Pesquisa · Mapa mental

A Troca

A Troca é um filme estadunidense de 2008, dos gêneros drama, policial e suspense, dirigido por Clint Eastwood, com roteiro de J. Michael Straczynski baseado em eventos ocorridos na Los Angeles de 1928.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
01

Enredo

Na Los Angeles da década de 1920, a mãe solteira Christine Collins volta para casa depois do trabalho e descobre que seu filho de nove anos, Walter, desapareceu. O Reverendo Gustav Briegleb espalha o caso de Christine e critica o Departamento de Polícia de Los Angeles por sua incompetência, corrupção e punições extrajudiciais inflingidas pelo esquadrão liderado pelo Capitão James E. Davis. Vários meses depois do desaparecimento de Walter, a polícia informa Christine que ele foi encontrado vivo. Um reencontro público é organizado porque acredita-se que a publicidade positiva irá ajudar a afastar as críticas contra o departamento. Apesar de "Walter" afirmar ser o filho de Christine, ela diz o contrário. O Capitão J. J. Jones, chefe da divisão de menores da polícia, insiste que o menino é Walter e pressiona Christine a levá-lo para casa. Depois de Christine confrontar Jones com as diferenças físicas entre "Walter" e seu filho verdadeiro, o policial envia um médico para visitá-la. Ele diz a Christine que "Walter" está mais baixo do que antes de desaparecer porque o trauma reduziu sua espinha, e que a pessoa que o sequestrou o circuncidou. Briegleb afirma que a polícia implantou isso para desacreditá-la. Os professores e o dentista de Walter entregam a Christine cartas confirmando que "Walter" é um impostor. Ela conta sua história para a imprensa; como resultado, Jones a manda para a "ala psicopática" do Hospital do Condado de Los Angeles. Ela faz amizade com Carol Dexter, que conta a Christine ser uma de várias mulheres presas por desafiar a autoridade da polícia. O Dr. Steele avalia Christine como doente mental e a força a tomar pílulas reguladoras de humor. Steele afirma que irá deixá-la ir embora se ela afirmar estar errada sobre "Walter". Ela diz não.

02

Contexto histórico

Em 1926, Sanford Clark, de treze anos de idade, foi levado de sua casa em Saskatchewan, Canadá, (com permissão de seus pais) por seu tio Gordon Stewart Northcott, de dezenove anos. Northcott levou Clark até sua fazenda em Wineville, Califórnia, onde ele regularmente bateu e abusou sexualmente do garoto. A situação continuou até agosto de 1928, quando a polícia tomou a custódia de Clark depois de Jessie Clark, sua irmã, ter contado às autoridades sobre a situação. O menino revelou que foi forçado por Northcott e sua mãe, Sarah Louise Northcott, a ajudá-los a matar três garotos que seu tio havia sequestrado e molestado. A polícia não encontrou corpos na fazenda – Clark afirmou que eles foram jogados no deserto – porém descobriram partes, machados cobertos de sangue e itens pessoais que pertenciam aos desaparecidos. Os Northcott fugiram para o Canadá, mas foram presos e extraditados para os Estados Unidos. Sarah Louise inicialmente confessou os assassinatos, incluindo o de Walter Collins. Ela mais tarde desmentiu a afirmação; Gordon, que havia confessado ter matado cinco meninos, fez o mesmo.

03

Produção

Desenvolvimento

O roteirista e ex-jornalista J. Michael Straczynski, antes de começar a escrever A Troca, foi contatado por uma fonte na Prefeitura de Los Angeles. A fonte disse que funcionários estavam planejando queimar vários documentos antigos, e dentre eles estava "algo que [Straczynski] deveria ver". A fonte descobriu uma transcrição da audiência do conselho da cidade sobre Collins e as consequências do desaparecimento de seu filho. Straczynski ficou fascinado com o caso; ele realizou uma pesquisa e escreveu um roteiro especulativo chamado The Strange Case of Christine Collins. Vários estúdios e produtores independentes interessaram-se pelo roteiro, porém ele nunca encontrou um comprador. Straczynski achava que não tinha tempo para se dedicar a história e fazê-la funcionar, retornando ao projeto apenas em 2004 após o cancelamento de sua série de televisão Jeremiah. Depois de vinte anos como roteirista e produtor de televisão, ele achava que era necessário mudar de meio, então passou um ano pesquisando sobre o caso de Collins através dos registros criminais, do tribunal do condado, prefeitura e necrotério. Ele coletou mais de seis mil páginas de documentos sobre Collins e os assassinatos de Wineville antes de "descobrir como contá-la". Ele escreveu um primeiro rascunho do novo roteiro em onze dias. O agente de Straczynski passou o roteiro para o produtor Jim Whitaker. Ele então passou para Ron Howard, que comprou imediatamente.

