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Renascimento (partido)

Renascimento, anteriormente conhecido como A República em Marcha!, ou simplesmente Em Marcha!, é um partido político francês de cunho social-liberal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/09/2026
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História

Antecedentes e Origem

A Esquerda Livre (em francês: La Gauche Libre), o think-tank do movimento, foi declarado como uma organização em 1.º de março de 2015. Depois, o website lesjeunesavecmacron.fr foi registrado como um domínio em 23 de junho de 2015. Eventualmente, duas páginas do Facebook foram criadas e um domínio extra registrado. Outra organização acabou sendo criada por Macron, declarada como "A Associação pela Renovação da Vida Política" (em francês: L'Association pour le renouvellement de la vie politique) e registrada como um "micropartido" em janeiro de 2016. Isso ocorreu após o en-marche.fr ser reivindicado como um domínio. A Associação pela Renovação da Vida Política foi então registrada como Ema Em Marcha (em francês: Ema En Marche) em março de 2016.

Fundação

Em Marcha! foi oficialmente fundado em 6 de abril de 2016 em Amiens pelo ex-membro do Partido Socialista (PS), Emmanuel Macron com a ajuda do conselheiro político Ismaël Emelien. As iniciais do nome do partido eram as mesmas iniciais do nome de Macron. O anúncio do Em Marcha! foi a primeira indicação de Macron de que planejava concorrer à presidência, com ele usando Em Marcha! para arrecadar fundos para sua eventual campanha presidencial. O lançamento do partido recebeu ampla cobertura da mídia e essa cobertura continuou a atingir seu pico à medida que as tensões aumentavam entre Macron e outros ministros do governo, pois a lealdade de Macron era questionada. Nas semanas seguintes à criação do Em Marcha!, Macron fez-se ouvir nas pesquisas de opinião, tornando-se visto como o principal concorrente de esquerda.

Eleições Presidenciais de 2017

Como parte de sua candidatura às eleições presidenciais de 2017, Emmanuel Macron organizou muitas reuniões a partir de meados de 2016. A primeira aconteceu no dia 12 de julho, em Paris, na Maison de la Mutualité. A Reunião reuniu cerca de quarenta parlamentares, incluindo Nicole Bricq, ex-figuras políticas como Renaud Dutreil e figuras da sociedade civil como Erik Orsenna e Alexandre Jardin. Emmanuel Macron diz que quer levar seu movimento "até 2017 e até a vitória". Em 10 de dezembro de 2016, como forma de já levantar a sua campanha, Macron deu seu "primeiro grande encontro" em París, sendo essa uma "demonstração de força", onde reuniu 15 mil pessoas, segundo a France Info. No discurso, Macron se mostrou ser um candidato de ''terceira via'', nem sendo de esquerda, nem de direita. Afirmou criar os "três escudos: um escudo de segurança, um escudo social ativo e um escudo europeu", além de que deu propostas como: a redução de impostos para todas as empresas e a manutenção do tempo de trabalho legal em 35 horas, bem como a abolição das contribuições para a saúde e o desemprego pagas pelos trabalhadores, em troca de um aumento na CSG.

Mudança de nome

Em maio de 2022, o Em Marcha! anunciou que mudaria o nome de seu grupo parlamentar para "Renascimento". Em setembro, o partido também mudou seu nome para "Renascimento". A mudança foi parte de um esforço para reunir toda a maioria presidencial em um único partido, embora apenas os partidos Agir e Territórios do Progresso se fundiram no Renascimento.

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Ideologia

Várias fontes descreveram o partido como sendo um partido pega-tudo de centro ou centro-direita a direita. Em 2017, observadores e comentaristas políticos o descreveram como sendo socialmente e economicamente liberal. O partido também foi descrito como usuário de um discurso similar ao da terceira via adotada pelo Partido Trabalhista do Reino Unido durante a fase do "Novo Trabalhismo" de Tony Blair (o blairismo). Além disso, foi apontado como apoiador de algumas políticas próximas ao liberalismo clássico. Sob a óptica de populistas, o partido é neoliberal. De acordo com uma pesquisa da Ipsos realizada em março de 2018, parte da percepção pública vê que o partido mudou para a direita desde março de 2017, com 45% dos entrevistados classificando o partido como de centro-direita (25%) a direita (20%). 21% dos entrevistados o colocam no centro, em comparação com 33% em março de 2017.

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Fontes consultadas

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