Solidariedade (partido político)
Solidariedade é um partido político de centro do Brasil, fundado em 2012 e registrado oficialmente em 2013. Seu principal líder é Paulinho da Força, sindicalista e presidente licenciado da Força Sindical. Em dezembro de 2025, o partido possuía 376.193 filiados.
Em 12 de junho de 2024, o presidente do partido, Eurípedes Gomes Júnior, alvo de uma operação da Polícia Federal no mesmo dia, é considerado foragido pela corporação. Ele é suspeito de desvio milionário de verba partidária. No dia seguinte, ele foi incluído na categoria de difusão vermelha da Interpol. Em 15 de junho, ele se entregou à Polícia Federal em Brasília depois de ser considerado foragido. Em junho de 2025, foi divulgada a negociação para formação da Federação Renovação Solidária, entre o Partido Renovação Democrática e o Solidariedade. Em 25 de junho de 2025, foi anunciada formalmente a constituição da federação. Em 4 de dezembro de 2025, o Tribunal Superior Eleitoral deferiu, por unanimidade, o pedido de registro da federação partidária.
Formação e registro
Com boa parte de seus dirigentes advindos do movimento sindical, o Solidariedade nasceu alinhado às bandeiras dos trabalhadores do país e dos movimentos sociais. O espectro político original do Solidariedade, conforme declarado pelo Paulinho da Força em 2013, era centro-esquerda. Dirigentes do Solidariedade pediram seu registro no Tribunal Superior Eleitoral em junho de 2013 e tiveram o partido aprovado em sessão do TSE de 24 de setembro de 2013, sob forte questionamento de fraude.
Eleições gerais de 2014
Nas eleições de 2014, o Solidariedade apoiou a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB), compondo a coligação "Muda Brasil", em oposição à reeleição de Dilma Rousseff (PT). O partido lançou um candidato a governador, quatro a vice-governadores e um a senador. Também apoiou 12 candidatos a governadores de partidos diversos.
Eleições gerais de 2018
Nas eleições de 2018, o partido novamente deu apoio à candidatura presidencial do PSDB, dessa vez representada por Geraldo Alckmin. No segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), o partido optou pela neutralidade, mas Paulinho da Força declarou apoio a Haddad. O partido ainda elegeu o senador Eduardo Gomes (TO), 13 deputados federais e 29 deputados estaduais.
Governo Bolsonaro
Durante o governo Bolsonaro, a bancada de deputados federais do Solidariedade votou, em média, 89% das vezes junto ao governo. Até abril de 2021 alguns deputados da sigla apresentaram alinhamento ao governo de quase 100%, enquanto o deputado Paulinho apresentou um alinhamento de 71%. Até janeiro do mesmo ano, três cargos no Ministério da Agricultura eram ocupados por por indicação do Solidariedade.
Eleições municipais de 2020
Nas eleições municipais de 2020, o partido elegeu 94 prefeitos e 1348 vereadores. Em março de 2021, Paulinho declarou ser impossível um apoio do Solidariedade à reeleição de Bolsonaro, e disse que acha possível o partido apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, ainda que esteja muito cedo para decidir.
Eleições de 2022 e incorporação do PROS
Em 3 de maio de 2022, após desentendimento das centrais sindicais e o presidente do partido, Paulinho da Força, o Solidariedade oficializa apoio ao pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2022, sendo o único partido de centro na coligação "Vamos Juntos pelo Brasil". Em 2022, o partido não conseguiu superar a cláusula de barreira nas eleições gerais. Consequentemente, em 17 de outubro de 2022, foi aprovada a incorporação do PROS ao Solidariedade para que o partido continuasse recebendo o fundo partidário e tivesse acesso ao tempo de propaganda eleitoral na televisão e rádio. Em 14 de fevereiro de 2023, o TSE homologou a incorporação.
Imagem: Aécio Neves - Senador · BY · Openverse
Eleições estaduais
Em negrito estão os candidatos filiados ao Solidariedade durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o Solidariedade compôs.Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores.Não estão listados os futuros suplentes empossados. Em negrito estão os candidatos filiados ao SD durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o SD compôs.Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores.Não estão listados os futuros suplentes empossados.
Eleições presidenciais
(PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB) (PSDB, PP, PR, PRB, PSD, Solidariedade, DEM, PTB e PPS) (FE Brasil, PSB, Solidariedade, Fed. PSOL REDE, Avante, Agir e PROS)


