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Forma (arquitetura)

Na arquitetura, a forma refere-se a uma combinação de aparência externa, estrutura interna e a unidade do projeto como um todo, uma ordem criada pelo arquiteto usando espaço e massa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Aparência externa

O contorno externo dum edifício inclui a sua forma, tamanho, cor e textura, bem como propriedades relacionais, como posição, orientação e inércia visual (aparência de concentração e estabilidade). A preocupação dos arquitetos engloba as formas do próprio edifício (contornos, silhuetas), as suas aberturas (portas e janelas) e planos anexos (piso, paredes, teto). Várias formas podem ser organizadas de diferentes maneiras:

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Espaço e massa

Os conceitos de Espaço e massa' (também Massa e volume) são os principais ingredientes que um arquitecto utiliza para compor uma forma arquitetónica. A essência de um edifício é a separação entre o espaço interior finito, adequado para humanos, e o ambiente natural irrestrito ao ar livre. Ao contrário dos objetos físicos que manifestam a massa (por exemplo, o chão, as paredes e o teto), a experiência humana do espaço interior vazio e cheio de ar não é óbvia, mas a ideia de espaço arquitetónico é muito antiga, remontando pelo menos ao em grego clássico: τάξις (táxis, "ordem"), uma subdivisão dum edifício em partes. Os efeitos psicológicos do espaço são muito comuns, como sugere a língua inglesa: sensação de insegurança e compressão em "circunstâncias confinantes" de espaço inadequado e poderosa "experiência elevada" de estar acima de uma grande extensão. Espaço e massa na arquitectura não são inteiramente separáveis: como observado por George Berkeley em 1709, a visão humana bidimensional não consegue compreender plenamente as formas tridimensionais, de modo que a percepção do espaço é resultado da sensação visual imediata e do conhecimento de texturas pré-adquirido pelo tacto (esta ideia evoluiu no século XIX para uma teoria da apercepção).

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Simbolismo

A forma pode ser considerada como tendo um valor simbólico direto usado para comunicação entre o arquiteto e o cliente. Em particular, a maioria dos historiadores de arte concorda que o frontão triangular na arquitetura greco-romana não é apenas uma imitação de uma construção de telhado mais antiga, mas uma representação do divino. Essa ideia, apresentada pela primeira vez nos tempos modernos por um arquiteto pouco conhecido (exceto por suas teorias) Jean-Louis Viel de Saint Maux em 1787, foi sugerida por Cícero muito antes. Cícero também sugeriu que os significados utilitários e simbólicos do frontão não são necessariamente contraditórios: originalmente projetado como parte do telhado de duas águas para proteger da chuva, o frontão gradualmente adquiriu um valor religioso, então se um edifício era projetado de encontro a céu, onde a chuva não cai, a dignidade ditaria adicionar um frontão a cima deste.

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Fontes consultadas

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