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Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo (USP) é a maior instituição de ensino superior e a mais importante universidade pública do Brasil, figurando também entre as mais importantes da Ibero-América, da lusofonia, além de estar entre as mais prestigiadas do mundo. É uma das quatro grandes universidades públicas mantidas pelo Governo do Estado de São Paulo, juntamente com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Uma das maiores instituições de ensino superior na América Latina, frequentemente classificada como a melhor, possui 43 unidades de ensino e pesquisa, distribuídas em dez campi: São Paulo, Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, Santos e São Carlos. O campus principal em São Paulo é chamado Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, com uma área de quase 3,7 milhões de metros quadrados. A instituição está envolvida no ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as áreas do conhecimento. Somando todos os Campi, a USP possui uma área total de aproximadamente 78 milhões de metros quadrados, 327 cursos de graduação, 229 cursos de pós-graduação, 5,3 mil professores e 97 mil alunos matriculados entre graduação e pós-graduação (2023).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/10/2026
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História

Após o revés sofrido por São Paulo na Revolução Constitucionalista de 1932, o estado viu-se ante a necessidade de formar uma nova elite, capaz de contribuir para o aperfeiçoamento das instituições, do governo e da melhoria do país. Com esse objetivo, nasceram duas instituições distintas: em 1933, um grupo de empresários fundou a Escola Livre de Sociologia e Política (ELSP), atual Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Em 1934, o então interventor de São Paulo, cargo que atualmente corresponde ao de governador, Armando de Salles Oliveira, criou a Universidade de São Paulo (USP). Nas palavras de Sergio Milliet: A ELSP assumiu o objetivo de formar elites administrativas para um novo modelo que vinha se configurando em que se notava uma atuação crescente do Estado, enquanto a USP voltou-se a formar professores para as escolas secundárias e especialistas nas ciências básicas. O modelo sociológico norte-americano constituiu o exemplo para ELSP, enquanto que o mundo acadêmico francês foi a principal fonte de inspiração para a USP.

Origem

A USP surgiu da união da recém-criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) com as já existentes Escola Politécnica de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Faculdade de Medicina, Faculdade de Direito e Faculdade de Farmácia e Odontologia. A FFCL surgiu como o elemento de integração da universidade, reunindo cursos nas diversas áreas do conhecimento. Ainda em 1934, havia sido criada a Escola de Educação Física do Estado de São Paulo, primeira faculdade civil de educação física no Brasil e que viria a ser incorporada pela USP anos depois. Na sequência foi criada a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), em 1948, e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), em 1951, e outras várias unidades foram sendo criadas pela universidade nos anos seguintes, e nos anos 1960 a universidade foi gradualmente transferindo as sedes de suas unidades para a Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, em São Paulo.

Ditadura militar

Por iniciativa da ditadura militar, a USP ficou responsável pela instalação, manutenção e administração, entre 1971 e 1988, do "Campus Avançado da USP" na cidade de Marabá (CAUSP), no estado do Pará. O campus era uma extensão da universidade fora de sua área geo-educacional, caracterizando-se pela presença permanente de universitários e professores executando atividades que visavam o desenvolvimento da microrregião onde se estabelecia. O trabalho realizado nas áreas prioritárias definidas pelo governo militar buscava implantar um modus de modernização conservadora na região. O campus inseria-se de certa forma nos objetivos do Projeto Rondon, que se encontrava em sua segunda fase no momento da instalação da estrutura em Marabá. A despeito de sua característica autoritária, o campus USP teve grande relevância no estabelecimento do ensino universitário no sul e sudeste do Pará, pois os primeiros cursos da região foram estabelecidos a partir da existência do CAUSP, dando origem a atual Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

Redemocratização e expansão de unidades

Paralelamente ao esvaziamento intelectual decorrente da repressão política, ocorreu na USP nas décadas de 1960, 70 e 80 um processo de fragmentação de suas unidades: foram criadas novas faculdades e novos institutos, o que resultou em novos cursos de graduação, novas linhas de pesquisa e programas de pós-graduação. A dissolução da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) costuma ser apontada como um símbolo paradigmático deste processo. Originalmente pensada como o núcleo acadêmico da universidade, reunindo em si os vários campos do conhecimento puro, a FFCL, com o tempo, viu seus departamentos ganharem autonomia e se transformarem em unidades plenas (autônomas e administrativamente separadas de sua unidade original). O Instituto de Física foi o primeiro departamento a desvincular-se da FFCL, seguido igualmente de outros departamentos ligados às ciências exatas e biológicas. Desta forma, com a permanência apenas dos cursos ligados às humanidades, ocorreu uma reforma interna na unidade e ela passou a se chamar Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

