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A Sombra de Rebecca

A Sombra de Rebecca foi uma telenovela brasileira exibida pela TV Globo entre fevereiro e junho de 1967. Com 90 capítulos, a trama ocupou a faixa das oito horas, sucedendo "O Rei dos Ciganos" e antecedendo "Anastácia, a Mulher sem Destino". A novela explorou uma temática inspirada no Japão, mas gerou controvérsias por seu elenco e representações culturais.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 23/06/2026

Pontos-chave

  • Telenovela brasileira da TV Globo exibida em 1967.
  • Inspirada na ópera "Madame Butterfly" e no romance "Rebecca".
  • Abordou temática japonesa, mas com atores brancos interpretando personagens orientais.
  • Encerrou com a polêmica aparição de Rebecca e o suicídio de Suzuki.
  • Figurinos extravagantes e representações culturais geraram críticas.
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Enredo da Novela

A história gira em torno de Rebecca, dada como morta após um acidente aéreo enquanto viajava para encontrar seu marido diplomata, Sir Philip, e o filho Carlinhos no Japão. Sir Philip se apaixona por Suzuki, uma jovem japonesa prometida em casamento ao general Koburi. A trama se complica com os planos de Tamura, pai de Suzuki, e de Diana, cunhada de Philip e apaixonada por ele, que tramam contra o casal. Miss Leila, a governanta de Philip, também demonstra preconceito contra Suzuki, exaltando constantemente a falecida Rebecca. No desfecho, Rebecca ressurge, tendo sobrevivido ao acidente, e Philip decide retornar para ela. Suzuki, desolada com a decisão, comete haraquiri.

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Produção e Críticas

Inspirada pelo sucesso de uma novela com temática japonesa na Rede Tupi, a autora Glória Magadan decidiu criar "A Sombra de Rebecca" com ambientação no Japão, baseando-se na ópera "Madame Butterfly" e no livro "Rebecca". Contudo, a novela enfrentou críticas por escalar atores brancos para interpretar personagens japoneses, prática conhecida como "yellowface". A representação cultural também foi questionada, especialmente o haraquiri realizado por Suzuki, um ritual tradicionalmente masculino e, em sua prática por uma mulher, considerado ofensivo à cultura japonesa. Os figurinos elaborados e adornados pelo carnavalesco Arlindo Rodrigues também desagradaram a comunidade nipo-brasileira. A atriz Neuza Amaral, que inicialmente participaria apenas dos primeiros capítulos, precisou retornar às pressas para gravar o último, após ter alterado seu visual para outra novela.

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Fontes consultadas

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