A Praça É Nossa
A Praça É Nossa é um programa de televisão humorístico brasileiro transmitido pelo SBT.
Imagem: Grito Rock Mundo · BY-NC-SA · Openverse
Em 1977, um ano após a morte de Manuel de Nóbrega, a Rede Globo voltou a exibir o programa, como forma de homenagear seu criador. O primeiro Praça da Alegria teve direção de Mário Lúcio Vaz, e os seguintes foram dirigidos por Carlos Alberto Loffler. Carlos Alberto de Nóbrega, filho de Manuel de Nóbrega, era o responsável pela redação final do programa. O tema de abertura da Praça da Alegria era o mesmo das versões anteriores: "A Praça", composta por Carlos Imperial e gravada por Ronnie Von. Agora, quem ocupava seu banco era Luís Carlos Miele, que contracenava com os personagens antológicos do programa, que ainda, conservavam intacto seu apelo popular como Pacífico: figura alucinada que contava histórias mirabolantes e bordões nonsenses como “Ô cride!”. Bizantina Escatamáquia Pinto, mais conhecida como Velha Surda (Rony Rios): uma senhora meio míope e surda que importunava o humilde Apolônio (Viana Júnior), confundindo tudo o que ele dizia. Já passaram pela praça, como por exemplo: Catifunda (Zilda Cardoso), uma ladra carismática que não tinha vergonha de contar suas histórias (trambiques), enquanto fumava um charuto e reclamava da concorrência desleal dos “colegas de profissão”, o leitor mal-humorado e semi-analfabeto interpretado por Walter D'Ávila, o garoto vestido à moda marinheiro (Simplício) que atormentava o homem da praça com suas perguntas impertinentes e seus gritos de “Ó, home!”, Cremilda, a dondoca vivida por Consuelo Leandro que se gabava das impressionantes façanhas do seu “marido Oscar”, um ricaço poderoso e o Mendigo Nobre de Jorge Loredo e Borges de Barros, que, apesar de maltrapilho, agia como um lorde. Em um dos quadros, Jô Soares aparecia no papel do alemão que, por não dominar direito o português, travava uma conversa cheia de duplo sentido com Carlos Alberto de Nóbrega.
A estreia de A Praça é Nossa no SBT aconteceu no dia 7 de maio de 1987. Anteriormente, de 1956 a 1970, a atração passou pela Record e TV Rio até sair do ar nos anos 70. Em 1977, a Globo voltou a exibir A Praça da Alegria, que a partir de 1987, seria chamada de Praça Brasil na Bandeirantes e de A Praça é Nossa no SBT. Ao conquistar todas as faixas etárias e classes sociais, A Praça É Nossa sempre se destacou pela diversificação em seu humor. Foram produzidos mais de mil programas inéditos. Sem contar que já desfilaram pelo banco da praça mais das, entre humoristas e comediantes, que protagonizaram o respeitável número de 250 personagens. Atualmente o programa conta com mais de 20 personagens, mesclando experientes e jovens. Entre eles estão João Plenário (Saulo Laranjeira), Renata - A Ciumenta (Renata Brás), Nina e Sangue (ambos interpretados por Marlei Cevada), Saidera (Giovani Braz), Cucurucho (Pereira França Neto), os grupos Café com Bobagem e Os Malandros (Jefferson Farias, Duca Pantaleão e Mané Marreco), Matheus Ceará, as imitações de Alexandre Porpetone, entre outros.
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Em 2010 o programa inovou ao ser o primeiro programa de TV do Brasil a dar espaço a artistas de stand up regularmente.
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Em junho de 2015 foi lançado por Marcelo de Nóbrega o show Proibidão da Praça, versão teatral do programa composto por piadas feitas no humorístico que não vão ao ar por serem consideradas impróprias para a TV. O Proibidão estreou no Teatro Pikadeiro Fun House, em São Paulo, fazendo uma curta temporada, e desde então viaja pelo país todo.
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Desde os tempos de Manuel de Nóbrega, A Praça É Nossa se destaca por revelar novos talentos do humor. E agora, com um espírito de garimpeiro, Carlos Alberto encontra várias preciosidades do humor. Ao longo de sua história no SBT, o programa A Praça é Nossa contou com estrelas do humor brasileiro que marcaram época e deixaram saudades, como Ronald Golias, responsável pelos personagens Pacífico, Bronco, Profeta e Professor Bartolomeu. Além de Maria Teresa, que interpretou por anos A Fofoqueira e Lady Grace Benedita. E o ator Jorge Lafond, que eternizou a personagem Vera Verão. E mais artistas que já se foram, mas ainda permanecem na memória de muita gente, como: Nhô Moraes (Emílio Fingoli); O Homem do Bumbo (Lilico); Lindeza com sua gravata Cocada (Roni Cócegas); O Homem de Itu (Simplício); A Mulher do Oscar e Lola, a Repórter (Consuelo Leandro); A Velha Surda, Seu Explicadinho e Philadelpho (Roni Rios); Louco e Caipira (Clayton Silva), O Homem do Telefone (Canarinho) entre outros.
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Eugênio Bucci, ao comentar em 2002 sobre diversos programas humorísticos da TV brasileira para a Folha de S.Paulo, disse que "a qualidade do humor na TV segue baixa e estreita."