Ocupação da reitoria em 2011

No dia 8 de novembro de 2011, o edifício sede da reitoria da universidade foi ocupado por centenas de estudantes descontentes com o alegado autoritarismo da gestão do reitor João Grandino Rodas (segundo colocado em uma lista tríplice e escolhido pelo então governador José Serra, do PSDB) e a outorga de um convênio ampliando a atuação da PM no campus Butantã da Universidade de São Paulo. No dia 8 de novembro, mais de 400 policiais da tropa de choque, cavalaria, GOE, GATE e até helicópteros cercaram a reitoria da USP e detiveram mais de 70 pessoas no prédio. À noite, a Assembleia Geral dos Estudantes foi convocada e, com cerca de 4 mil alunos, votou por uma greve geral, revertida apenas no começo de 2012. Os estudantes reivindicavam o fim do convênio com a PM no campus, a criação de um grupo para discutir um outro programa de segurança, a renúncia do reitor João Grandino Rodas e a não punição administrativa dos estudantes.

Fraude no sistema de cotas

Após diversas reivindicações do movimento estudantil da Universidade, em 2018 a USP passou a adotar um Sistema de cotas para o ingresso de estudantes via Fuvest, sendo a última Universidade do país a adotar tal sistema. Após a implementação do sistema de cotas, diversas denúncias de fraudes começaram a surgir, o que gerou uma crescente pressão dos estudantes e do Poder Público para que estes casos fossem averiguados. Em 13 de Julho de 2020, o Instituto de Relações Internacionais foi o primeiro a votar, na história da USP, pela expulsão de um aluno acusado de fraude de cotas raciais e sociais. O processo de averiguação foi realizado através da criação de uma comissão no próprio Instituto, em parceria com a Reitoria, após denuncias feitas pelo Coletivo de Negras e Negros "Lélia Gonzalez", organizado pelo movimento estudantil do curso de Relações Internacionais. Após a decisão historicamente simbólica na história da Universidade e do Instituto, a notícia tornou-se manchete nos principais jornais do país.

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Ingresso

Fuvest

O ensino na USP é regimentalmente gratuito, ou seja, é considerada ilegal a oferta de cursos universitários pagos em suas dependências. O ingresso à graduação, aberto a qualquer pessoa que tenha concluído o Ensino Médio, dá-se por processo seletivo público, o vestibular, realizado pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) e pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU). A Fuvest é um órgão autônomo ligado à universidade, que destina 9 568 das 11 507 vagas disponíveis na graduação através de seu certame. No concurso para o ano letivo de 2016, foram mais de 142 mil candidatos a umas das 9 658 vagas oferecidas pela USP. Tais números colocam o exame aplicado pela Fuvest como um dos maiores e mais concorridos do país. As 1 489 vagas restantes são destinadas aos candidatos inscritos no processo de seleção do Ministério da Educação (SISU), que utiliza notas do Exame Nacional do Ensino Médio.

SISU (ENEM)

Em 23 de junho de 2015 o conselho universitário da USP aprovou a adesão parcial ao Sistema de Seleção Unificada (SISU) como forma de ingresso alternativa. Das 11 507 vagas disponíveis para a graduação em 2016, 1 489 vagas são destinadas para o processo de seleção realizado pelo Ministério da Educação do Brasil através do SISU que utilizará notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Dos cursos de graduação disponíveis, 85 cursos aderiram parcialmente ao SISU e 58 cursos mantiveram integralmente a Fuvest como forma única de ingresso. Os cursos que mantiveram a Fuvest, por exemplo, são alguns cursos mais concorridos, como medicina além dos cursos audiovisual e as engenharias de São Paulo ficaram de fora da adesão ao Enem via SISU. Outros, como direito no Largo São Francisco e relações internacionais, passam a oferecem vagas parciais pelo SISU.