Roteiro

Straczynski sentiu que estava voltando à suas raízes como jornalista ao "sentar e esmiuçar [a] história". Ele tirou inspiração para os momentos de investigação do filme se lembrando de sua época como escritor de dramas policiais. O roteirista afirmou que reuniu tanta informação sobre o caso que estava difícil encontrar um modo de contá-lo. Para deixar a história se desenvolver no seu ritmo próprio, ele colocou o projeto de lado para poder esquecer os elementos menos essenciais e encontrar as partes que queria contar. Straczynski descreveu que exergou dois triângulos sobrepostos: "o primeiro triângulo, com a ponta para cima, é a história de Collins. Você começa com ela, e sua história fica maior e maior e passa a impactar todos os lugares. A sobreposição disso é um triângulo de cabeça para baixo com a base no topo, que é o panorama da Los Angeles da época – 1928. Começa ficando cada vez mais estreito ao se aproximar do chão, caindo sobre ela". Depois de ver essa estrutura, ele sentiu que conseguiria contar a história. Straczynski escolheu evitar se focar nas atrocidades dos assassinatos de Wineville, escolhendo ficar na perspectiva de Collins; o roteirista afirmou que ela era a única pessoa da história sem objetivos escondidos, e foi sua persistência – como também o legado que o caso deixou no sistema jurídico da Califórnia – que o atrairam no projeto. Ele disse, "Minha intenção era bem simples: honrar aquilo que Christine Collins fez".

Seleção de elenco

Os cineastas mantiveram os nomes dos personagens principais, porém vários personagens coadjuvantes eram a combinação de pessoas e tipos da época. Angelina Jolie interpreta Christine Collins; cinco atrizes fizeram campanha pelo papel, incluindo Reese Witherspoon e Hillary Swank. Howard e Grazer sugeriram Jolie; Eastwood concordou, acreditando que o rosto dela evocava o período. Jolie entrou na produção em março de 2007. Ela no início estava relutante porque, como mãe, achou o assunto angustiante. Jolie afirmou que foi persuadida pelo envolvimento de Eastwood e pela descrição que o roteiro fazia de Collins como alguém que se recuperava da adversidade e tinha a força para lutar contra as probabilidades. A atriz achou que interpretar a personagem foi bem emocional. Jolie disse que a parte mais difícil foi se relacionar com Collins já que ela era relativamente passiva. Sua interpretação foi baseada em sua própria mãe, que morreu em 2007. Para as cenas na central telefônica, Jolie aprendeu a andar de patins em saltos altos, uma prática bem documentada do período.

Filmagens

James J. Murakami supervisionou o design de produção. A pesquisa de localização revelou que muitos dos prédios mais antigos de Los Angeles haviam sido demolidos, incluindo todo o bairro onde Collins morava. As áreas suburbanas em San Dimas, San Bernardino e Pasadena dobraram para a década de 1920 em Los Angeles. O distrito da Cidade Velha de San Dimas representava o bairro de Collins e alguns locais adjacentes. Murakami disse que a Cidade Velha foi escolhida porque muito pouco mudou desde a década de 1920. O local foi usado tanto para cenas internas quanto externas; a equipe decorou a área com uma paleta de cores suaves para evocar sentimentos de conforto. Para algumas tomadas externas, eles renovaram propriedades abandonadas em bairros de Los Angeles que ainda possuíam arquitetura dos anos 1920. A equipe montou o terceiro andar do Park Plaza Hotel em Los Angeles em uma réplica das câmaras do Conselho da Cidade de Los Angeles dos anos 1920.

