicas (que incluíam a construção de edifícios públicos), aprovação de despesas, cobrança de impostos e nomeava dois arcontes todos os anos. As tropas de Palmira era comandadas por generais intitulados estrategos (strategoi) nomeados pelo conselho. As autoridades provinciais romanas aprovavam a estrutura fiscal de Palmira, mas a interferência romana no governo local era mínima, pois o império pretendia assegurar a continuidade da prosperidade do comércio palmireno, o qual trazia benefícios para Roma, e a imposição da administração direta colocaria em risco a capacidade de Palmira conduzir os seus negócios no Oriente, especialmente na Pártia.
Exército
Devido ao seu caráter militar e sua eficácia em batalha, o historiador Irfan Shahîd descreveu Palmira como a "Esparta entre as cidades do Oriente"; até os deuses palmirenos eram representados com uniformes militares. O exército de Palmira defendia a cidade e a sua economia, contribuindo para estender a autoridade da cidade para além das suas muralhas e protegendo as rotas comerciais do deserto. Nos períodos de maior prosperidade, a cidade teve um exército substancial; Zabdibel comandou uma força de 10 mil homens no século III d.C. e Zenóbia encabeçou um exército de 10 mil soldados na batalha de Emesa. Os soldados eram recrutados entre a população da cidade e dos seus territórios, que se estendia por vários milhares de quilómetros quadrados, desde os arredores de Hómece até ao vale do Eufrates. Também eram recrutados soldados não palmirenos; há registo de um cavaleiro nabateu em serviço numa unidade palmirena estacionada em Ana em 132. Desconhece-se o sistema de recrutamento, mas a cidade pode ter selecionado e equipado as suas tropas, que eram comandadas, treinadas e disciplinadas por estrategos.
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Os deuses de Palmira originalmente eram do panteão semita do noroeste, com a adição de deuses dos panteões mesopotâmico e árabe. A principal divindade pré-helenística chamava-se inicialmente Bol, uma abreviatura de Baal, um título honorífico nas línguas semíticas do noroeste. O culto de babilónico de Bel-Marduque teve influência na cidade e em 217 o nome da principal divindade tinha mudado para Bel. Esta mudança não significa que Bol tivesse sido substituído por uma divindade babilónica, antes foi uma mera mudança de nome. A seguir em termos de importância a essa divindade suprema havia mais de 60 deuses ancestrais dos clãs de Palmira. A cidade tinha divindades únicas, como o deus da justiça, o guardião da nascente de Efqa Yarhibol, o deus do sol Malakbel e o deus da lua Aglibol. Os palmirenos adoravam divindades regionais, que incluíam os principais deuses levantinos (Astarte, Ba'al Hammon, Baal-Shamin e Atargatis), deuses babilónicos (Nabu e Nergal) e árabes (Azizos, Arsu, Samas e Alate.
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A economia de Palmira antes do início do período romano era baseada na agricultura, pastorícia, comércio e em servir como estação de repouso e abastecimento para as caravanas que esporadicamente atravessavam o deserto. No fim do século I a.C., a cidade tinha uma economia mista, baseada na agricultura, pastorícia, taxas e, principalmente, no comércio de caravanas. As taxas eram uma fonte importante de receitas para a cidade; as caravanas pagavam taxas num edifício conhecido como Tribunal de Tarifas, onde o príncipe arménio Abamelek Lazarew descobriu uma lei datada de século I d.C. quando visitou as ruínas em 1881. Essa lei regulamentava as taxas pagas pelos mercadores pelos bens vendidos no mercado interno ou exportados.[ak] A maior parte das terras eram propriedade da cidade, que cobrava taxas de pastagem. O oásis tinha cerca de mil hectares de terra irrigável, mas a produção agrícola era insuficiente para alimentar a população, pelo que era importados bens alimentares.
Comércio
A principal rota comercial de Palmira dirigia-se para leste, em direção ao Eufrates, onde se ligava com a Rota da Seda. Depois seguia para sul ao longo do rio, até ao porto de Cárax Espasinu (Alexandria ou Antioquia de Susiana), no golfo Pérsico, onde navios palmirenos viajavam até à Índia. Eram importados da Índia, China e Transoxiana, que eram exportados para ocidente, para Emessa ou Antioquia e para os portos do Mediterrâneo, de onde era distribuídos para todo o Império Romano. Além dessa rota mais usual, alguns mercadores palmirenos usaram o mar Vermelho, provavelmente como consequência das guerras romano-partas. Os bens eram carregados por terra desde os portos marítimos até um porto no Nilo e depois levados para portos mediterrânicos para serem exportados. Há inscrições que atestam a presença de palmirenos no Egito datadas do reinado de Adriano (primeira metade do século II d.C.
Palmira começou como um pequeno povoado junto à nascente Efca, na margem sul do uádi Alcubur. Este povoado, conhecido como assentamento helenístico, expandiu-se com a construção de residências na margem norte durante o século I d.C. Embora originalmente as muralhas rodeassem uma extensa área em ambas as margens do uádi, as muralhas reconstruídas durante o reinado de Diocleciano (r. 284–305) rodeavam somente a parte da margem norte. A maior parte das edificações monumentais da cidade foram construídas na margem norte. Entre elas destacava-se o Templo de Bel, situado num tel onde existiu um templo mais antigo (conhecido como o templo helenístico). As escavações suportam a teoria de que o templo se localizava originalmente na margem sul e que o curso do uádi foi modificado para incorporar o templo na nova organização urbana, que foi iniciado com a grande prosperidade da cidade no final do século I d.C. e início do século II.
Referências no Ocidente e escavações
Durante a Idade Média e séculos imediatamente seguintes, Palmira foi praticamente esquecida no Ocidente, embora tenha sido visitada por alguns viajantes como Pietro Della Valle (entre 1616 e 1625) e Jean-Baptiste Tavernier (em 1638) e vários exploradores suecos e alemães. Em 1678, um grupo de comerciantes ingleses visitou a cidade e a sua primeira descrição em documentos académicos surgiu num livro de 1705 da autoria de Abednego Seller. Em 1751, uma expedição liderada por Robert Wood e James Dawkins estudou a arquitetura de Palmira. Houve mais visitas de viajantes e antiquários nas décadas seguintes, nomeadamente a de Hester Stanhope em 1813. Em 1901, a laje de pedra que com a lei fiscal de Palmira foi levada para o Museu Hermitage de São Petersburgo.