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Estrutura

Atualmente a USP é formada por trinta e seis unidades de pesquisa e ensino, vinte e quatro das quais se localizam em São Paulo, cidade que abriga também a reitoria, um centro de práticas esportivas (CEPEUSP, o maior da América Latina), quatro museus, dois hospitais (HU e HRACF), o Centro Universitário "Maria Antônia" e diversos órgãos especializados da universidade. Além disso, se vinculam ou a ela se subordinam, para fins de ensino, pesquisa e extensão, diversos outros órgãos públicos do estado. Ainda em São Paulo, a USP expandiu-se em 2005 para um novo local na Zona Leste assim dando origem à EACH. E em 2011, o governador Geraldo Alckmin inaugurou um campus da USP em Santos — a 1ª unidade da USP dentre 4 que deverão funcionar no litoral do estado —, cujas atividades iniciaram-se em 2012 e baseiam-se sobretudo em engenharia do petróleo com especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola e mestrado em Sistemas logísticos.

Recursos

Como as duas outras universidades estaduais paulistas (Unesp e Unicamp), a USP é mantida sobretudo através da arrecadação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por parte do governo estadual. Tal dotação orçamentária é fixa: desta forma, a USP (assim como as duas outras universidades citadas) é uma das poucas instituições públicas do país a possuir autonomia financeira. Recebe também verbas de instituições de fomento à pesquisa e ao ensino superior (como a FAPESP e o CNPq). Como terceira fonte de arrecadação, conta com uma série de fundações privadas que atuam em forma de parceria com a universidade, utilizando-se de seus pesquisadores e instalações e fornecendo em troca verbas e know-how específico. Tais fundações são questionadas no tocante ao seu interesse público: críticos afirmam que elas representam o início de um processo de privatização do ensino superior público.

Bibliotecas

A Universidade de São Paulo possui 42 bibliotecas instaladas nas unidades de ensino dos diversos campi. Juntas, elas formam um dos principais acervos bibliotecários do Brasil, com cerca de 7 052 084 unidades entre livros, teses e periódicos. Essas bibliotecas são geridas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas, que também é responsável pelo catálogo online das bibliotecas da USP (Dedalus). O Dedalus é um catálogo global, que possibilita a consulta simultânea em todas as bibliotecas da Universidade ou pelo catálogo específico de cada biblioteca. Assim, o usuário é capaz de localizar a referência bibliográfica de qualquer item do acervo da USP. Alguns artigos já possibilitam o acesso à informações online, provindas de Revistas Eletrônicas, dinamizando as pesquisas.

Jornal da USP

A universidade possui um jornal, que é controlado pela Superintendência de Comunicação Social. Em abril de 2020, o jornal alcançou um recorde de visualizações com informações sobre a COVID-19. Em 2018, ganhou o prêmio IMPA-SBM de Jornalismo pela série de reportagens "A matemática está em tudo!".

Museus e galerias de arte

A Universidade de São Paulo possui um rico conjunto de museus e galerias de arte importantes, a maioria localizados no campus central, em São Paulo, tais como:

Pesquisa

A Universidade de São Paulo (USP) é uma das maiores universidades do Brasil, tem professores de mestrado e doutorado com dedicação a pesquisas científicas e pesquisas acadêmicas e os pesquisadores contam com mais de 1 600 grupos de pesquisa certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A USP tem programa de pré-iniciação científica, há 40 anos tem pesquisas de laboratório de investigação médica ao tratamento do paciente e tem aberto um projeto de pesquisa em parceria com a Universidade Humboldt em Berlim. Em março de 2020 a USP criou uma rede colaborativa de laboratórios para diagnosticar o novo coronavirus COVID-19.

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Organização

A USP, assim como a maior parte das universidades latino-americanas, corresponde à ideia de "universidade" como um conjunto de escolas, institutos e faculdades autônomas, cada um deles responsável por uma área do conhecimento (as já citadas trinta e seis unidades de ensino, pesquisa e extensão). A USP, assim como a maioria das universidades brasileiras, confere autonomia a suas unidades de ensino, pesquisa e extensão no que concerne à organização didática e definição curricular de cada um dos cursos, o que resulta muitas vezes em uma considerada excessiva fragmentação do ensino e da pesquisa e da desconexão entre o conhecimento produzido em cada uma das unidades. Cada unidade está dividida em departamentos. Um departamento normalmente é responsável por um dos cursos oferecidos pela unidade ou por uma linha de pesquisa específica. No caso de unidades com apenas um ou dois cursos, os departamentos não ficam responsáveis pela totalidade do curso, mas por uma parte dele. Devido à já citada fragmentação e descentralização da universidade, é comum ver departamentos com perfis semelhantes em unidades diferentes, o que gera críticas quanto à eficácia dos investimentos públicos e duplicação de esforços.

