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Abertura (xadrez)

No enxadrismo, as Aberturas, também chamadas de Defesas em alguns casos, são sequências de movimentos iniciais das peças de xadrez, já estudadas em várias partidas com as quais o jogador pode ter certa vantagem sobre um adversário, desenvolvendo as peças de forma a garantir uma disposição sólida de defesa e um ataque eficientemente bom. É quando ocorre a batalha pelo centro, como o desenvolvimento das peças menores em certas linhas retas de ação, iniciando a pressão sobre o centro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Objetivos

Imagem: Glassmann Scriptorium · BY-NC · Openverse

Embora exista uma larga variedade de abertura, os objetivos na essência são semelhantes. O primeiro e mais importante objetivo é evitar perda de peças valiosas. Num conceito clássico, o objetivo das brancas é atacar e das pretas é defender. Entretanto modernamente já existem aberturas que proporcionam o ataque das pretas. Em uma análise detalhada, levando em consideração que os jogadores não irão cometer um erro grave na abertura, os objetivos principais incluem: Além dessas ideias, outras estratégias usadas no meio do jogo podem também ser desenvolvidas na abertura. Estas estratégias incluem preparar os peões para um contra-ataque, visando criar uma fraqueza na estrutura de peões do oponente, manter o controle de casas-chave, fazer trocas favoráveis de peças menores (por exemplo, ganhando o par de bispos, ou ganhando a vantagem do espaço seja no centro ou nos flancos). Muitos escritores (por exemplo, Reuben Fine em As ideias por trás das aberturas de xadrez) comentam que a tarefa das brancas na abertura é preservar e incrementar a vantagem conferida pelo primeiro movimento, enquanto que das pretas é igualar o jogo. Entretanto já existem aberturas que fornecem a chance das pretas jogarem agressivamente para adquirir vantagem desde o início.

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Nomenclatura das aberturas

Imagem: EuJogoXadrez · CC0 · Openverse

Além do termo Abertura, termos comuns incluem: Defesa, Gambito, e Variante; termos menos comuns são Sistema, Ataque, Contra-ataque, Contra-gambito, e Invertido. A maioria das mudanças nas regras do xadrez no final do século XV aumentaram a velocidade do jogo, consequentemente desenvolvendo a importância do estudo das aberturas. Assim, os primeiros livros de xadrez (por exemplo de Luis Ramirez de Lucena em 1497) apresentam análises de aberturas (assim como Pedro Damiano de Odemira em 1512 e Ruy López de Segura em 1561). A discórdia de Ruy López com Damiano relativo aos méritos de 2…Cc6 levando a 3.Bb5 (depois de 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6) ser nomeado por ele como Ruy Lopez ou Abertura Espanhola. A teoria das aberturas foi estudada mais cientificamente a partir da década de 1840, e muitas variações de aberturas foram descobertas e nomeadas neste período. Infelizmente a nomenclatura das aberturas se desenvolveu ao acaso, e a maioria dos nomes são mais acidentes históricos do que baseados em qualquer sistema. As mais antigas tenderam a ser nomeadas por localidades geográficas e nome de pessoas. As aberturas são comumente conhecidas por nomes de enxadristas, não sendo sempre o nome do criador, algumas vezes é o nome do enxadrista que a popularizou ou publicou uma análise sobre ela.

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Classificação

Imagem: EuJogoXadrez · CC0 · Openverse

A posição inicial no xadrez oferece as brancas vinte possibilidades para o primeiro movimento. Onde as mais populares são: 1.e4; 1.d4; 1.Cf3; 1.c4, pois promovem um rápido desenvolvimento e controle do centro, as outras aberturas são consideradas razoáveis e menos consistentes A abertura Dunst (1.Cc3) desenvolve o cavalo para uma boa casa, entretanto não é flexível porque bloqueia o peão da coluna c, e também, depois de 1.…d5 o cavalo pode ser chutado para uma casa inferior depois de …d4. (note que depois de 1.Cf3 o análogo 1.…e5? apenas perde um peão). A abertura Bird (1.f4) remete ao controle do centro mas não o desenvolvimento, e enfraquece a posição do Rei consideravelmente. A abertura Sokolsky (1.b4) e o fianquetto do Rei e da Dama (1.b3 e 1.g3) ajuda pouco o desenvolvimento das peças, apenas visam o controle do centro perifericamente e são mais lentas que as aberturas mais populares, as outras onze possibilidades são raramente utilizadas em níveis elevados. Destas, as melhores são meramente lentas tais como 1.c3, 1.d3, e 1.e3. Possibilidades piores ignoram o centro e o desenvolvimento como 1.a3, enfraquecendo a posição do Rei (por exemplo 1.f3 e 1.g4), ou movendo os cavalos para casas ruins (1.Ca3 e 1.Ch3)

