Bubbles (chimpanzé)
Bubbles é um chimpanzé que foi mantido como animal de estimação pelo cantor norte-americano Michael Jackson, que o comprou de um centro de pesquisa do Texas na década de 1980. Bubbles frequentemente viajava com Michael Jackson, chamando a atenção da mídia. Em 1987, durante a Bad World Tour, Bubbles e Michael Jackson tomaram chá com o prefeito de Osaka, no Japão.
Aquisição
Bubbles nasceu em 1983 em um centro de pesquisa em Austin, Texas, que criava primatas para testes em animais. Existem relatos conflitantes sobre como ele caiu na posse de Michael Jackson; muitos afirmam que Michael o comprou quando ele tinha oito meses. A aquisição teria sido supervisionada por Bob Dunn, na época um dos fornecedores e treinadores de animais para filmes, sessões de fotos e publicidade mais famoso de Hollywood.
Final dos anos 1980
Bubbles foi mantido na casa da família Jackson em Encino até 1988, quando foi transferido para a nova casa de Jackson, o Rancho Neverland, no condado de Santa Bárbara, Califórnia. Bubbles dormia em um berço no quarto de Michael, comia doces no cinema Neverland, era alimentado na mesa de jantar, usava fralda e usava o banheiro de Michael. No julgamento de Michael Jackson em 2005, Michael disse que seus chimpanzés ajudavam nas tarefas domésticas: "Eles correm por aí, me ajudam a limpar o quarto. Eles me ajudam a tirar o pó, limpar a janela". As empregadas domésticas de Michael testemunharam no julgamento que desaprovavam o comportamento do chimpanzé. Uma disse que teve que limpar as fezes arremessadas na parede do quarto e outra descreveu um chimpanzé rasgando a fralda antes de se deitar na cama de Michael Jackson.
Realocações
No documentário de 2003 Living with Michael Jackson, Michael disse ao jornalista Martin Bashir que Bubbles havia se tornado agressivo. Bubbles foi transferido para um santuário de animais com medo de que ele pudesse atacar o recém-nascido filho de Michael Jackson, Prince Michael II.[nota 1] Michael Jackson comprou mais dois bebês chimpanzés, Max e Action Jackson; o público acreditava que esses chimpanzés também eram Bubbles. A partida de Bubbles foi motivo de arrependimento para Michael Jackson. Durante a entrevista, Bashir também foi informado de como Michael Jackson planejava dar uma "festa de animais celebridades" para Bubbles; Cheeta, o chimpanzé de Tarzan, Benji e Lassie seriam convidados.
Morte de Michael Jackson
Em 25 de junho de 2009, Michael Jackson morreu aos 50 anos, após sofrer uma parada cardíaca. Dunn, falando ao News of the World, disse: "Bubbles definitivamente sentiu falta [de Michael Jackson] quando eles se separaram e sentirá falta dele agora. Chimpanzés são inteligentes. Eles se lembram de pessoas e de outras coisas. Bubbles e Michael eram amigos íntimos e companheiros de brincadeira. A última vez que Michael o visitou, Bubbles definitivamente o reconheceu e lembrou dele".[nota 3] Ele disse que Jackson considerava Bubbles como seu primeiro filho e acrescentou que esperava que os filhos de Michael Jackson mantivessem contato com seu "meio-irmão" após a morte de seu pai. Em 2010, a irmã de Michael Jackson, La Toya, visitou Bubbles no Center for Great Apes, na Flórida. De acordo com o site do Center for Great Apes, o espólio de Michael Jackson "tem continuado a manter os custos anuais de cuidado de Bubbles no santuário".
Segundo o jornalista Steve Huey, Bubbles formou uma percepção pública de Michael Jackson como um "excêntrico bizarro, obcecado com a recuperação de sua infância". De acordo com Robert Thompson, professor de cultura popular na Universidade de Syracuse, a aquisição de Bubbles por Jackson foi "quando a esquisitice começou a atingir proporções míticas". A relação de Michael e Bubbles, bem como outras supostas excentricidades de Michael, contribuíram para o apelido da mídia de "Wacko Jacko", que Michael passou a desprezar. A mídia frequentemente dava mais atenção a Bubbles do que à música de Michael Jackson, e publicava histórias falsas, como a alegação de que Bubbles não era um único macaco, mas sim um de vários. Uma afirmação posterior sugeriu que Bubbles havia morrido; o assessor de imprensa de Michael Jackson, Lee Solters, disse aos repórteres que "quando Bubbles ouviu sobre sua morte, ele enlouqueceu (...) Como Mark Twain, sua morte é grosseiramente exagerada e ele está vivo e passa bem".
A percepção pública do que Michael é como ser humano tem sido altamente exagerada. Esses artigos são difíceis para mim de relacionar. Por exemplo, o Bubbles é mais divertido do que muitas pessoas que eu conheço. Eu vi o Bubbles em um casamento de smoking. Ele tem ótimos modos à mesa. Michael Jackson lançou Michael's Pets, uma linha de pelúcias baseada nos animais que ele possuía, em novembro de 1986. "Ele [Jackson] foi muito importante para o design dos brinquedos", disse Bob Michaelson, responsável por desenvolvê-los. "Ele foi muito instrumental em como deveria ser programado... ele tem uma intuição tremenda." Michael Jackson, ao aprovar os brinquedos, estipulou que os fabricantes doassem 1 dólar por venda para uma instituição de caridade infantil. Em 1988, o artista Jeff Koons fez três esculturas de porcelana idênticas, Michael Jackson and Bubbles, como parte de sua exposição Banality [en]. Na época, dizia-se que cada escultura valia 250 000 dólares. Koons disse uma vez: "Se eu pudesse ser outra pessoa viva, provavelmente seria Michael Jackson". A peça se tornou uma das obras mais conhecidas de Koons. A figura mostra Michael Jackson e Bubbles vestindo ternos dourados de estilo militar. Em 2001, uma das figuras foi colocada em leilão e esperava-se que alcançasse entre 3 milhões e 4 milhões de dólares. A figura foi vendida para um comprador anônimo por telefone por 5,6 milhões de dólares, um recorde para uma obra de Koons.