Efeitos visuais

As empresas CIS Vancouver e Pac Title criaram a maioria dos efeitos visuais, sob a supervisão geral de Michael Owens. O trabalho da CIS foi liderado por Geoff Hancock e o da Pac Title por Mark Freund. Cada estúdio criou cerca de noventa tomadas. A Pac Title focou principalmente em imagens 2D; A Vicon House of Moves cuidou da captura de movimento. O trabalho de efeitos visuais consistia principalmente em acréscimos periféricos: arquitetura, veículos, multidões e objetos móveis. A CIS usou o pacote de modelagem 3D Maya para animar cenas da cidade antes de renderizá-las em mental ray; eles geraram técnicas de matte painting utilizando o Autodesk Softimage e empregaram o software Digital Fusion para algumas fotos 2D. O trabalho da equipe de efeitos começou com uma pesquisa sobre o ano de 1928 em Los Angeles; eles referenciaram fotografias históricas e dados sobre a densidade populacional do núcleo urbano da época. A CIS teve que gerar principalmente novos modelos de texturas e captura de movimento porque o catálogo de efeitos existente da empresa consistia principalmente de elementos da era moderna; o estúdio complementou os exteriores com horizontes e cenários detalhados. A CIS também criou os quarteirões da cidade usando elementos compartilhados da arquitetura da época que poderiam ser combinados, reorganizados e repostos para formar edifícios de diferentes larguras e alturas; dessa forma, a cidade poderia parecer diversa com um mínimo de variação de textura. A CIS usou como referência fotografias aéreas antigas do centro de Los Angeles para que as fotos refletissem melhor a geografia da cidade, pois Hancock achava importante ter uma consistência que permitisse ao público entender e mergulhar no ambiente.

Música

Eastwood compôs a partitura de A Troca utilizando influências do jazz. Apresentando toques suaves de piano e cordas cadenciadas, a trilha permanece bastante discreta ao longo do filme. A introdução de instrumentos de sopro evoca o filme a um estilo noir, tocando no cenário do filme em uma cidade controlada por policiais corruptos. O tema muda do piano para uma orquestra completa e, conforme a história se desenvolve, as cordas se tornam mais imponentes, com um número crescente de sustentações e subidas. Eastwood apresenta uma trilha mais violenta e assustadora durante os flashbacks de assassinato das crianças. A partitura foi orquestrada e conduzida por Lennie Niehaus, sendo lançada em CD na América do Norte em 4 de novembro de 2008, através da gravadora Varèse Sarabande.

04

Temas

Impotência feminina

A Troca começa com um sequestro, mas evita enquadrar a história como um drama familiar para se concentrar no retrato de uma mulher cujo desejo de independência é visto como uma ameaça à sociedade dominada pelos homens. O filme retrata a década de 1920 em Los Angeles como uma cidade em que o julgamento dos homens tem precedência; as mulheres são rotuladas como "histéricas e não confiáveis" e nem mesmo ousam questionar isso. Em vez de "uma expressão de consciência feminista", David Denby argumenta que o filme, assim como Million Dollar Baby (também de Eastwood), é "um caso de respeito por uma mulher que era forte e duradoura". O retrato de uma mulher vulnerável cujo estado mental é manipulado pelas autoridades foi comparado ao tratamento da personagem de Ingrid Bergman em Gaslight (1944), que também se perguntou se ela poderia ser louca; Eastwood citou fotos que mostram Collins sorrindo com a criança que ela sabia que não era dela.

