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The Emperor's New Groove

The Emperor's New Groove é um filme de animação estadunidense, o 50º animado dos Clássicos Disney, produzido pela Walt Disney Feature Animation. Foi dirigido por Mark Dindal, produzido por Randy Fullmer e escrito por David Reynolds.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Produção

Imagem: Castles, Capes & Clones · BY-ND · Openverse

Kingdom of the Sun

"Kingdom of the Sun foi uma experiência de partir o coração para mim. Dei quatro anos do meu coração e de minha energia para aquele filme... Estava criando um "épico", misturando elementos de aventura, comédia, romance e misticismo. O chefe da Disney Features à época estava com medo de que estivéssemos fazendo, em sua opinião, muitos filmes parecidos. Ele também não estava confortável com os aspectos espirituais e culturais (dos Incas) no filme. Assim, ele decidiu fazer uma simples comédia pastelão... Será que teria funcionado, caso tivéssemos tido mais tempo? Espero que sim, mas nunca dá para saber dessas coisas." Roger Allers, refletindo sobre história conturbada de Kingdom of the Sun.

Revisão da produção e reescrita do roteiro

Chateado que Allers havia deixado o projeto, Michael Eisner supostamente deu a Fullmer duas semanas para salvar o filme ou produção teria de ser encerrada. Fullmer e Dindal pararam a produção por seis meses para reformular o projeto, dando-lhe o novo título de Kingdom in the Sun, tornando-se a primeira animação da Disney a ter uma extensa revisão desde Pinóquio. Enquanto isso, depois da sugestão de Eric Goldberg para o segmento Rhapsody in Blue em Fantasia 2000, os animadores foram realocados para trabalhar no segmento. Nesse ínterim, Chris Williams, que foi artista de storyboard durante Kingdom of the Sun, teve a ideia de fazer Pacha um personagem mais velho ao invés do adolescente que ele era na história original. Na mesma linha desta ideia nova, o roteirista de comédia David Reynolds afirmou, "sugeri uma comédia simples, que era basicamente uma buddy comedy com dois caras sendo perseguidos no estilo de um curta de Chuck Jones, mas num ritmo mais acelerado. A Disney disse: 'Pode tentar.' Uma das novas adições à história revisada foi o ajudante de Yzma, Kronk, que roubou a cena. Enquanto isso, o nome Manco foi alterado para Kuzco depois da descoberta de Fullmer que omanco era uma gíria japonesa para vagina. Devido, em parte, ao encerramento da produção, Sting começou a ter conflitos de agenda com a sua carreira de compositor, interferindo com o seu trabalho em seu próximo álbum, que ele estava planejando gravar na Itália. "Eu escrevo a música e, em seguida, eles deveriam animá-la, mas há constantes mudanças sendo feitas. Está constantemente sendo alterado," admitiu o cantor e compositor, mas "estou gostando." Por causa do encerramento, o filme de Dinossauro animado em CGI assumiu o a data de lançamento do verão de 2000, originalmente programada para Kingdom of the Sun. Andreas Deja se recusou a voltar para o filme, observando que sua versão mais séria de Yzma era incompatível com o tom mais amalucado e cômico do filme e mudou-se para Orlando, Flórida para trabalhar em Lilo & Stitch. O animador Dale Baer iria substituir Deja como o chefe de animação de Yzma. Fulmer informaria Sting por telefone de que suas canções, relacionadas a determinados cenas e personagens que não estavam mais no projeto, tiveram de ser abandonadas. Ressentido sobre a remoção de suas canções, o músico pop comentou que "No início, eu estava irritado e perturbado. Depois, queria um pouco de vingança." A Disney finalmente concordou em permitir que três das seis músicas excluídas fossem incluídas como faixas bônus no álbum da trilha sonora, tais como Yzma do vilão música intitulada "Snuff Out the Light", a canção de amor intitulada "One Day She'll Love Me", e um número de dança chamado "Walk the Llama Llama". Os elementos do enredo como o romance entre o pastor de lhamas Pacha e Nina, a prometida de Manco, o plano de capturar o sol da vilã, semelhanças com histórias na veia de O Príncipe e o Mendigo e mitologia Inca foram retiradas. O personagem Hucua também foi descartado da história. Contudo, ele fez uma aparição como o suporte de vela durante a cena do jantar no filme terminado. Kuzco – que era um personagem coadjuvante na história original – eventualmente tornou-se o protagonista.

