Lista de Estados do Sacro Império Romano-Germânico
Esta lista contém os seguintes estados que pertenciam ao Sacro Império Romano-Germânico:
Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse
O Sacro Império Romano-Germânico era uma entidade política complexa que existia na Europa central durante a maior parte dos períodos medieval e início da era moderna. Deve-se mencionar que os estados que compuseram o Império, enquanto desfrutavam de uma forma única de autoridade territorial (chamada Landeshoheit) que lhes concedia muitos atributos de soberania, nunca foram estados totalmente soberanos como o termo é entendido hoje. No século XVIII, o Sacro Império Romano-Germânico consistia de aproximadamente 1.800 territórios, sendo a maioria de pequenas propriedades pertencentes às famílias dos Cavaleiros Imperiais. Em 1806, Napoleão Bonaparte invadiu o Sacro Império e o reorganizou, fundando a Confederação do Reno. Sucedeu-se uma longa disputa entre a a Monarquia de Habsburgo (futuro Império Austríaco e o Reino da Prússia pela hegemonia política dos estados alemães, vencida pela Prússia, que unificou as 42 divisões administrativas e fundóu o Império Alemão (1871). Para uma história mais completa do império, veja o Sacro Império Romano-Germânico .
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Embora tentar elaborar uma lista definitiva de todas as entidades que fizeram parte do Sacro Império Romano-Germânico ao longo de sua existência seja tarefa quase impossível, a lista a seguir tenta ser o mais abrangente possível.
Entidades Territoriais Pré-Imperiais
O termo exato "Sacro Império Romano-Germânico" não foi usado até o século XIII, mas o conceito de translatio imperii, a noção de que ele exerceu o poder supremo herdado dos imperadores romanos, foi fundamental para o prestígio do Imperador Romano-Germânico. Alguns historiadores referem-se à coroação de Carlos Magno como a origem do império em si, enquanto outros preferem a coroação de Otão I como seu início. Os estudiosos geralmente concordam, no entanto, em relacionar uma evolução das instituições e princípios que constituem o império, descrevendo uma assunção gradual do título e do papel imperial. Assim, para facilitar o entendimento da evolução territorial do "Sacro Império Romano-Germânico", adota-se a nomenclatura de pré-Imperiais para os territórios componentes do Império Carolíngio. Pois só uma porção dos mesmos irá constituir posteriormente o Império do Século XIII.
Fragmentação do Império Carolíngio
Com a morte de Carlos Magno, houve a fragmentação do Império Carolíngio em:
Com o Tratado de Verdun (843 d.C.)
O Tratado de Verdun, assinado no mês de agosto de 843, foi um dos primeiros tratados que dividiram o Império Carolíngio em três reinos entre os três filhos sobreviventes de Luís, o Piedoso, o filho e sucessor de Carlos Magno. Sacro Império Romano-Germânico (Austrásia) Reino da Lotaríngia (Alsácia, Lorena, Renânia)
Cidades Livres
Havia 51 Cidades Imperiais Livres no Sacro Império Romano a partir de 1792. Elas estão listadas abaixo com seu status confessional oficial confirmado pela Paz de Vestfália (1648) ao lado do nome. Weißenburgo na Baviera (Nordgau) (luterana)
Outras cidades que eram cidades imperiais livres que já haviam deixado de sê-lo em 1792, incluem
Basileia (tornou-se um cantão suíço, 1501. Sua independência do Império foi reconhecida em 1648) Berna (tornou-se um cantão suíço, 1351, Sua independência do Império foi reconhecida em 1648) Bisanz (Besançon) (anexada pela Espanha em 1648) Brakel (anexado pelo bispo de Paderborn) Kamerich (Cambrai) (cedida aos Países Baixos Espanhóis em 1543) Freiburg im Üechtland (Friburgo) (tornou-se um cantão suíço) Füssen (ao Príncipe-Bispado de Augsburgo, 1313) Gelnhausen (para Hesse-Kassel (ou Hesse-Cassel), 1745) Hagenau (anexada pela França, década de 1670) Colmar (anexado pela França, 1673, confirmado em 1697) Lucerna (tornou-se um cantão suíço, Sua independência do Império foi reconhecida em 1648)


