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Ben Jonson

Benjamin Jonson, conhecido como Ben Jonson, foi um dramaturgo, poeta e ator inglês da Renascença, contemporâneo de Shakespeare. Entre suas peças mais conhecidas estão Volpone, The Alchemist e Bartholomew Fair: A Comedy.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Imagem: lisby1 · PDM · Openverse

Nascido dois meses após a morte do pai, um pregador escocês, Ben Jonson foi criado pelo padrasto, um construtor pobre. Por algum tempo estudou na Westminster School, com o grande historiador e humanista William Camdem (1551-1623), formação que influenciou a sua escrita durante a sua carreira. No entanto, deixou a escola para aprender o ofício de mestre-de-obras de seu padrasto. Após servir no exército (1597) na Baixa Escócia, Jonson casou-se, transformou-se em ator itinerante e depois em dramaturgo. Casou-se antes de 1592, tendo tido uma filha que morreu aos seis meses e dois filhos de nome Benjamin, um deles falecido na infância, devido à peste. Não vivia bem com a esposa, tanto que ele viveu cinco anos fora de casa, em companhia de Lord Albany. Começou a afirmar sua reputação quando a trupe Lord Chamberlain's Men encenou pela primeira vez uma de suas peças que tratam de humor, Every Man in His Humour (Cada Homem em seu Humor), em 1598 no Globe Theatre pela companhia de teatro da qual Shakespeare era acionista e dramaturgo residente. Shakespeare atuou na sua primeira encenação ambientada na Itália, e também na versão subsequentemente revisada por Jonson para o Fólio de 1616, que reambientava a peça em Londres.

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Características literárias

Imagem: lisby1 · PDM · Openverse

Seguindo o exemplo dos autores latinos, como Plauto, e adaptando para suas finalidades pessoais a teoria medicinal dos humores (isto é, definido por suas qualidades, defeitos, tendências e manias mais acentuadas), criou um estilo que durou diversas gerações. Essa "comédia de costumes", que misturava o realismo e uma atmosfera satírica ao uso dos humores, influenciou dramaturgos até o século XVIII, estendendo-se até mesmo ao Romantismo. A comédia de Ben Jonson é o que se convencionou chamar de “drama”, pois possui trechos entremeados de fantasias, defendendo que “em cada um de nós um atributo particularmente se acentua, apossando-se de tal forma de nosso ser, que, por esse aspecto predominante, se define pela exageração de um grotesco que cria o humor, ou seja um temperamento característico”. Seus personagens cômicos são intencionalmente ridículos, compondo essa característica a tessitura da própria peça. Apesar do cunho realista de sua obra, ela se acha impregnada de fantasias que beiram o absurdo.

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Fontes consultadas

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