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A Gente Mora no Agora

A Gente Mora no Agora é o terceiro álbum de estúdio do cantor e compositor brasileiro Paulo Miklos e o primeiro após sua saída da banda Titãs. Foi financiado pelo projeto Natura Music e lançado em 11 de agosto de 2017 por meio do selo Deckdisc.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/08/2026
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Antecedentes e divulgação

Imagem: Pamela Machado · BY-NC-ND · Openverse

Entre 2012 e 2014, Paulo perdeu sua esposa e seus pais, mortes que influenciariam o disco, especificamente a faixa "Vou Te Encontrar" (ver seção "Informação das faixas" abaixo). Sua nova companheira, Renata Galvão, foi outra fonte de inspiração para o disco, que fala "do amor e da vida". No dia 11 de julho de 2016, anunciou sua saída dos Titãs, com a intenção de se dedicar a projetos individuais. Na época, já começou a trabalhar no disco. Em junho de 2017, informou que o trabalho teria a produção de Pupillo (baterista do Nação Zumbi), direção musical do jornalista e pesquisador Marcus Preto e diversas parcerias, incluindo Emicida, Dadi Carvalho, Erasmo Carlos em "País Elétrico", Guilherme Arantes em "Estou Pronto" e Russo Passapusso (BaianaSystem) em "Vigia". Seus ex-companheiros de Titãs Arnaldo Antunes e Nando Reis também foram convidados, mas suas participações ainda não estavam confirmadas na época.

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Produção, gravação e conceito

Imagem: midianinja · BY-NC-SA · Openverse

Apesar de já ter lançado outros dois discos, Paulo considera A Gente Mora no Agora como o primeiro de sua carreira, devido ao fato de ser o primeiro em carreira totalmente solo - os outros dois, ele considera como trabalhos paralelos aos Titãs. Como os outros, trata-se de um trabalho com ares de autobiografia, com canções que falam do que o cantor vivia na época da concepção do disco, mas com um clima positivo, "a começar pela capa, eu digo que é um disco solar, pra cima, tem um astral pra cima, porque trata da superação já num momento tenro, diante de um momento de reconstrução da vida e de viver uma felicidade. É, com certeza, a tônica do disco." Para ele, o disco não seria possível na forma como ficou se ele não tivesse deixado os Titãs para se dedicar inteiramente ao projeto. Em entrevistas, ele disse que quis evidenciar sua formação musical brasileira no álbum, além de buscar fazer diversas parcerias sem comprometer a homogeneidade do trabalho. Comentando a respeito, ele afirmou: "A música brasileira vai de Emicida, Lurdez da Luz até Erasmo Carlos. É muito rica e muito atual. A gente tem a coisa mais interessante da eletrônica e das misturas. Eu tô explorando tudo isso neste disco. Então eu acredito que tô falando uma linguagem que é meio que universal. E o fato de ser intérprete é meio que uma ponte pra poder tocar e dialogar com gerações diferentes. Eu acredito nisso". Perguntado se o álbum faz com que ele se distancie do rock, Paulo respondeu:

Título

O título do álbum é extraído da letra da faixa de abertura, "A Lei desse Troço". Segundo Paulo, "Esse é um nome que me parece um chamado interessante, tirado de um verso do Emicida, que é muito certeiro. É uma ideia de não viver na ansiedade pelo futuro nem na nostalgia do passado. Mesmo com uma carreira tão longeva, estou escrevendo uma nova página, em branco, com total liberdade."

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Informações das faixas

Imagem: midianinja · BY-NC-SA · Openverse

Dez das 13 faixas do disco foram criadas em parceria com outros músicos; as três restantes foram criadas exclusivamente pelos convidados. Paulo escolheu músicos que admirava, tanto os mais experientes que sempre o inspiraram quanto os das gerações mais novas que têm chamado sua atenção, além de nomes que surgiram e se consolidaram contemporaneamente a ele. O single "A Lei Desse Troço" foi escrito em parceria com o rapper Emicida, primeiro no papel, e por fim no celular, em trocas de mensagens. Tem ainda arranjos de Letieres Leite. Paulo vê a faixa como um perfil dele escrito pelo rapper. A parceria com Russo Passapusso rendeu a faixa "Vigia", mas os dois só se encontraram três meses depois da criação da canção. Paulo enviou a letra de "Todo Grande Amor" a Silva e o permitiu que mexesse à vontade no arranjo. Depois que a faixa foi desenvolvida e enviada de volta na forma de uma bossa nova, Pupillo deu um toque a mais para que ela ficasse mais alegre.

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Recepção da crítica

Imagem: midianinja · BY-NC-SA · Openverse

Escrevendo para o site Omelete, Felipe Cotta disse que o álbum é "delicioso de se ouvir" e que ele evidencia as influências brasileiras de Paulo ao mesmo tempo em que mantém sua essência, incluindo elementos dos Titãs. Ele disse ainda que "desde os tempos de Cabeça Dinossauro (1986) ele sabe se mostrar um multifacetado mensageiro, agora traz isso também nas parcerias" e concluiu sua análise dizendo que o álbum é "otimista, cheio de espelhos de sua própria história, ainda que totalmente bem decorados com elementos do momento presente". Para Mauro Ferreira, do G1, "é redutora a tendência de caracterizar o (...) álbum como disco em que o cantor (...) dá 'mergulho na música brasileira'. (...) A gente mora no agora é álbum solo pop que renova e expande a assinatura do cancioneiro autoral de Miklos." Mais tarde, ele consideraria este e Caipira, de Mônica Salmaso como os melhores discos de agosto de 2017.

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Músicos

Imagem: midianinja · BY-NC-SA · Openverse

Um ano antes do lançamento do disco, a banda então prevista para participar dele era totalmente diferente e totalmente feminina: Mônica Agena na guitarra, Ana Karina Sebastião no baixo, Luna França nos teclados e Nana Rizinni na bateria.

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Fontes consultadas

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