Corrupção nas hierarquias políticas

As noções românticas da década de 1920 como um período mais inocente são postas de lado em favor de retratar Los Angeles como governada por uma infraestrutura política despótica, mergulhada em corrupção sistemática e sádica em todo o governo da cidade, força policial e estabelecimento médico. Além de ser um drama kafkiano sobre a busca por uma criança desaparecida, o filme também enfoca questões relevantes para a era moderna. Eastwood observou uma correlação entre a corrupção da década de 1920 em Los Angeles e a da era moderna, manifestada nos egos de uma força policial que pensa que não pode estar errada e na maneira como organizações poderosas justificam o uso da corrupção. "[O] departamento de polícia de Los Angeles de vez em quando parece entrar em um período de corrupção", disse ele, "aconteceu mesmo nos últimos anos... então foi bom comentar [sobre isso] voltando a eventos reais em 1928". Eastwood disse que Los Angeles sempre foi vista como "glamourosa", mas ele acreditava que nunca houve uma "era de ouro" na cidade. Em A Troca, essa dissonância se manifesta nas ações de Arthur Hutchins, que viaja para a cidade na esperança de conhecer seu ator favorito; Eastwood disse que, dada a corrupção que a história cobre, a ingenuidade de Hutchins parecia "bizarra". Como uma lição de ativismo democrático, o filme mostra o que é preciso para provocar as pessoas a falarem contra uma autoridade sem controle, não importando as consequências. O crítico de cinema Richard Brody, do jornal The New Yorker, disse que isso soou tão verdadeiro para a Los Angeles de 1928 quanto para a Polônia em 1980 ou o Paquistão em 2008. O filme retrata o chefe de polícia James E. Davis dizendo: "Iremos trazer a justiça contra os criminosos nas ruas de Los Angeles. Eu quero que eles sejam trazidos mortos, e não vivos, e repreenderei qualquer policial que demonstrar misericórdia para qualquer criminoso".

Crianças e violência

Eastwood já havia lidado com temas de perigo infantil em Um Mundo Perfeito (1993) e Mystic River (2003). A Troca é uma peça temática que acompanha Mystic River, que também retratava uma comunidade contaminada por um ato violento e isolado contra uma criança, uma comparação com a qual Eastwood concordou. O diretor chegou a dizer que mostrar uma criança em perigo era "a mais alta forma de drama que você pode ter", já que os crimes contra elas eram geralmente os mais horríveis. Eastwood explicou que crimes contra crianças representavam um roubo de vidas e inocência. Ele disse: "Quando [um crime] vem tão grande quanto este, você questiona a humanidade. Nunca deixa de me surpreender o quão cruel o ser humano pode ser". Samuel Blumenfeld, crítico do jornal francês Le Monde, disse que a cena da execução de Northcott por enforcamento foi "insuportável" devido à sua atenção aos detalhes; ele acreditava que era um dos argumentos mais convincentes contra a pena de morte imaginável. Eastwood observou que, para um defensor da pena de morte, Northcott era o candidato ideal e que, em um mundo perfeito, a pena de morte poderia ser uma punição apropriada para tal crime. Ele disse que crimes contra crianças estariam no topo de sua lista de justificativas para a pena de morte, mas que, seja a favor ou contra a pena capital, a barbárie das execuções públicas deve ser reconhecida. Eastwood argumentou que, ao colocar o culpado diante das famílias de suas vítimas, a justiça pode ser feita, mas depois de tal espetáculo, a família acharia difícil encontrar a paz. O realismo da cena foi deliberado: é possível ouvir o pescoço de Northcott quebrando, ver seu corpo balançando e seus pés tremendo. A intenção de Eastwood era tornar a cena insuportável de assistir.

05

Lançamento

Estratégia

A Troca estreou em competição no 61º Festival de Cinema de Cannes em 20 de maio de 2008. O filme foi o quinto de Eastwood a entrar em competição no festival. A aparição do diretor em Cannes não fazia parte do plano de lançamento original. Os executivos da Universal esperavam ansiosamente pelo festival sem a preocupação associada à exibição de um filme, até que Eastwood decidiu por conta própria ir até Cannes para promover A Troca. O diretor ficou satisfeito com o sucesso comercial e de crítica que se seguiu à aparição de Mystic River no festival em 2003 e queria gerar o mesmo "burburinho positivo" para A Troca. O filme ainda se encontrava em pós-produção uma semana antes do início do festival. O filme apareceu no 34º Deauville American Film Festival, realizado de 5 a 14 de setembro de 2008, e teve sua estreia na América do Norte em 4 de outubro de 2008 como peça central do 46º Festival de Cinema de Nova Iorque, tendo sua exibição realizada no Ziegfeld Theatre.

