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Livre-comércio

Livre-comércio ou livre-cambismo é um modelo de mercado no qual a troca de bens e serviços entre países não é afetada por restrições do estado. Livre-cambismo é contrário ao protecionismo, que é a política econômica que pretende restringir o comércio entre países. As trocas podem ser restringidas pela aplicação de taxas e tarifas alfandegárias, quotas e subsídios as subvenções ou subsídios às exportações, legislação e leis antidumping; esta política econômica visa proteger a indústria nacional em detrimento da concorrência estrangeira. De acordo com a lei da vantagem comparativa, o sistema de comércio livre permite que os parceiros comerciais obtenham ganhos com o comércio mútuos. O exemplo máximo é dado pela Grã-Bretanha, no século XIX.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/08/2026
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Desenvolvimento

Num sistema de comércio livre, os preços são um reflexo da verdadeira oferta e procura e são a única causa determinante da alocação de recursos. Comércio livre é diferente de outras formas de política comercial, nas quais a repartição dos bens e serviços entre os países é determinada por preços artificiais que podem ou podem não refletir a verdadeira natureza da oferta e da procura. Estes preços artificiais são o resultado de políticas comerciais protecionistas, com as quais os governos intervêm no mercado através de ajustes aos preços e de restrições sobre a oferta. Estas intervenções governamentais tanto podem aumentar como diminuir o custo de bens e serviços, para os consumidores e produtores. Tais intervenções incluem subsídios, impostos e tarifas; barreiras não-tarifárias tais como legislação regulatória e quotas de importação ou mesmo acordos comerciais intergovernamentais, como o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) e Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos e América Central (CAFTA) (ao contrário dos seus títulos formais), ou qualquer intervenção governamental no mercado resultantando em preços artificiais.

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História

Era inicial

A noção de um sistema de comércio livre abrangendo vários estados soberanos originou-se de forma rudimentar na Espanha Imperial do século XVI. O jurista americano Arthur Nussbaum observou que o teólogo espanhol Francisco de Vitoria foi "o primeiro a estabelecer as noções (embora não os termos) de liberdade de comércio e liberdade dos mares". Francisco fez o caso sob os princípios do jus gentium. No entanto, foram dois primeiros economistas britânicos, Adam Smith e David Ricardo, que mais tarde desenvolveram a ideia de livre comércio em sua forma moderna e reconhecível. Economistas que defendiam o livre comércio acreditavam que o comércio era a razão pela qual certas civilizações prosperavam economicamente. Por exemplo, Smith apontou o aumento do comércio como sendo a razão para o florescimento não apenas das culturas mediterrâneas, como Egito, Grécia e Roma, mas também de Bengala (Índia Oriental) e China. A Holanda prosperou muito depois de se livrar do domínio imperial espanhol e seguir uma política de livre comércio.

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Na literatura

Imagem: CNA Brasil · BY-NC-SA · Openverse

O valor do livre comércio foi observado e documentado pela primeira vez em 1776 por Adam Smith em A Riqueza das Nações, escrevendo:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

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