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Azeditas

Os azeditas foram uma tribo árabe que pertenceu ao grupo dos catanitas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Genealogia

Nas obras genealógicas árabes medievais, fala-se de Alasde ibne Algaute ibne Nabete ibne Maleque ibne Zaide ibne Calane ibne Saba ibne Iasjube ibne Iarube ibne Catane, onde Alasde é a alcunha do ancestral tribal Dira/Dirra ibne Algaute. Nessa classificação, aponta uma relação entre os azeditas e Catã, o ancestral epônimo das tribo ao sul da Arábia, o que sugeriria uma origem no Iêmem. Além disso, há uma fusão dos azeditas de Sarate (Azd Sarāt), em Assir, e os e azeditas do Omã (Azd ʿUmān), com os gassanitas, cuzaaítas, alaucitas e cazerajitas, que aparecem como parte dos azeditas. Para Franz Rosenthal, o nome azedita só pode ser aplicado às tribos que descendem de Nácer ibne Alasde (em Assir e no Omã), aos bariquitas e xacritas (no Assir), descendentes de Adi ibne Harita ibne Anre Muzaiquia, aos alatiquitas e alajuritas (no Omã), descendentes de Inrã ibne Anre Muzaiquia, e às tribos de Alinu ibne Alasde (al-Hinw b. al-Azd), Carne ibne Abedalá ibne Alasde (Karn b. ʿAbd Allāh b. al-Azd), armanitas, almaítas, e Hiduna ibne Anre ibne Alasde (Hidūna b. ʿAmr b. al-Azd), no Assir. Hüseyin Algül, por sua vez, discorda dessa posição e admite que a genealogia apresentada pelas fontes está correta.

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História

Período pré-islâmico

Os azeditas do Sarate, conhecidos como tecelões, eram em grande parte sedentários; por isso suas casas permaneceram essencialmente fixas. As tribos daucitas (Soleime ibne Fame, Jarife ibne Fame, Munjibe ibne Daus) e os macicaítas eram os grupos mais ao norte, partes deles alcançando o nordeste de Jaife, a maioria no alto Uádi Dauca. A leste e sudeste estavam as tribos zaranitas (salamanitas, cadadaítas, Ubaide ibne Ubra); mais a leste, no Sarate Gamidita, estavam Namir ibne Otomão, algataribitas, zaraítas, atebabitas, libitas, tumalaítas, gamiditas, Canre ibne Ajanite e outros. Sua área ia do alto Uádi Canauna para o leste. Essas tribos eram separadas de seus parentes mais a leste pelos catamitas. A leste dos catamitas estavam os albucumitas (de Hauala ibne Alinu) em Turaba; os xacritas (Banu Ualane) ao noroeste e os Cara ibne Abedalá ao sul de Tabala. Mais ao sul, ainda no Sarate Alajur, estavam os numerosos ramos de Alajur ibne Alinu (os mais importantes eram os xaritas com os balasmaritas), centrados em torno de Halaba ao norte e alcançando áreas ao sul do Uádi Tanuma. Seus principais centros eram: Halaba, Alcadra, Nimas e Tanuma. Alguns grupos viviam ainda mais ao sul, em direção ao Uádi Ible, vizinhos dos anzitas. Os bariquitas viviam na região do Uádi Barique, a oeste, envolvendo o enclave dos catamitas pelo sul. No geral, viviam nos vales, enquanto os catamitas habitavam as partes altas. Alguns grupos azeditas (almaítas, Iarfa ibne Alinu e partes de Alajur ibne Alinu) estavam instalados como vizinhos dos quinanaítas na costa em torno de Ḥall. Originalmente, os azeditas do Sarate estavam muito mais ao sul e só em tempos relativamente recentes penetraram em sua região posterior, após contínuas guerras contra os catamitas. Remanescentes ainda viviam sob os mafiritas em tempos islâmicos, no sudoeste de Taiz, e sob os auditas em Datina.

Conversão e Guerras da Apostasia

No tempo de Maomé, o Omã estava sobremaneira sob controle dos azeditas. Em 8 A.H. (629), Maomé enviou Abu Zaíde Alançari, da tribo cazerajita, e Anre ibne Alas aos dois filhos de Julanda ibne Maçude, Abede e Jaifar — chefes da casa governante Aljulanda (dos mauilitas em Soar), que haviam se colocado frente aos alatiquitas e outras tribos do interior sob liderança de Laquite ibne Maleque Alatiqui. Caso os azeditas aceitassem o islamismo, Anre seria emir, e Abu Zaíde lideraria a oração e ensinaria a nova fé. Ambos aceitaram a conversão e sabe-se que Anre e Abu Zaíde permaneceram no Omã até a morte de Maomé (632); segundo outra tradição, Abu Zaíde retornou antes à Medina. Uma delegação de dez a quinze homens liderada por Surade ibne Abedalá Alazedi veio à Medina em 10 A.H. (631). Foram hospedados na casa de Furua ibne Anre, onde encontraram Maomé e permaneceram dez dias aprendendo e participando de suas assembleias. Maomé apreciou sua conduta e a fala deles e nomeou Surade como seu líder, instruindo-o a tratar bem os muçulmanos e combater os politeístas. Surade convidou primeiro o povo de Juraxe ao Islã. Diante da recusa, cercou a cidade por cerca de um mês. Sem sucesso, retirou-se para o monte Xacar. Pensando que os muçulmanos se retiravam, os habitantes de Juraxe saíram no seu encalço; os muçulmanos voltaram e os derrotaram. Juraxe finalmente aceitou o Islã e Surade assumiu o governo da cidade antes de Maomé falecer.

Período califal

Tão cedo quanto 13/634, havia alguns azeditas no contingente que Omar (r. 634–644) enviou ao Eufrates. Alguns azeditas do Sarate figuraram entre os primeiros colonos de Baçorá e Cufa, e alguns foram para o Egito. No geral, porém, houve pouca emigração. Os azeditas lutaram no lado de Aixa na Batalha do Camelo (656), onde estima-se que dois mil deles tenham morrido ali. Na Batalha de Sifim, parte dos azeditas apoiou Ali, parte Moáuia. Durante o governo de Abedalá ibne Zobair (r. 683–692), parecem ter-lhe prestado juramento. No Omã, por conseguinte, os Banu Aljulanda permaneceram, na prática, governantes completos durante muitos anos. Abade ibne Abede ibne Aljulanda assumiu o governo no tempo de Otomão (r. 644–656); ele foi morto em batalha contra os carijitas da Iamama em 67/686. Seus filhos Saíde e Solimão sucederam-no. Só no tempo de Alhajaje ibne Iúçufe os dois irmãos foram expulsos do Omã e o território reincorporado.

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Fontes consultadas

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