Desempenho comercial

A Troca teve um desempenho modesto nas bilheterias, arrecadando mais internacionalmente do que na América do Norte. A receita bruta mundial do filme foi de US$ 113 milhões. O lançamento americano limitado do filme arrecadou US$ 502.000, uma média US$ 33.441 por sala, nos primeiros dois dias de exibição. As pesquisas do CinemaScore realizadas durante o fim de semana de abertura revelaram que a nota média que os espectadores deram para A Troca foi "A−" em uma escala de "A+" a "F". A maioria do público que assistiu o filme nos cinemas estadunidenses era em sua maioria mais velho; 68% tinham mais de 30 anos e 61% eram mulheres. As avaliações do público de "excelente" e "definitivamente recomendado" ficaram acima da média. As principais razões apontadas para ver o filme foram sua história (65%), a participação de Angelina Jolie (53%), a direção de Clint Eastwood (43%) e que a produção foi baseada em fatos reais (42%). O filme arrecadou US$ 2,3 milhões em seu primeiro dia de lançamento amplo, ficando em quarto lugar nas bilheterias do seu primeiro fim de semana com US$ 9,4 milhões, obtendo uma média por sala de US$ 5.085. Tal valor superou as expectativas da Universal para aquele fim de semana. A ligação de A Troca com o Inland Empire, o local dos assassinatos de Wineville, gerou interesse local adicional, fazendo com que o filme superasse a bilheteria nacional em 45% no fim de semana de estreia. O filme também teve um desempenho considerado bom pela Universal em seu segundo fim de semana de lançamento, embora tenha caído sua receita em 22% em comparação a semana anterior, arrecadando US$ 7,3 milhões. Já na quarta semana, A Troca caiu para o quinto lugar nas bilheterias, arrecadando US$ 27,6 milhões no total. Em sua sexta semana em cartaz, o número de cinemas onde o filme estava sendo exibido diminuiu para 1.010 o que fez com que A Troca saísse do top 10 de maiores bilheterias internas. O filme completou sua exibição teatral na América do Norte em 8 de janeiro de 2009, tendo ganho US$ 35,7 milhões no total.

Home media

O filme foi lançado em Blu-ray Disc, DVD e vídeo sob demanda na América do Norte em 17 de fevereiro de 2009, e no Reino Unido em 30 de março de 2009. Após sua primeira semana de lançamento, A Troca ficou em quarto lugar na parada de vendas de DVD com 281.000 unidades vendidas por US$ 4,6 milhões; em sua quarta semana de lançamento, o filme saiu do top 10, tendo arrecadado US$ 10,1 milhões. Considerando as vendas mais recentes, o filme já comercializou 762.000 unidades, gerando um pouco mais de doze milhões de dólares de lucro.

06

Recepção

Resposta da crítica

A exibição do filme em Cannes foi aclamada pela crítica, gerando especulações de que a produção poderia receber a Palma de Ouro (o prêmio acabou indo para Entre les murs). O roteirista do filme J. Michael Straczynski afirmou que a derrota de A Troca por dois votos foi devido ao fato de os juízes não acreditarem que a história fosse baseada em fatos reais. Ele argumentou que ninguém do júri acreditava que a polícia trataria alguém como tratou Collins. Embora as críticas positivas de Cannes tenham gerado especulações de que o filme seria um candidato sério ao Oscar de 2009, o lançamento nos cinemas norte-americanos teve uma resposta mais mista. Em junho de 2020, o filme detinha um índice de aprovação de 62% no agregador de resenhas online Rotten Tomatoes, com base em 210 resenhas críticas, obtendo uma classificação média de 6,3/10: o consenso crítico do site afirma: "Belamente filmado e bem atuado, A Troca é uma história convincente que infelizmente cede à convenção com muita frequência". O Metacritic, que atribui uma média ponderada de classificação às críticas dos filmes, relatou uma pontuação de 63/100 com base em 38 críticas para A Troca, indicando "avaliações geralmente favoráveis". A recepção do filme em vários países europeus foi muito mais favorável, com 83% dos críticos do Rotten Tomatoes do Reino Unido dando ao filme uma crítica positiva.

Prêmios e laureações

Além da seguinte lista de prêmios e indicações, o National Board of Review nomeou A Troca como um dos dez melhores filmes de 2008, assim como a International Press Academy, que organiza anualmente os Prêmios Satellite. Vários críticos incluíram o filme em suas listas de dez melhores filmes de 2008. Anthony Lane, crítico de cinema do The New Yorker, o considerou o segundo melhor filme do ano; a revista britânica Empire classificou A Troca como o quarto melhor filme do ano. O crítico de cinema japonês Shigehiko Hasumi listou o filme como um dos melhores da década de 2000.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando