A Lagoa Azul
The Blue Lagoon é um filme de aventura e drama romântico norte-americano de 1980, dirigido por Randal Kleiser, de um roteiro escrito por Douglas Day Stewart baseado no romance de mesmo nome de Henry De Vere Stacpoole, publicado em 1908. O filme é estrelado por Brooke Shields e Christopher Atkins. Sua trilha sonora foi composta por Basil Poledouris e a cinematografia foi realizada por Néstor Almendros.
No final do período vitoriano, dois pequenos primos, Richard e Emmeline Lestrange, e um cozinheiro de navio, Paddy Button, sobrevivem a um naufrágio no Pacífico Sul e chegam a uma ilha tropical exuberante. Paddy cuida das crianças e proíbe-as, criando uma "lei", de ir para o outro lado da ilha, pois Button havia encontrado restos mortais e sangue de humanos oriundos de sacrifícios realizados por nativos em um altar dali; ele também os adverte contra comer uma baga escarlate mortal. Paddy morre depois de uma bebedeira e, com isso, as crianças, agora sozinhas, vão para uma outra parte da ilha e constroem uma nova casa para elas. Anos mais tarde, quando Richard e Emmeline se tornam adolescentes, eles começam a se apaixonar. A experiência, contudo, é estressante para eles devido à falta de educação e instrução sobre a sexualidade humana. Emmeline está assustada com seu primeiro período menstrual, se recusando a permitir que Richard a inspecione por o que ele imagina ser uma ferida. Quando Richard se sente fisicamente atraído por Emmeline, ela não retribui seus sentimentos, o que induz Richard a deixá-la. Quando Emmeline vai se reconciliar com ele, ela o encontra se masturbando. Um navio aparece pela primeira vez em anos, mas Emmeline não acende o sinal de fogo. Como resultado, o navio vai embora sem notá-los. Quando Richard confronta Emmeline com raiva sobre isso, ela afirma, para a descrença de Richard, que a ilha é sua casa agora e que eles devem permanecer lá.
Esta é a terceira adaptação cinematográfica do livro The Blue Lagoon do escritor Henry De Vere Stacpoole, sendo um remake dos filmes homônimos de 1923, um filme mudo estrelado por Molly Adair e Dick Cruickshanks, e de 1949 estrelado por Jean Simmons e Donald Houston. Esta versão de 1980 inclui muito mais cenas de nudez e sexo do que a versão de 1949, embora muito menos do que o livro. No entanto, o livro apresenta um elemento extremamente importante que não teve tanto destaque nos filmes: a cultura dos povos polinésios e o choque cultural que os primos, que são ingleses, têm com esse povo. O filme foi um projeto de paixão de Randal Kleiser, que há muito admirava o romance original. Ele contratou Douglas Day Stewart, que escreveu The Boy in the Plastic Bubble, para escrever o roteiro e se encontrar com Richard Franklin, o diretor australiano, que estava procurando trabalho em Hollywood. Isso deu a ele a ideia de usar uma equipe australiana, que Franklin ajudou a supervisionar.
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Resposta crítica
A Lagoa Azul recebeu resenhas geralmente negativas dos críticos de cinema. O Rotten Tomatoes atribui uma taxa de aprovação de apenas 9% com base em vinte e duas avaliações sob o consenso crítico de que "com apenas algumas partes apreciáveis, The Blue Lagoon é uma fantasia impertinente que também é casta demais para ser realmente divertida". Roger Ebert, em sua crítica, deu ao filme uma estrela e meia de quatro possíveis, alegando que "[o filme] poderia ter sido feito de forma mais interessante, se alguma tentativa séria tivesse sido feita para explorar o que realmente poderia acontecer se duas crianças de sete anos de idade estivessem naufragadas em uma ilha. Mas isso não é um filme realista. É um romance amplamente idealizado, no qual as crianças vivem em uma cabana que se parece com uma cabana de lua de mel do Club Med, enquanto os nativos inquietos cometem sacrifícios humanos do outro lado da ilha"; ele também considerou o final muito fraco. Gary Arnold, do jornal The Washington Post, chamou o filme de "uma rapsódia pitoresca de aprender habilidades, brincar de casinha, nadar, apreciar a paisagem e começar a se sentir sexy em reclusão tropical", ridicularizando particularmente a incapacidade persistente dos personagens principais de fazer inferências óbvias.
Recepção comercial
Apesar das críticas negativas, o filme se tornou um sucesso de bilheteria. Foi o nono maior sucesso de bilheteria de 1980 na América do Norte, de acordo com o site Box Office Mojo, arrecadando US$ 58.853.106 nos Estados Unidos e no Canadá, contra um orçamento de cerca de US$ 4,5 milhões.
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Mídia doméstica
O DVD Special Edition, com versões widescreen e fullscreen, foi lançado em 5 de outubro de 1999. Suas características especiais incluem o trailer original do filme, um álbum de fotos pessoais de Brooke Shields, comentários em áudio de Randal Kleiser e Christopher Atkins, e outros comentários de Randal Kleiser, Douglas Day Stewart e Brooke Shields. O filme foi relançado em 2005 como parte de um pacote com sua continuação, Return to the Blue Lagoon. Um disco Blu-ray de edição limitada do filme foi lançado em 11 de dezembro de 2012 pela Twilight Time. As características especiais do Blu-ray incluem trilha sonora isolada, trailer original, três teasers originais, uma apresentação nos bastidores chamada An Adventure in Filmmaking: The Making of The Blue Lagoon, bem como comentários em áudio de Randal Kleiser, Douglas Day Stewart e Brooke Shields e um segundo comentário de Randal Kleiser e Christopher Atkins.
Televisão
No Brasil o filme tornou-se bastante conhecido por ser excessivamente reprisado na televisão. A estreia do filme na TV se deu em 21 de abril de 1987 dentro da sessão Super Cine da Rede Globo, sendo posteriormente bastante reprisado pela Sessão da Tarde da mesma emissora entre meados da década de 1990 até os anos 2000. Estima-se que, desde 2003, o filme já tenha sido exibido pelo menos dez vezes na sessão vespertina. O filme também foi exibido algumas vezes no Cinema em Casa, do SBT.
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Return to the Blue Lagoon
Uma sequência do filme foi lançada em 1991. Nela, a história é retomada vagamente onde The Blue Lagoon parou, exceto que Richard e Emmeline são encontrados mortos no barco. Seu filho é resgatado. Como o nome de Paddy é desconhecido para quem os resgatou, ele é renomeado para Richard, depois de seu pai. Ao contrário do filme original, Return to the Blue Lagoon tornou-se um fracasso comercial acumulando apenas US$ 2.807.854, considerando seu orçamento de US$ 11 milhões. A sequência, assim como o primeiro filme, também foi mal recebida pela crítica especializada.
Blue Lagoon: The Awakening
Em 16 de junho de 2012, o Lifetime exibiu o telefilme The Blue Lagoon: The Awakening. Atkins aparece neste remake como um dos professores na viagem de campo, onde Emma e Dean são perdidos no mar e acabam em uma ilha.


