Prunus spinosa
Prunus spinosa, comummente conhecida como abrunheiro-bravo ou abrunheiro, é uma espécie de planta arbustiva, espinhosa, da família das Rosáceas, pertencente ao tipo fisionómico dos fanerófitos, cujos frutos são conhecidos como abrunhos-bravos ou simplesmente abrunhos.
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Os nomes comuns «abrunheiro-bravo» e «abrunheiro» provêm da raiz etimológica «abrunho» que, por seu turno, se formou na língua portuguesa, por derivação do étimo latino prunus. Este étimo latino, por sua vez, deriva de prunum, que significam respectivamente «ameixeira» e «ameixa». Quanto ao nome científico desta espécie:
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O abrunheiro-bravo é um arbusto caducifólio, muito ramificado (com propensão para ramificação intrincada) e muito espinhoso, de tal modo que só raramente se observa sem espinhos. Só raramente chega a atingir dimensões tais que se possa considerar uma árvore. Destarte, pode crescer entre 1 e 4 metros de altura e, muito ocasionalmente, pode chegar a orçar 8 metros de altura. Os ramos do abrunheiro-bravo apresentam uma casca de coloração castanho-acinzentada. As ramagens laterais são mais ou menos patentes, assumindo, na juventude, uma coloração cinzenta e uma roupagem pubescente. Posteriormente, na maturidade, as ramagens vão-se tornando mais escuras e glabras, rematando numa espinha rígida. As folhas, de 1,5 a 3,5 por 0,5 a 1,5 centímetros, podem alternar entre um formato obovado, oblanceolado ou quase elíptico, obtuso ou subagudo, mais ou menos acuminado, com margem crenada ou serrada, provida de dentes glandulares. A página superior das folhas é glabrescente ou pubescente, sobretudo no nervo central e nas margens, enquanto que a inferior é mais pálida e mais ou menos pubescente, sobretudo nos nervos e junto à base.
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Esta espécie distribui-se pelo continente europeu, de Norte a Sul, da Noruega Portugal, da costa até ao Leste do Cáucaso, abarcando ainda alguns territórios asiáticos como a Turquia e o Irão. Marca presença também presença no Norte de África, abrangendo Marrocos, Argélia e Tunísia.
Portugal
Trata-se de uma espécie endémica de Portugal Continental, marcando presença em quase todas as zonas, salvo no Sudoeste Meridional e Montanhoso e nos Barlavento e Sotavento algarvios.
Ecologia
O abrunheiro-bravo é uma espécie ruderal, que medra nas orlas de caminhos, em courelas agricultadas e ermos incultos e ainda nas imediações de bosques. Tende a privilegiar solos de substrato de origem calcária ou margosa, se bem que, por vezes, também possa prosperar em substratos siliciosos.
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O abrunheiro-bravo é muito prolífico na produção de rebentos, de tal modo que pode formar matagais densos, usando-se por isso amiúde como sebe-viva. O abrunho-bravo, colhe-se silvestre, para uso local como alimento, medicamento e fonte de materiais. Por vezes, é cultivada como sebe ou barreira à prova de gado e pode ser utilizada como espécie pioneira na restauração de bosques nativos. No norte de Espanha, utiliza-se para a elaboração do patxaran.


