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Abelardo da Hora

Abelardo Germano da Hora foi um artista plástico brasileiro. Escultor, desenhista, gravurista, pintor, ceramista, professor e poeta. Formado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes do Recife e em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Biografia

Abelardo Germano da Hora, filho de José Germano da Hora e Severina Maria Germano da Hora, nasceu aos 31 de julho de 1924 na Usina Tiúma, em São Lourenço da Mata (Pernambuco). A partir de 1928, muda-se com a família para a Usina São João da Várzea, no subúrbio do Recife. Em 1939, Abelardo entrou para a Escola de Belas Artes do Recife. No mesmo ano, ingressou no curso de escultura, desta instituição. Estudou desenho, gravura, pintura e escultura, com uma geração de grandes mestres, anteriores à dele, destacando-se com maestria e virtuosismo em todas as técnicas. A partir de 1940, começou a integrar o Diretório Estudantil da Escola de Belas Artes e foi eleito seu presidente em 1941, onde começou a estimular os estudantes a visitarem “a vida lá fora”, liderando grupos de alunos a desenhar e pintar paisagens urbanas e rurais, bem como as matas e a vida agitada nos subúrbios do Recife. Seu trabalho chamou a atenção do industrial Ricardo Brennand, que possuía residência na região e o contratou, trabalhando com ele no período de 1943 até 1945, realizando vários projetos ligados às temáticas regionais, fauna e flora, manifestações culturais, a vida cotidiana da usina e adjacências, além de encomendas dos clientes da indústria cerâmica, produzindo relevos tanto em barro, quanto cerâmica artística e terracota(1). Em 3 de março de 1945 participou, no Recife, do comício pela redemocratização do país e contra a ditadura Vargas. Um de seus acompanhantes foi um dos filhos do industrial Ricardo Brennand: Francisco (Brennand), que teve Abelardo como seu primeiro professor de Arte e mestre para a vida.

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Contexto e Obra (análise)

A escultura, no Brasil, pode ser caracterizada a partir de dois pontos de vista: a raiz popular, vernacular, notadamente na representação de suas manifestações e tendo como exemplo o também pernambucano Mestre Vitalino (1909 – 1963); e a vertente ligada às escolas européias, desde o Barroco, a partir de Aleijadinho. Neste aspecto, talvez a maior revolução nesta arte em nosso país tenha acontecido justamente numa região que sempre foi cosmopolita e porto privilegiado no contato com a Europa – o Recife. Foi lá que, em 1948, tudo que se conhecia sobre escultura no Brasil mudou radicalmente, com a primeira exposição de Abelardo da Hora. Ao trabalhar, desde sua formação inicial na Escola de Belas Artes, nos anos 1930, com uma temática ligada às coisas da sua terra e da sua gente, e suas condições de miséria e pobreza, usando especialmente a escultura (fato inédito na arte do Brasil), Abelardo inaugura um novo olhar sobre o que deveriam ser os temas de uma obra de arte e sobre como a escultura passará a ser vista no país – em contraponto ao que era ensinado nas academias brasileiras.

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Vida pessoal e morte

Casou-se em 1948 com Margarida Lucena da Hora, com quem teve sete filhos: Lenora (1949), Sandra (1950), Lêda (1952), Ana (1954), Sara (1955), Abelardo Filho (1959) e Iuri (1961). Abelardo morreu na manhã do dia 23 de setembro de 2014 no Recife, aos 90 anos de idade.

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Fontes consultadas

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