Roberto Rivellino
Roberto Rivellino é um ex-futebolista ítalo-brasileiro que atuava como meio-campista ou ponta-esquerda. É frequentemente considerado um dos melhores jogadores da história do futebol.
Tendo atuado oficialmente em apenas três clubes na carreira, viveu seu auge quando foi titular da Seleção Brasileira tricampeã mundial na Copa do Mundo FIFA de 1970, no México. Deu seus primeiros passos no futebol nas categorias de base do Corinthians, jogando no time profissional de 1965 a 1974, e então se transferiu para o Fluminense, onde também virou ídolo e jogou até 1978. Logo após deixar o clube carioca, foi jogar na Arábia Saudita pelo Al-Hilal, onde se aposentou em 1981. Jogador extraclasse, de técnica apurada na perna esquerda que lhe permitia um futebol brilhante de lançamentos longos e passes precisos, potentes chutes de longa e meia distância, foi também exímio cobrador de faltas. O argentino Diego Maradona, em várias entrevistas, o considerou o melhor jogador que viu jogar. É amplamente considerado um dos maiores jogadores da história de Corinthians e Fluminense.
Nascido numa família de imigrantes italianos da localidade de Macchiagodena (província de Isernia, Região de Molise, Sul da Itália), Roberto Rivellino começou sua carreira como amador no Clube Atlético Indiano na capital paulista e também atuou no futebol de salão do E.C. Banespa.
Corinthians
Após ser recusado no arquirrival Palmeiras, a carreira profissional de Rivellino teve início no Corinthians, onde tornar-se-ia um dos maiores ídolos, e tido por muitos como o maior ídolo da história do clube paulista. Dispensado por Mário Travaglini no Palmeiras, Roberto Rivellino logo em sua chegada ao Corinthians já chamou a atenção de José Castelli, um dos grandes ídolos e artilheiros do clube alvinegro, que na época era responsável pelas categorias inferiores do clube. Sempre que jogava contra o Palmeiras Rivellino fazia questão de jogar bem, para mostrar o erro que eles cometeram ao dispensá-lo. José Castelli, conhecido como Rato, acompanhando o primeiro treino de Rivellino com o olhar clínico e experiente do ex jogador, identificou algo de diferente no futebol do garoto e imediatamente o aprovou e já o mandou trazer fotos 3x4 para fazer a sua ficha de inscrição no clube do Parque São Jorge. Foi com a camisa do Corinthians que o "Reizinho" marcou mais gols em toda sua carreira (141) e como jogador do Corinthians foi a época na qual Rivellino fez mais sucesso na Seleção Brasileira, sendo um dos destaques da Seleção que venceu a Copa do Mundo FIFA de 1970. Após receber dos mexicanos o apelido de Patada Atômica, foi o camisa 10 do Brasil em 1974, sendo um dos poucos jogadores brasileiros que apresentaram um bom futebol nesse Mundial.
Portuguesa
Em 1972, o Corinthians cedeu Rivellino por empréstimo para a Portuguesa para atuar em um jogo amistoso em comemoração à inauguração do Estádio do Canindé. O jogo foi contra a equipe do Željezničar Sarajevo, da Bósnia e Herzegovina (que, na época, pertencia à antiga Iugoslávia). Rivellino atuou cerca de 40 minutos e fez um dos gols na vitória da Portuguesa por 2–0. O gol, curiosamente, foi feito com o pé direito, ao invés de sua famosa canhota.
Fluminense
Rivellino estreou no Fluminense em 8 de fevereiro de 1975, num amistoso em pleno sábado de carnaval, justamente contra o seu ex-time o Corinthians. O resultado foi 4–1 para os cariocas, com Rivellino marcando três gols e sendo o melhor jogador daquela partida. Riva marcou o gol da conquista da Taça Guanabara de 1975 aos 119' da prorrogação. Em entrevista para a revista PLACAR nº 1.085, de julho de 1993, Rivellino, que chorou muito ao final, apontou esta partida como o seu jogo inesquecível, usando expressões como "vitória dramática", "meu primeiro título estadual", "se a gente perde ali, por exemplo, naquele jogo contra o America, acho que o bicampeonato de 1975 e 76 nem existiria", exaltando também o grande nível do time carioca.