Administração

A estrutura administrativa da USP tem na Reitoria o seu órgão central, assim como no Reitor a figura principal da Universidade. Subordinadas à Reitoria estão cinco Pró-Reitorias, órgãos especializados em cada um dos campos de atuação da universidade: Pró-Reitoria de Graduação (PRG), Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG), Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRC) e Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP), que foi criada recentemente em maio de 2022, reformulando a estrutura administrativa e política dos órgãos de assitência social e estudantil.

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Campi

A Escola de Engenharia de Lorena (EEL-USP) nasceu da transferência das atividades acadêmicas, de ensino e de pesquisa da extinta Faculdade de Engenharia Química de Lorena (FAENQUIL), criada em 1970 - para a USP em 29 de maio de 2006. Lorena fica a 180 km de São Paulo, no Vale do Paraíba. A EEL concentra áreas de pesquisas estratégicas para o desenvolvimento nacional desenvolvendo novos produtos e processos que impulsionem o progresso científico e tecnológico do país nos campos de: Biotecnologia Industrial, Metais Refratários, Engenharia Química e Química Fina. Sua estrutura está dividida em dois campi: no campus I se concentra a Administração da EEL, e os Departamentos de Engenharia Química, de Ciências Básicas e de Biotecnologia. No campus II encontra-se o Departamento de Engenharia de Materiais. A EEL atende anualmente uma média de 1 600 alunos, de várias partes do país e do mundo. Oferece cursos de graduação em Engenharia Química, Engenharia Industrial Química, Engenharia Bioquímica, Engenharia Ambiental, Engenharia Física, Engenharia de Produção e Engenharia de Materiais; mestrado em Engenharia Química, mestrado e doutorado em Engenharia de Materiais e em Biotecnologia Industrial. Possui também cursos de especialização em Engenharia Ambiental, Engenharia da Qualidade e Matemática. Conta ainda com o Ensino Médio e com o curso Técnico de Química (COTEL), oferecendo ensino de qualidade que foi reconhecido, em 2011, com o selo CRQ – IV.

São Paulo

Na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira localiza-se a estrutura administrativa de toda a Universidade de São Paulo, no bairro do Butantã, no município de São Paulo. Nesse campus localiza-se a maioria das unidades de ensino, pesquisa e extensão da universidade, além dos órgãos centrais como o gabinete do reitor e as pró-reitorias. A maior parte dos edifícios existentes hoje na Cidade Universitária foram construídos a partir de meados da década de 1960. Desta forma, apresentou-se de forma bastante evidente uma intenção urbanismo funcionalista na constituição de seus espaços e na organização de suas unidades. Fora da Cidade Universitária, mas ainda na capital paulista, estão localizadas a Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Faculdade de Direito, Faculdade de Medicina, Escola de Enfermagem e a Faculdade de Saúde Pública. A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo foi fundada em 1912 por Arnaldo Vieira de Carvalho (1867-1920). Em 1934, foi incorporada à recém-criada Universidade de São Paulo, passando a ter a atual designação e atualmente é uma instituição de excelência no ensino de medicina no Brasil. A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo formou inúmeras personalidades importantes da história do Brasil e é a mais antiga instituição do gênero no Brasil (juntamente com a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco), sendo que deve a sua origem a um decreto imperial assinado em 1827, quando destinava-se a formar governantes e administradores públicos, sendo fundamental para a consolidação e para o desenvolvimento do país independente. A criação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste), inaugurada no dia 27 de fevereiro de 2005, foi o resultado de reivindicações da população da Zona Leste do município, que se iniciaram na década de 1980.

