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Nada

"Nada", usado como pronome indefinido, é a ausência de algo ou coisa particular que se possa esperar ou desejar estar presente, "nada foi encontrado", ou alguma coisa, "não gostaria de comer nada?". Como substantivo masculino, denota a não existência, o que não existe, o vazio. Como um advérbio é usado para enfatizar a negação, "não é nada sério".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Filosofia

Imagem: blmurch · BY-SA · Openverse

Filosofia ocidental

Ao pensar-se no "nada", associamos à nossa mente a ausência de qualquer coisa que seja, o vazio absoluto. O nada foi pensado como conceito pelos filósofos que questionavam inclusive se "o nada existe?". Um dos primeiros filósofos ocidentais a considerar o nada como um conceito foi Parmênides (século V a.C.), filósofo grego da escola eleática e defensor do monismo. Para Parmênides, o nada não existe, não pode ser conhecido nem expressado, sustentando que seria contraproducente dizer que algo não existe. Segundo sua linha de raciocínio, para falar de algo, é preciso falar de algo que existe; para falar de algo no passado, essa coisa ainda deve existir (em algum sentido) agora, e disso ele conclui que não existe algo como mudança. O não-ser não existe ("enquanto nada não é", "μηδν δ᾿οὐκ ἔστιν"). Não é possível, portanto, para o que não é ser (e o não-ser não pode nem mesmo ser concebido). Parmênides influenciou outros filósofos, como, por exemplo, Sócrates e Platão. Aristóteles dá a Parmênides uma séria consideração, mas conclui: "Embora essas opiniões pareçam seguir logicamente em uma discussão dialética, acreditar nelas parece quase uma loucura quando se considera os fatos."

Filosofia oriental

A compreensão de 'nada' varia amplamente entre as culturas, especialmente entre as culturas e tradições filosóficas ocidentais e orientais. Por exemplo, Śūnyatā (vazio), ao contrário do "nada", é considerado um estado de espírito em algumas formas de budismo (ver Nirvana e Bodhi). Alcançar o "nada" como um estado de espírito nesta tradição permite que a pessoa se concentre totalmente em um pensamento ou atividade em um nível de intensidade que não seria capaz de atingir se estivesse pensando conscientemente. Alguns autores apontaram semelhanças entre a concepção budista do nada e as idéias de Martin Heidegger e existencialistas como Sartre, embora essa conexão não tenha sido explicitamente feita pelos próprios filósofos. Em algumas filosofias orientais, o conceito de "nada" é caracterizado por um estado de ser sem ego em que um totalmente percebe sua própria pequena parte no cosmos.

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Física

Imagem: Najwa Marafie - Free Photographer · BY-SA · Openverse

Fisicamente é preciso distinguir três coisas: o vácuo, o vazio e o nada. O vácuo é um espaço não preenchido por qualquer matéria, em qualquer estado físico. O vácuo, porém, ainda apresenta campos, sejam eles magnéticos, elétricos, gravitacionais. Mesmo se fosse possível criar um vácuo de cem por cento no qual não houvesse ondas sem matéria nem campos interagindo, esse espaço ainda não estaria livre de eventos ou matéria, uma vez que partículas e antipartículas estão constantemente se formando e se aniquilando. Este fenômeno, conhecido como flutuação do vácuo. Mesmo se houvesse um vazio onde tivesse total ausência de matéria, campos ou radiação, este vazio ainda seria considerado alguma coisa, pois haveria ainda o espaço, isto é, a capacidade de caber algo, ainda que não houvesse nenhum objeto para preenchê-lo. Todo o espaço, mesmo que não contenha matéria, é preenchido por campo gravitacional. Não há como sugar ou bloquear a gravidade de uma região do espaço porque a gravidade é apenas a forma do próprio espaço. Como resultado, mesmo o mais vazio dos vácuos físicos sempre terá um campo de curvatura. O espaço perfeitamente "vazio" sempre terá energia do vácuo, o campo de Higgs e a curvatura do espaço-tempo.

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Matemática

Imagem: Alijana1 · BY-NC-SA · Openverse

Matematicamente, o conjunto vazio não é o mesmo que nada; ele é um conjunto que não possui elementos (ou seja, que não contém nada), mas um conjunto é sempre algo. É um elemento do conjunto dos subconjuntos de um conjunto (chamado de conjunto das partes). Assim este "nada" matemático, seria sempre um dos elementos de qualquer conjunto. Esta concepção, aplicada à física, todavia, não possui base fenomenológica sustentável, pois a física não é a matemática em si, embora se possa tratar as coisas físicas por modelos matemáticos, ou modelos físico-matemáticos, construindo-se física. Deve-se destacar que um ponto, da geometria, que não possui dimensão, também não pode ser associado ao conceito de "nada" diretamente, pois sendo um ponto, não pode ser o nada plenamente definido na Filosofia.

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Fontes consultadas

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