Design e animação

Durante a produção de Kingdom of the Sun, Andreas Deja foi o supervisor de animação inicial de Yzma e incorporou poses de supermodelos publicadas em revistas para capturar a persona ardente e sedutora de Yzma.[carece de fontes?] Nik Ranieri iria ser, originalmente, o supervisor de animação para o ajudante de Yzma, Hucua. Durante a viagem de pesquisa ao Peru em 1996, Ranieri reconheceu que "eu estava pesquisando um personagem que parecia uma rocha, então fiquei preso desenhando rochas durante toda a viagem. Daí, quando voltamos, eles enfiaram essa história sobre os antigos Incas." Mark Pudleiner seria o supervisor de animação da prometida de Kuzco, Nina.[carece de fontes?] No início de 1997, David Pruiksma se juntou á produção para animar a lhama Snowball. De acordo com Pruksma, Snowball era "um personagem bobo, vaidoso e egocêntrico, pode-se dizer que a loira burra das lhamas. Gostei muito de desenvolver o personagem e também de fazer alguns testes preliminares de animação. Antes de sair do filme (e, ao final, foi arquivado), eu criei estudos de personagens não só para Snowball, mas para todo o restante do rebanho de sete lhamas e para Kuzco como Lhama." Quando a produção do filme foi dada como encerrada, Pruiksma transferiu-se para trabalhar em Atlantis: The Lost Empire, que foi desenvolvido concomitantemente e, por fim, os personagens de lhama foram retirados da história.

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Lançamento

Imagem: Castles, Capes & Clones · BY-ND · Openverse

Depois que a data de lançamento mudou para o inverno de 2000, semelhanças foram notadas entre o filme e a animação O Caminho para El Dorado, da DreamWorks Animation. Marc Lument, um artista de desenvolvimento visual que trabalhou em El Dorado, disse que "Foi, de fato, uma corrida, e Katzenberg queria que o nosso fosse lançado primeiro que o deles." Lument também acrescentou que "Não sabíamos exatamente o que eles estavam fazendo, mas tínhamos a impressão de que seria bem parecido. Quem quer que ficasse em segundo lugar teria de encarar a impressão de ter copiado o outro." Fullmer e Dindal negaram as similaridades e o este comentou "Esta versão [The Emperor's New Groove] já estava bem adiantada quando aquele filme foi lançado," e, depois, acrescentou "No início, quando nosso filme se tornou bem cômico, todos sentimos que não se pode fazer uma farsa sobre um grupo específico de pessoas sem que zombássemos de nós mesmos. Isto não pareceu uma escolha apropriada para os Incas ou qualquer outro grupo. Era mais uma fábula."

Home media

As versões padrão em VHS e DVD foram lançadas em 1 de maio de 2001, assim como uma "Coleção de Colecionador com 2 discos" que incluía extras como o clipe de Sting para a música "My Funny Friend and Me", um clipe da banda Rascal Flatts para a música "Walk the Llama Llama", comentário dos cineastas, um jogo para todas as idades com o elenco do filme, uma cena deletada, entre outros. Diferente do desempenho na bilheteria de cinema, o filme saiu-se bem na versão home video, tornando-se o lançamento deste tipo mais vendido de 2001. Em setembro de 2001, foi divulgado que 6 milhões de unidades VHS haviam sido vendidas, totalizando cerca de US$ 9 milhões em receita, enquanto que a versão DVD vendeu o dobro deste número. A receita geral ficou na média de US$ 125 milhões de acordo com a Adams Media Research.

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The Sweatbox

Imagem: Castles, Capes & Clones · BY-ND · Openverse

The Sweatbox é um documentário que narra a tumultuosa colaboração de Sting e David Hartley com os estúdios Disney para compor seis canções para Kingdom of the Sun. O documentário traz entrevistas com os diretores Roger Allers e Mark Dindal, o produtor Randy Fullmer, Sting (cuja esposa, Trudie Styler, dirigiu o documentário), artistas de história da Disney e também mostra a consternação do elenco com a nova direção que o filme estava tomando. Não se acredita que a Disney tenha se oposto ao documentário, tendo o executivo de animação da empresa, Thomas Schumacher, que havia visto a filmagem, comentado: "Acho que vai ser ótimo!" O filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2002, mas passou praticamente despercebido pelo público desde então. A Disney tem os direitos autorais, mas nunca o lançou oficialmente. Em março de 2012, uma workprint do documentário foi vazada online e colocada no YouTube por um cartunista do Reino Unido, antes que fosse, finalmente, retirada de circulação. Desde 2015, algumas cenas do filme podem ser vistas na versão home video, incluindo um vídeo por trás das cenas e o making of de "My Funny Friend and Me".