São Carlos

A primeira unidade da USP em São Carlos foi criada em 1948, com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Porém, as atividades tiveram início, efetivamente, cinco anos depois, com a primeira aula proferida no dia 18 de abril de 1953, no prédio que hoje abriga o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), localizado na região central da cidade. No Campus Área 1 atualmente, existem cinco unidades de ensino: EESC, ICMC, IFSC, IQSC e IAU, somadas à Prefeitura do Campus Administrativo de São Carlos (PUSPSC), ao Centro de Informática de São Carlos (CISC), ao Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) e a outros órgãos/serviços, formam a USP-São Carlos. O campus de São Carlos contam com uma população de 9 212 pessoas entre alunos de graduação e pós-graduação, professores e funcionários. São Carlos é conhecida como o berço dos doutores, possuindo a maior relação de doutores por km² do país e a terceira maior do mundo. A cidade São Carlos é considerada uma ilha de excelência tecnológica no estado de São Paulo, envolta por dezenas de pequenas empresas que desenvolvem tecnologia de ponta, muitas delas fundadas por ex-alunos da EESC-USP através do ParqTec.

Ribeirão Preto

Segundo maior campus da USP, o Campus de Ribeirão Preto conta com uma população de 16 839 (2015) pessoas entre alunos de graduação e pós-graduação, professores e funcionários. Oferece 24 Cursos de Graduação, oferecendo 1 405 novas vagas anualmente e totalizando 6 969 alunos de Graduação. Somado a isso, oferece 48 Programas de Pós-Graduação, totalizando 13 759 alunos no Campus. O número de docentes é de 1 005, e de funcionários, 2 075. O campus também conta com estrutura desejada para seu pleno funcionamento, como, por exemplo, Prefeitura do Campus, agências bancárias e outros comércios, coordenadoria, centrais de tratamento odontológico, bibliotecas, Museu do Café, moradias estudantis, Restaurante Universitário, Hemocentro e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto - esse último vinculado à Faculdade de Medicina.

Piracicaba

O Campus de Piracicaba foi criado em 25 de junho de 1985. Atualmente, é constituído pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) e é administrado pela Prefeitura do Campus USP Luiz de Queiroz (PUSP-LQ). A Esalq oferece sete cursos de graduação e dezesseis programas de pós-graduação (PPG), um PPG Internacional e 2 PPGs Interunidades. Os diversos cursos abrigam cerca de 2 000 alunos de graduação e 1 100 alunos de pós-graduação. Criada em 1901, foi uma das escolas fundadoras da Universidade de São Paulo em 1934, ao lado da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Escola Politécnica, Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Faculdade de Medicina.

Bauru

O campus da USP em Bauru foi implantado em 24 de setembro de 1948 com a criação da Faculdade de Odontologia de Bauru. A estrutura física do campus de Bauru inclui alojamento estudantil, berçário e maternal, centro cultural, centro de convivência, complexo desportivo e restaurante, localizados em uma área de 156 850 m², integrado por uma comunidade de 1 500 pessoas, entre alunos, professores e funcionários. A Faculdade de Odontologia de Bauru integra o campus juntamente com o Centrinho/HRAC e a Prefeitura do Campus Administrativo de Bauru. Ela oferece os cursos de odontologia e fonoaudiologia e é constituída por 6 departamentos de ensino, a FOB conta com 118 docentes, a maioria em tempo integral, e 233 servidores administrativos, operacionais e técnicos.

Pirassununga

O Campus de Pirassununga é o maior campus da USP em extensão territorial, com área total de 22 690 337,77 m² de área e com 67 595,76 m² de área edificada, dividida pela Via Anhanguera SP-330, entre os quilômetros 211 e 218. A fazenda, que, em 1945, iniciou suas atividades como Escola Prática de Agricultura Fernando Costa, integrou-se à Faculdade de Zootécnica de Engenharia de Alimentos em 1992. Há no Campus três unidades: Além disso, o campus possui uma estrutura semelhante às cidades universitárias da USP e da UNICAMP, com moradia estudantil, agências bancárias, restaurantes universitários, centros esportivos, de eventos e serviços de atendimento médico e odontológico.

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Professores eméritos

A outorga do título de professor emérito é aprovada pelo Conselho Universitário. A honraria é concedida a professores aposentados que se distinguiram por atividades didáticas e de pesquisa ou que tenham contribuído, de modo notável, para o progresso da universidade. Desde 1934, ano da sua fundação, a Universidade já concedeu 20 títulos de professores eméritos:

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Fontes consultadas

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