New York Cosmos
Em 1978, Rivellino disputou um amistoso pela equipe estadunidense do New York Cosmos contra o Atlético de Madrid. Os espanhóis venceram a partida por 3–1, sendo que o único gol do Cosmos foi marcado por Rivellino.
Al-Hilal
Logo após deixar o Fluminense, foi vendido para o futebol árabe em 1978. Pelo Al Hilal, da Arábia Saudita, foi campeão da Copa do Rei e do Campeonato Saudita nos anos de 1979, 1980 e 1981. No entanto, desavenças com o príncipe Kaled, dono do time, fizeram com que o brasileiro encerrasse sua carreira mais cedo do que gostaria, em 1981, aos 35 anos. Antes disso, Rivellino havia declarado que pretendia jogar até os 42 anos.
São Paulo
Ainda no mesmo ano, no dia 22 de setembro de 1981, pouco antes de encerrar oficialmente sua carreira futebolística, disputou uma partida como jogador do São Paulo contra a Seleção da Arábia Saúdita. O jogo foi um amistoso, realizado no Morumbi.
Na Copa do Mundo FIFA de 1970 realizada no México, foi um dos grandes destaques da Seleção Brasileira tricampeã do mundo no México. Para muitos especialistas, essa Seleção é tida como o melhor time de futebol já formado numa Copa do Mundo, tendo jogadores como Pelé, Tostão, Carlos Alberto Torres, Gérson, Jairzinho, entre muitos outros, como o próprio Rivellino, que jogou com a camisa 11 nesse Mundial. Nessa época Rivellino angariou um grande número de fãs internacionais, sendo talvez o mais famoso deles, o maior jogador da história da Seleção Argentina, o meia-atacante Diego Maradona, que o tinha como ídolo e exemplo em sua infância. Maradona se entusiasmara pelas jogadas com a perna esquerda, já que Rivellino era canhoto como ele. Também gostava da sua postura rebelde dentro de campo, sempre de cabelos longos, gesticulando e incentivando seus companheiros. Após a Copa do Mundo de 1970, Riva ainda seria campeão pela Seleção Brasileira da Taça Independência, conhecida também como Torneio "Mini-Copa". A competição, que comemorava o sesquicentenário da Independência, foi disputada no Brasil com a participação de diversas Seleções nacionais. O meia conquistou também a Taça do Atlântico em 1976, que contou com a presença de Argentina, Uruguai e Paraguai, além do Torneio Bicentenário dos Estados Unidos, também em 1976.
Rivellino teria começado seu futebol jogando em quadras, na modalidade conhecida por futsal. Graças a essa origem, desenvolveu uma série de jogadas curtas com a perna esquerda que viriam a fazer grande sucesso nas categorias de base do Corinthians, mais tarde no time principal. É tido como o inventor do "drible elástico", que consiste em fazer um movimento de vaivém com a bola usando o mesmo pé. Mas o próprio Rivellino já disse, por diversas vezes, que copiou o drible de um colega do futsal, de origem japonesa, o ex-camisa 8 do Corinthians Sérgio Echigo. Foi com a camisa do Fluminense, contra o Vasco da Gama que o drible elástico ficou eternizado no imaginário popular, onde Rivellino dá o drible Alcir e depois passa por dois jogadores vascaínos antes de marcar o gol. Excelente cobrador de faltas, chamava a atenção pelos potentes tiros desferidos com a perna esquerda. Na Copa do Mundo FIFA de 1970, o primeiro gol da Seleção Brasileira foi marcado por ele, numa cobrança de falta contra a Tchecoslováquia. Por outro lado, evitava cobrar pênaltis o máximo que podia, pois reconhecia não ter a mesma precisão à curta distância.
Seleção da América do Sul de todos os tempos
Foi escolhido ainda para integrar a Seleção de Futebol da América do Sul do Século XX. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo.