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Adaptação e continuação

Imagem: mikegoren · BY · Openverse

Em abril de 2005, foi anunciado que o DisneyToon Studios estava produzindo uma continuação direct-to-video intitulada Kronk's New Groove, lançada em 13 de dezembro de 2005, cujo lançamento coincidiu com a estreia da série de televisão no Disney Channel. O filme é baseado na série animada The Emperor's New School.

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Recepção

Imagem: Johan Larsson · BY · Openverse

Bilheteria

Em seu fim de semana de estreia, The Emperor's New Groove abriu em quarto lugar, angariando cerca de 10 milhões de dólares, atrás de fortes competidores como What Women Want, Dude, Where's My Car? e How the Grinch Stole Christmas. Ao todo, o filme angariou 89 302 687 de dólares na bilheteria americana e mais 80 025 000 de dólares mundialmente, totais este menores do que a maioria das produções da Disney Feature Animation lançados nos anos 90. Por conta de seu cenário pré-columbiano e tom latino americano, a Disney gastou 250 000 de dólares em sua campanha de marketing para o mercado latino americano, lançando cópias do filme tanto em inglês como em espanhol em dezesseis cinemas em áreas densamente populadas por latinos na cidade de Los Angeles, California, em contraste com o lançamento de cópias dubladas ou legendadas de seus prévios filmes animados em mercados estrangeiros. Em janeiro de 2001, depois de dezenove dias do lançamento geral, as cópias dubladas em espanhol foram retiradas dos cinemas, pois os latino-americanos optaram por assistir as cópias dubladas no idioma original, cujo retorno foi, em média, de 571 000 dólares em comparação com os 96 000 dólares das cópias dubladas em espanhol.

Resposta da crítica

No site Rotten Tomatoes, o filme recebeu um escore de aprovação de 85% Certified Fresh, baseado em 128 resenhas com uma média de 7.1/10. O consenso da crítica do site é de que "The Emperor's New Groove não é uma animação ambiciosa, mas seu ritmo acelerado, personagens diferentes e grandes risadas o tornam um grande passatempo para toda a família." No site Metacritic, o filme atingiu um escore de 70 de um total de 100 pontos baseado em 28 críticos, indicando "resenhas geralmente favoráveis". Muitos críticos consideram o filme, de maneira geral, uma dos melhores da Disney da era pós-Renascença e também um de seus mais engraçados. Roger Koehler, escrevendo para a Variety, comentou que o filme "pode não ter o sucesso de muitos dos filmes infantis do estúdio, mas será lembrado como o filme que estabeleceu uma nova atitude nas salas do departamento de animação da Disney." Roger Ebert, escrevendo sua resenha para o Chicago Sun-Times, deu ao filme 3 (de 4) estrelas, caracterizando o filme como "uma comédia pastelão com o nível de atenção de Donald Duck", o que é diferente do que se costuma ver em longas de animação. Ebert continua, acrescentando que "o filme não tem o brilho técnico de Tarzan, mas é um lembrete de que a clássica aparência dos curtas é um estilo querido." A crítica Lisa Schwarzbaum, da Entertainment Weekly, deu-lhe uma nota B+, descrevendo-o como um "filme de família moderno, engraçado, em grande parte não-musical, e decididamente não-épico, que acaba por ser menos uma jornada do herói do que um encontro de mentes no estilo sitcom." Escrevendo para o The Austin Chronicle, Marc Savlov deu ao filme 2/5 estrelas, observando que o filme "sofre de um caso persistente de backsliding narrativo que faz com que os membros mais velhos do público anseiem pelo tempos de anões, donzelas e maçãs envenenadas da antiga Disney e os mais novos se contorçam em suas cadeiras." Savlov continua, expressando seu descontentamento com o filme em comparação com Tarzan, que havia estreado no ano anterior, escrevendo que "também é uma pequena decepção, sem nenhuma grande e eufórica demonstração visual." O crítico Bob Strauss reconheceu que o filme é "engraçado, frenético e colorido o suficiente para manter os pequenos distraídos por seus curtos, porém esticados 78 minutos", embora "haja muito pouco para a família, além da boa atuação, algumas piadas impressionantes e interessantes e os elementos do design inspirados pelos Inca." Strauss apontou a enorme revisão da história como o problema principal.

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Música

Imagem: Castles, Capes & Clones · BY-ND · Openverse

Na versão dublada para português do Brasil, as canções de The Emperor's New Groove foram cantadas por Ed Motta. Esta foi a terceira vez que o cantor brasileiro participou de um desenho da Disney. As anteriores foram em Tarzan e O Corcunda de Notre Dame.

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Fontes consultadas

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