Jogo aberto ou aberturas abertas (1.e4 e5)

São aberturas de xadrez caracterizadas pelos primeiros lances (em notação algébrica): Sendo 2.Cf3 é a principal resposta das brancas, podendo levar a:

Jogo Semiaberto

São aberturas de xadrez em que as brancas jogam 1.e4 (ver notação algébrica) e as pretas respondem com um lance diferente de e5 (que leva a Aberturas Abertas) na primeira jogada. Nos jogos semi-abertos as Brancas jogam 1.e4 e as Pretas quebram a simetria imediatamente com um movimento diferente de 1…e5. As defesas mais populares para 1.e4 são a Siciliana, a Francesa e a Caro-Kann. A Pirc e a Moderna também são vistas, enquanto a Alekhine e a Escandinava tem ocasionalmente aparecido em jogos do Campeonato Mundial de Xadrez. A Nimzowitsch é jogável mas rara, assim como a Owen. A Defesa Grob e a Defesa St. George são estranhas, entretanto Tony Miles certa vez utilizou a Defesa St. George's para derrotar o então campeão mundial Anatoly Karpov.

Jogo fechado ou aberturas fechadas (1.d4 d5)

São aberturas de xadrez caracterizadas pelos primeiros lances (em notação algébrica): As mais importantes aberturas fechadas são da família do Gambito da Dama, onde as Brancas jogam 2.c4, que é de certa forma confundido, uma vez que as Brancas podem recuperar o peão ofertado se assim quiserem.

Sistemas índios ou defesas índias (1.d4 Cf6)

Os sistemas índios são defesas assimétricas para 1.d4 que empregam a estratégia hipermoderna do xadrez, sendo o movimento fianqueto comum em muitas dessas aberturas. Assim como as Aberturas Fechadas, transposições são muito importantes em muitas Defesas Índias e podem ser alcançadas por várias ordens diferentes de movimentos. Embora as Defesas Índias tenham sido campeãs na década de 1920 por enxadristas da escola hipermoderna, elas não foram totalmente aceitas até que os enxadristas soviéticos mostrarem no final da década de 1940 que estas eram boas para as Pretas. Desde então, têm sido a mais popular resposta para 1.d4 porque oferece uma partida desbalanceada com chances para ambos os lados.

Movimentos não usuais para as brancas

Estas aberturas raramente são adotadas por uma ou mais das seguintes razões:

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Para iniciantes

Algumas as aberturas recomendadas para serem usadas por iniciantes:

Principais aberturas

Algumas das aberturas mais usadas no jogo:

Melhor abertura

É difícil definir a melhor abertura do xadrez, pois é vasto em movimentos e possibilidades. Sem contar que uma jogada boa para as peças brancas não é necessariamente boa para as pretas. Mas, os estudos de xadrez indicam que, o melhor seria o peão em 1.e4, para as Brancas, e o peão em 1.e5, para as Pretas.

Pior lance inicial

Segundo o GM Edmar Mednis o pior lance para se iniciar uma partida é 1.f3 (chamado Abertura de Barnes), porém 1.h4 ou 1.Ch3 também são consideradas igualmente ruins.

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Importância na modernidade

A aberturas do xadrez são cada vez mais importantes na era computadorizada do esporte, com o jogo cada vez mais mapeado e toda ação (e erro) é essencial para o desenvolvimento de uma partida, tornando um xadrez ainda mais estratégico, com cada vez menos espaço para a intuição. Nesse contexto, a abertura no alto nível do xadrez, é quem acaba definindo os rumos de uma partida. Nela, os jogadores definem suas táticas e praticamente mapeiam todo o jogo antes mesmo dele ser desenvolvido. Por isso que os erros custam caro, mas não tanto quanto uma abertura mal escolhida.

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Fontes consultadas

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