Batalha de Bandiradley
A Batalha de Bandiradley ocorreu de 23 a 25 de dezembro de 2006, envolvendo as forças da Puntland e da Etiópia, com o apoio do líder de facção Abdi Qeybdid, contra os militantes da União dos Tribunais Islâmicos (UTI). O confronto resultou na expulsão dos islamistas de Bandiradley, na Somália, e em seu recuo para o sul, até o distrito de Adado, na região de Galgadud.
Pontos-chave
- A batalha ocorreu entre 23 e 25 de dezembro de 2006.
- Forças da Puntland e Etiópia lutaram contra a União dos Tribunais Islâmicos.
- O conflito teve origem na Guerra Civil Somali e disputas territoriais com a Etiópia.
- A batalha resultou na retirada dos islamistas de Bandiradley e de outras cidades.
- A Etiópia já havia realizado incursões anteriores na região em busca de grupos extremistas.
A batalha está inserida em um cenário de conflitos prolongados na Somália e disputas fronteiriças com a Etiópia.
Guerra Civil Somali
A Guerra Civil Somali é a raiz da batalha. As regiões de Galgudud e Mudug foram envolvidas no conflito entre o estado de Puntland e a União dos Tribunais Islâmicos (UTI). Líderes locais em Galmudug, inicialmente buscando autonomia, acabaram por apoiar as forças da Puntland e da Etiópia contra os islamistas.
Disputas com a Etiópia
As fronteiras de Galgadud e Mudug foram disputadas com a Etiópia desde confrontos em agosto de 1982. As cidades de Balanbale e Goldogob foram ocupadas pela Etiópia a partir de junho de 1988, mas as tropas recuaram 9 milhas, devolvendo as cidades. Em março de 1999, a Etiópia alegou uma incursão em Balanbale contra a Al-Itihaad al-Islamiya (AIAI), negando pilhagens. Na época, a Etiópia era vista como fornecedora de armas para alguns senhores da guerra somalis, enquanto a Eritreia armava outros.
A ofensiva militar começou com o posicionamento de tropas etíopes e culminou na derrota e perseguição dos islamistas.
A retirada dos islamistas se estendeu a outras cidades, com relatos de reações armadas após a saída.


